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Cientista ou pregador? Conheça Giordano Bruno, condenado à morte na fogueira por sua visão ilimitada do mundo

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O padre, filósofo, místico, poeta, autor de peças de teatro, nascido Filippo Bruno em fevereiro de 1548 em Nola, no reino de Nápoles, pagava com a vida pela ousadia de ter desafiado a limitada (de acordo com ele) que a cristandade tinha de Deus e discordado das ideias então vigentes, entre as quais a de que a Terra era o centro do universo.

A sentença havia sido proferida oito dias antes pelo papa Clemente VIII depois de sete anos de julgamento, durante os quais Bruno negou-se diversas vezes a renunciar às suas ideias e arrepender-se. Fez mais. Conta-se que, enquanto ardia na fogueira, ainda teve forças para virar o rosto a um crucifixo que alguém lhe havia mostrado.

No livro As Sete Maiores Descobertas Científicas da História, os irmãos David Eliot e Arnold Brody contam que a história desse desfecho trágico, mas mais ou menos previsível para a época, começou a ser escrita em 1575, quando Bruno leu textos proibidos do filósofo holandês Desidério Erasmo (1466-1536), o que lhe valeu o primeiro processo de excomunhão.

É provável, dizem, que o temperamento inquieto e contestador de Giordano Bruno o tivesse levado por si só à fogueira, mas ter lido Erasmo ajudou a marcá-lo como herege. Na verdade, desde cedo ele mostrou tendências heterodoxas. Ainda noviço, ele atraiu atenção pela originalidade de seus pontos de vista e por suas exposições críticas das doutrinas teológicas então aceitas.

Vida religiosa e conturbada

Assim, não é de estranhar que tenha chamado a atenção da Inquisição desde que começou a se tornar conhecido. Apesar de Bruno, que trocou o nome Filippo por Giordano aos 15 anos, quando entrou para a Ordem Dominicana, ter sempre estado ligado à religião, nunca foi aceito pelos religiosos.

Em 1575, três anos depois de ter sido ordenado padre, o futuro condenado concluiu o curso de teologia no Convento Dominicano de San Dominica de Maggiori, em Nápoles, o mesmo em que havia estudado e lecionado Santo Tomás de Aquino. Foi o início do seu calvário.

Em fevereiro de 1576, ainda em Nápoles, aos 28 anos, Bruno viu-se obrigado a se transferir para Roma para escapar das acusações de heresia. Mas uma vez lá, no Convento de Minerva, ele não alterou sua maneira de ser, e após alguns meses fugiu e abandonou o hábito dominicano. Foi o suficiente para ser sido enquadrado em um segundo processo de excomunhão.

Em abril do mesmo ano, teve de fugir para Genebra, na Suíça, onde se converteu ao calvinismo. Foi uma experiência efêmera. Por ter escrito um artigo no qual criticava um professor calvinista, acabou preso e excluído dessa religião.

Entre 1580 e 1585, Giordano Bruno pôde, enfim, desfrutar de um breve interregno de paz. Deu aulas em Paris, Londres e na Universidade de Oxford e celebrizou-se como autor de obras teológicas. Foi nessa época também que se evidenciaram suas ideias científicas, tendo ele escrito vários textos sobre a teoria de Copérnico – mais tarde abraçada por Galileu Galilei, que também esteve na mira incendiária da Inquisição -, sobre o Sistema Solar, e apresentou a hipótese de que o Universo era infinito.

Segundo o professor Rodolfo Langhi, do Departamento de Física do campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bruno conhecia e apoiava a teoria de Copérnico, o heliocentrismo, que dizia ser o Sol o centro do universo. Mas foi além.

“Ele pregava que o Universo era infinito, sem centro, e repleto de mundos habitados, como o nosso”, explica Langhi, que desenvolve pesquisas, projetos e publicações na área de Educação em Astronomia.

“Ele disse o seguinte na obra Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos: ‘que haja nesse espaço inúmeros corpos como nossa Terra e outras terras, nosso Sol e outros sóis, todos os quais executam revoluções nesse espaço infinito’.”

