Por Marcos Bargas

O lixo gerado pelos foliões, blocos e escolas de samba é um dos problemas mais relevantes do Carnaval de Manaus. Faltam campanhas de conscientização e, sobretudo, mudança de comportamento das pessoas.

Acompanhando a ascensão da maior e mais esperada festa popular brasileira em Manaus nos últimos tempos, especialmente o Carnaval de rua, constata-se o aumento dos problemas ocasionados pelo evento, principalmente no que se refere à poluição e falta de conscientização da população e das autoridades locais. Os problemas durante o carnaval de rua são inúmeros, mas o incômodo mais notável é o volume de lixo gerado e que a cada ano apresenta números recordes.

Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), mais de 85 toneladas de lixo foram recolhidas após os três dias de desfiles das escolas de samba no carnaval 2019. As dependências do sambódromo, avenida do samba e adjacências receberam equipes da Prefeitura de Manaus, com mais de 120 funcionários, atuando com dois carros coletores fixos na manutenção do local.

Muitas vias adjacentes às ruas dos desfiles ainda permaneceram, todavia, muito sujas. A quantidade de lixo realmente impressiona, mas ao observar os tipos de resíduos descartados percebe-se que é possível reduzir este volume. Nas andanças pelas ruas, encontram-se materiais que deveriam ser proibidos pelas autoridades, como copos e garrafas de vidro, além de muitos espetos de madeira usados para churrasquinhos.

Felizmente os copos e garrafas de vidro não marcam mais presença do que os resíduos recicláveis, principalmente plásticos. A maior parte das bebidas vendidas nas ruas são envasadas em latas de alumínio, material que é constantemente recolhido por catadores, portanto é difícil encontrar uma lata de alumínio jogada no chão. Já objetos feitos de plástico, incluindo garrafas, copos e embalagens de um modo geral, não são recolhidos por catadores para reciclagem. A explicação para isso é óbvia: o alumínio é mais rentável.

Contudo, qualquer mudança na organização do Carnaval depende também da mudança de atitude da população. Por exemplo, é comum observar lixeiras transbordando devido à imensa quantidade de lixo, enquanto outras são utilizadas como mesa para apoiar bebidas. Atitudes como esta são comuns e evidenciam a urgente necessidade de se lançar campanhas de conscientização.

A propósito, por que ainda não à temos em prática? O que mais falta para que cada um crie e tenha sua própria disciplina consciente? Quando não veremos mais tanto lixo descartado indevidamente nas ruas, após esse tipo de evento?

Marcos Bargas é cronista esportivo, estudante de jornalismo e apresentador do programa Papo Esportivo.

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