Além disso, ele também afirmava, por exemplo, que, além de Saturno (o planeta mais distante do Sol conhecido até então), havia outros planetas que giravam ao redor da estrela. Isso foi confirmado com a descobertas dos planetas Urano, em 1781, por William Herschel, Netuno, em 1846, por Johann Galle, e Plutão, em 1930, por Percival Lowell.

Apesar de ter acertado nessas previsões, o modelo cosmológico de Giordano Bruno não estava embalado em dados científicos, mas em crenças religiosas.

Por causa disso e outras “heresias”, a partir de 1585, novamente o vento abrasador da intolerância começou a soprar em sua direção. Com as achas da incompreensão e da ignorância, seu inimigos começaram a acender e a alimentar a fogueira que iria devorá-lo.

Com uma coragem beirando a arrogância, entretanto, Bruno manteve sua postura provocativa.

Em 1586, escreveu uma série de artigos insultando altos funcionários do governo e reiterando suas ideias a respeito do Universo. O resultado foi o previsto: teve de fugir de Paris. E de lá para a Alemanha, onde se converteu ao luteranismo. Mas de novo, por pouco tempo. Foi de novo expulso, desta vez pela Igreja Luterana de Helmstedt.

Traição

Em 1591, cometeu aquele que seria, certamente, seu maior erro. Quinze anos depois de deixar sua terra natal, resolveu retornar à Itália a convite de um nobre veneziano, Giovanni Mocenigo, que o alojou em sua casa em troca de aulas de memorização, outra especialidade dele.

No entanto, Mocenigo traiu Bruno, entregando-o à Inquisição veneziana.

Dessa vez, Bruno resolveu se retratar e argumentou que suas ideias eram filosofia e não teologia – portanto, não questionavam o poder da Igreja. Ele deveria ser solto, mas a Inquisição romana exigiu sua extradição. Assim, em 27 de janeiro de 1593, ele tornou-se prisioneiro do Santo Ofício, de onde só saiu para a fogueira.

Até hoje a figura de Bruno e o que ele representa são objetos de discussão. Apesar de suas ideias avançadas para a época, muitos pesquisadores modernos afirmam que ele não era um cientista na acepção que a palavra tem hoje.

“Ele era um pregador”, resume o astrônomo Augusto Damineli, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

O físico e astrônomo Othon Cabo Winter, do Departamento de Matemática da Faculdade de Engenharia (FEG), do campus de Guaratinguetá da Unesp, pensa de maneira semelhante.

“Ele era muito bem informado, tinha conhecimento dos avanços astronômicos mais atuais da época, mas não fazia ciência”, diz. “Bruno juntava os conhecimentos com suas crenças e fazia especulações e afirmações sem um embasamento científico de fato.”

Místico ou cientista?

Há, no entanto, quem pense diferente. É o caso do antropólogo e medievalista português naturalizado brasileiro, João Eduardo Pinto Basto Lupi, pesquisador do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Hoje achamos que cientista é alguém agarrado a instrumentos de observação e análise, com tabelas de matemática do lado”, diz. “Mas no tempo de Bruno não era assim. Muitos inclusive, como Newton, por exemplo, não deixavam de ser astrólogos, nem de considerar ideias de ciências ocultas.”

De acordo com Lupi, o que importava era ter ideias capazes de dirigir o conhecimento sobre o universo, e isso Bruno tinha demais.

“É o que os americanos hoje em dia chamam de ideias seminais, capazes de fertilizar a inteligência”, explica. “Mas muitas pessoas continuam agarradas a concepções científicas demasiado racionalistas e positivistas, que não têm mais futuro. E nisso o Giordano Bruno foi um grande orientador da ciência, um cientista visionário. Parecia medieval mas era mais contemporâneo do que muitos hoje em dia.”

Mas por que Giordano Bruno incomodava tanto a Igreja?

“Suas ideias tiveram importância política, pois na luta entre a Igreja conservadora (dona do poder) e a burguesia revolucionária (classe em ascensão) ele optou pela revolução”, responde Damineli. “Essa foi a principal motivação para a Igreja assassiná-lo. Note que ela reabilitou Galileu, mas nunca cogitou de fazer o mesmo com Giordano Bruno, pois a luta dele era eminentemente política, no sentido de visão do mundo.”

Segundo o astrofísico Daniel Brito de Freitas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o principal motivo do incômodo que Bruno causava à Igreja é que ele defendia que o Deus definido pelo Cristianismo era limitado e, acima de tudo, não incorporava a ideia da infinitude dos mundos.

“Ele sugeriu abandonar as Sagradas Escrituras e reescrever Deus levando em conta a existência de outros mundos e outras formas de vida pensante”, explica. “Para a Igreja, esse era um ato de blasfêmia do mais alto grau na escala de heresia. Esse foi o motivo pelo qual a Igreja Católica perseguiu e condenou Giordano Bruno à fogueira da Santa Inquisição.”

A revolução de Bruno

Ao receber a sentença, Bruno deu uma prova, se não dessa arrogância que lhe atribuem, pelo menos de desassombro e autoconfiança.

“Talvez vocês, meus juízes, pronunciem essa sentença contra mim com maior temor do que eu a recebo”, declarou a seus algozes.

Apesar disso, ainda lhe foram dados oito dias para ver se se arrependia. E embora suas ideias científicas desafiassem os preceitos de então, a Igreja não admite que ele tenha sido condenado por esse motivo, mas sim por questões teológicas.

Mesmo com as controvérsias, a maiorias dos cientistas de hoje concorda que Bruno foi um visionário que anteviu e levantou questões que vieram a ser comprovadas ou ainda intrigam séculos mais tarde.

“São ideias e questões bem atuais”, diz Winter. “Milhares de planetas ao redor de outras estrelas já foram descobertos. A questão da existência de vida fora da Terra é um dos temas mais relevantes para a ciência na atualidade e acredita-se que será verificada ainda neste século.”

Damineli lembra que Bruno se entusiasmou com as grandes navegações da época dos descobrimentos, que estavam ultrapassando os limites imaginários dos oceanos e colonizando novos mundos. A partir disso, ele imaginou naves movidas a vento solar, que só entraram no campo científico cerca quatro séculos mais tarde, e que atravessariam o “oceano escuro de vácuo” para aportar em outros planetas”, diz.

Segundo Damineli, essas novas “grandes navegações no espaço” são análogas às anos 1500-1600 e têm um potencial de revolução industrial ainda maior que as da caravelas.

“Desta forma, a visão de Giordano Bruno vai muito além de sua época, para tempos em que ainda não entramos, mas estamos no limiar.”

*Fonte: BBC Brasil

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Mente calma e racional: como o estoicismo pode nos ajudar a viver melhor

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Imperador Romado Marco Aurélio - Foto: Reprodução

O estoicismo é uma escola filosófica prática fundada na Grécia, por Zenão de Cítio, no início do século III a.C, que ensina que é possível viver uma vida boa quando focamos naquilo que pode ser controlado. Os estoicos prezam por manter a mente calma e racional, independente das distintas situações humanas, e pregam que não devemos deixar ser conduzidos por crenças e paixões doentias de desejo, medo, dor ou prazer, uma vez que tais sentimentos são irracionais. O pensador estoico entende como natural sentir tais emoções, mas é preciso agir com racionalidade: a ação deve ser regida pela razão e não pela emoção.

Ainda que tenha nascido na Grécia, o estoicismo foi popularizado em Roma, e seus conceitos prevalecem até os dias atuais. Na visão estoica, manter a mente calma e racional para viver bem, significa que o homem precisa se concentrar naquilo  que pode ser controlado, e ao invés de se preocupar com o incontrolável, precisa aceitar que há coisas que não podem ser controladas. A realidade existe como ela é, e não como a queremos.

No pensamento de Epicteto, filósofo grego estoico do século I d.C, o mundo é como é, independente daquilo que queremos que ele seja, e isso precisa ser aceito. Há coisas que estão sob o nosso controle e outras não. Olhar o mundo com essa perspectiva pode ser valiosa, quanto mais trazemos para os dias atuais, onde a pressão social pelo sucesso profissional, por uma vida amorosa estabilizada e pelo acúmulo de bens materiais, criam expectativas em demasia nas diferentes realidades humanas.

Com o advento da televisão e da internet, por exemplo, padrões de estética, família e pensamentos foram pré-fabricados e transmitidos a uma massa que parece ter esquecido a imprevisibilidade do mundo. A vida real não vem pronta como nos roteiros das telenovelas, que no fim tudo acaba bem, ainda que a trama tenha sido pautada por situações indesejadas no decorrer da história. Por vezes somos vítimas do imprevisível, de situações que fogem do nosso controle, e não há nada que podemos fazer para reverter a situação.

De acordo com o pensamento estoico, o que está sob controle são nossas opiniões, ações e a própria perspectiva do mundo ao nosso redor. Para os estoicos, quando passamos a acreditar que as coisas fora do nosso controle nos trarão a felicidade desejada, nos tornamos meros expectadores, terceirizamos o próprio desejo, e quando isso acontece, essa felicidade passa a não depender mais de nós, e sim dos outros, algo inaceitável no estoicismo.

Os estoicos valorizam a ação, e não as palavras. Outro importante ensinamento é a prática de fazer o bem sem olhar a quem, ou fazer o bem sem esperar nada em troca. Para o estoicismo, é da natureza humana agir de bondade com os semelhantes, e isso independe do gesto ser valorizado ou não, pois a verdadeira beleza está no caráter, valores e personalidade de uma pessoa.

A escola estoica acredita que a personalidade ideal que devemos perseguir é a do “sábio estoico”, não para idealizar alguém acima dos demais, mas para agirmos racionalmente, e assim maximizar o bem-estar pessoal e da coletividade.

Quatro lições que podemos aprender com os estoicos 

1ª Lição – “Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como realmente ele é. Dessa forma você terá uma vida tranquila.”

2ª Lição – Existem mais coisas, Lucílio, susceptíveis de nos assustar do que existem de nos derrotar; sofremos mais na imaginação do que na realidade.” Sêneca, Carta a Lucílio.

3ª Escolha não ser prejudicado e você não se sentirá prejudicado. Não se sinta prejudicado e você não o será.” Marco Aurélio, Meditações.

4ª “O homem vive preocupado em viver muito, não em viver bem, mas na realidade o viver muito não depende dele, mas o viver bem sim.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida.

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“Viver baseado nas próprias virtudes”: o que podemos aprender com os cínicos

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Cinismo é derivação da palavra grega Kynismós, que traduzido para o português significa, ''igual a um cão''

O cinismo é uma corrente filosófica criada no século V a.C., por Antístenes, que ensina que o ser humano deve viver baseado em suas virtudes, ou seja, aceitando quem realmente é. Para isso, é necessário também, viver desprendido de julgamentos alheios e dos padrões estabelecidos pela sociedade.

Cinismo é a derivação da palavra grega kynismós, que em tradução para o português seria algo como: ”igual a um cão”; o termo é atribuído aos cínicos porque de fato, eles viviam como cães. Despojados de bens materiais e totalmente desprendidos dos padrões sociais, os pensadores cínicos viviam a filosofia na prática.

Os cínicos se declaravam cidadãos do mundo e por acreditar neste pensamento, contestavam  a vida em sociedade e o matrimônio, que segundo eles, tiravam a autonomia humana. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a felicidade brota do seu interior.

Dentre eles, o que mais se destacou foi Diógenes de Sínope, filósofo da Grécia Antiga nascido em 413 a.C. Diógenes foi aluno de Antístenes, destacou-se entre os cínicos por viver de forma radical a sua filosofia. Ele passou a viver dentro de um barril na mais completa miséria, para mostrar aos homens que não é preciso de muito para viver.

Diógenes buscava um homem que vivesse segundo a sua essência. Procurava um homem que vivesse sua vida superando as normas impostas pelas sociedades, padrões como comportamento, dinheiro, luxo ou conforto. Ele buscava um homem que tivesse encontrado a sua verdadeira natureza, que vivesse conforme ela e que fosse feliz, sem as extravagâncias que uma vida baseada na superficialidade dos bens materiais condicionam o ser humano.

Um fato curioso sobre a vida de Diógenes foi quando Alexandre, O Grande, foi ao seu encontro. O homem mais poderoso do mundo, até então, solicitou que Diógenes pedisse o que quisesse que ele o daria. Diógenes pediu que Alexandre saísse de sua frente pois estava tapando o sol, com isso ele demonstrava o quão pouco ele necessitava para viver bem conforme sua natureza. Além disso, ele demonstrava na prática os valores fundamentais do filosofia cínica.

Ilustração do encontro entre Alexandre, o Grande e Diógenes de Sínope

Valores do cinismo

O cinismo é atrelado a três valores fundamentais, que tendem a conduzir o ser humano a um estado de profunda paz, chamado de ataraxia. São eles:

  • Autarquia – na prática significa o governo de si mesmo, quando o homem se torna incapaz de ser dominado por paixões e instintos. De acordo com o cinismo, esta capacidade só pode ser alcançada quando se tem uma vida ordenada;
  • Liberdade – é necessário que o homem se desprenda dos padrões estabelecidos pela sociedade. Há um forte aversão a governos e suas normativas, fatores peculiares como economia, comércio e crises, por exemplo, não devem dominar o pensamento e as ações humanas. Há ainda um profundo zelo pela liberdade de expressão;
  • Apatia – não se sentir afetado pelas dificuldades da vida, assim, torna-se possível alcançar a ataraxia, ou seja, a profunda paz de espírito.

Esses três valores se personificam na ação prática de Diógenes durante o encontro com Alexandre: 1) Ser dono de si, mesmo quando o homem mais poderoso do mundo oferece tudo o que uma vida repleta de bens materiais pode oferecer, e ainda assim, não sucumbir aos desejos e mostrar que precisa-se de muito pouco para viver bem e conforme a própria essência; 2) Liberdade, poder de expressar sua opinião mesmo que ela contrarie e conteste o poder temporal do Estado. Total desprendimento de luxos e demais bens materiais, que para o cínico, não passam de coisas supérfluas e não necessariamente garantem a felicidade; e 3) Ter uma apatia tão forte, que o que vem de fora não é capaz de atingir, nem modificar a  paz de espírito do homem que alcançou a ataraxia.

 

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O Brasil que eu faço!

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A celebração da Semana da Pátria é a oportunidade que todo brasileiro tem para vestir sua camisa verde e amarela e reverenciar as cores da nossa bandeira! Mas, acima de tudo, é uma semana para debates e reflexões sobre os rumos da nossa pátria, para nos questionarmos sobre o que realmente estamos fazendo pelo nosso país.

Lembro do quadro do programa ‘Fantástico’ em que os internautas faziam vídeos curtos questionando “O Brasil que eu quero!”, mas eu prefiro questionar “O BRASIL QUE EU FAÇO!”

Você não precisa ser político para entender de política, você precisa apenas exercer seu dever como cidadão para cobrar dos políticos. Sejamos exemplos que inspirem as crianças e os jovens; sejamos o reflexo que nossos filhos enxergam no espelho, façamos o bem independente do mal; sejamos caridosos sem se importar com o avarento; que possamos manter a humildade perante o arrogante, e que nossa fé se fortaleça todos os dias, mesmo nos dias ruins.

Não adianta de nada sermos um “povo heroico com brado retumbante”, se o filho vive fugindo à luta. De que serve a “paz no futuro e a glória no passado”, se no PRESENTE os teus risonhos lindos campos não têm mais flores e os bosques estão sem vida?

Então, que essa semana de celebração à nossa Pátria Amada Brasil seja diferente de todas as outras, principalmente pela mudança social, política e econômica que tivemos nos últimos anos por, infelizmente, estarmos atravessando uma crise de pandemia mundial – e que, apesar de todas as vidas perdidas, mostrou que o nosso povo é, sim, um povo GUERREIRO e BATALHADOR, que faz jus à sua história. Por isso, eu contemplo o horizonte acreditando na mudança dessa terra adorada entre outras mil.

Ó Pátria Amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

*Carpegiane Andrade é Capitão da Polícia Militar e Bacharel em Direito.

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