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Dois irmãos foram mortos em diferentes locais no intervalo de uma hora em Manaus

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Os crimes ocorreram em duas áreas do bairro Cidade de Deus, dois irmãos foram assassinados na noite de terça-feira (6), Zona Norte de Manaus. Uma das vítimas foi amarrada, executada a tiros e teve o corpo abandonado. A Polícia Civil investiga se os homicídios têm ligação com o tráfico de drogas.

Os irmãos mortos são: Antônio Lúcio Pereira Gomes, de 25 anos, e Antônio Penha Carvalho Gomes Neto, de 23 anos. Os dois homens têm passagens na polícia por crimes de tráfico de drogas e respondiam a processos na justiça. Os irmãos foram presos em flagrante em 2014.

De acordo com a polícia, por volta das 22h, Antônio Lúcio foi surpreendido por dois homens, que estavam em uma motocicleta, na rua Curió, na comunidade Fazendinha. A dupla atirou várias vezes e a vítima foi atingida por seis tiros no tórax, braços e pernas. Os atiradores fugiram em seguida. As testemunhas não conseguiram identificar as características e a placa da moto. A 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) enviou equipe para o local, mas nenhum suspeito foi localizado.

Moradores e pessoas que passavam ainda socorreram a vítima. Antônio Lúcio foi levado para o Hospital Pronto-Socorro (HPS) Platão Araújo, mas morreu minutos depois de chegar a unidade hospitalar.

Menos de uma hora depois, o irmão de Antônio Lúcio foi encontrado morto dentro de uma picape Saveiro, na rua Santa Rosa, na comunidade Braga Mendes, que também fica localizada no bairro Cidade de Deus.

Segundo a 13ª Cicom, Antônio Penha estava com as mãos amarradas para trás e amordaçado dentro do carro roubado. Pessoas que passavam ouviram barulho dos disparos de tiros e viram dois homens saindo do veículo. O corpo de Antônio Penha foi abandonado no local.

Os suspeitos que estavam a pé chegaram passar por uma equipe de policiais militares que fazia patrulhamento na área, mas fugiram para direções diferentes após perceber a presença da viatura policial.

Os peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) constaram que a vítima foi atingida com oito tiros na cabeça, tórax, nádegas e em uma das mãos. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML). Os dois assassinatos podem ter ligação com o tráfico de drogas e serão investigados pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

A esposa de Antônio Penha não quis falar sobre as circunstâncias da morte do marido. Os pais das vítimas não foram localizados para comentar as mortes no endereço registrado pelas autoridades policiais.

Fonte: G1

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Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia

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Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A população desocupada no Brasil, que era de 10,1 milhões em maio, passou para 12,3 milhões em julho, e, em agosto, atingiu 12,9 milhões de pessoas, um aumento de 27,6% desde maio. A taxa de desocupação aumentou em 0,5 ponto percentual de julho para agosto, passando de 13,1% para 13,6%.

Os dados constam da edição mensal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19) , divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, a Pnad Covid-19 estimou a população ocupada do país em 84,4 milhões de pessoas, com aumento de 0,8% em relação a julho, mas ainda acumulando redução de 2,7% em relação a maio.

A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (2,3%). As regiões Nordeste, com 14,3%, e Norte, com 10,3%, apresentaram as maiores variações.

A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 16,2%, maior que a dos homens, com 11,7%, sendo que a diferença também foi verificada em todas as grandes regiões. Por cor ou raça, no Brasil e em todas as grandes regiões, a taxa era maior entre as pessoas de cor preta ou parda (15,4%) do que para brancos (11,5%).

Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores, de 23,3% para aqueles de 14 a 29 anos de idade. Por nível de escolaridade, aqueles com nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas, 6,8%.

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal. – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Auxílio emergencial

Em agosto, o percentual de domicílios onde pelo menos um dos moradores recebeu algum auxílio para combater os efeitos da pandemia foi de 43,9% no país, sendo que as maiores proporções estavam no Norte (61%) e no Nordeste (59,1%). O valor médio do benefício recebido pela população foi de R$ 901 por domicílio.

Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do governo federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

O Amapá, com 71,4%, foi o estado com maior proporção de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial, seguido de Maranhão, com 65,5%, e Pará, 64,5%.

“Esse índice ficou estável em praticamente todos os estados. O total de domicílios que receberam auxílio teve um aumento grande de maio para junho e, de junho para julho, praticamente não cresceu, ficando estável em agosto”, disse, em nota, a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Testes

Até agosto, 17,9 milhões de pessoas, 8,5% da população, haviam feito o teste de diagnóstico para saber se estavam infectadas pelo novo coronavírus (covid-19) no Brasil. Destas, 21,6%, o equivalente a 3,9 milhões de pessoas, testaram positivo.

Segundo a coordenadora da pesquisa, uma maior disponibilidade de testes e, consequentemente, um maior acesso a eles por parte da população podem justificar o aumento no número de pessoas que estão fazendo o exame. “Como a pandemia não acabou, é natural que aumente esse número, inclusive entre as pessoas que não tiveram sintomas, mas que tiveram contato com alguém que teve covid-19 e fizeram o teste para se certificar”, explicou.

De acordo com o IBGE, o percentual de realização dos testes para diagnóstico da doença é maior entre as pessoas com rendimentos mais altos, chegando a 21,7% no grupo de rendimento domiciliar per capita acima de quatro salários mínimos e ficando abaixo de 5% entre as pessoas que ganham até meio salário mínimo.

“Quem tem condições de fazer o exame para descartar a possibilidade [de estar com a doença] já faz nos laboratórios. Não existem indícios de que há mais contaminação entre os que têm mais renda, mas a gente tem mais pessoas fazendo o teste entre aqueles que possuem mais renda”, disse a pesquisadora.

A pesquisa aborda três tipos de testes: o Swab, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 17,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 6,9 milhões fizeram Swab e, desses, 25,2% testaram positivo.

O Distrito Federal (19,4%) foi a unidade da federação com maior percentual de testes realizados, seguido por Piauí (14,4%) e Roraima (12%). “Dos 19,4% que fizeram o teste no Distrito Federal, só 4,1% testaram positivo. Então esse dado mostra que mais pessoas estão fazendo o teste do que, de fato, recebendo o diagnóstico da doença”, disse Maria Lucia.

Pernambuco (5,8%), Acre (6%) e Minas Gerais (6,1%) registraram os menores percentuais de realização de testes.

Apesar do aumento no número de pessoas que fizeram os testes, o contingente daqueles que relataram ter algum sintoma de síndromes gripais diminuiu. Em maio, 24 milhões de pessoas afirmavam ter algum dos sintomas abordados pela pesquisa, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Em agosto, esse número caiu para 12,1 milhões, o que representa 5,7% da população.

“Agora, as pessoas que tiveram contato com outras que estiveram doentes têm mais oportunidades de tirar a prova para saber se também foram contaminadas ou não. Então tem muita gente que fez o teste sem apresentar sintoma nenhum”, informou Maria Lucia.

 

*Fonte: Agência Brasil

*Edição: Fernando Fraga

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Covid-19: Estudo sugere que Manaus atingiu imunidade de rebanho

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Aglomeração em bares de Manaus tem sido alvo de fiscalização. - Foto: Patrick Marques/G1 AM

Estudo divulgado na segunda-feira (21) na plataforma medRxiv aponta que quando a cidade de Manaus (AM) vivenciou o pico da epidemia de covid-19, em meados de maio, aproximadamente 46% da população local já havia contraído o SARS-CoV-2. Um mês depois, o percentual de infectados teria atingido 65% e, nos dois meses seguintes, teria se estabilizado em torno de 66%.

Na avaliação dos autores, essa taxa de infecção “excepcionalmente alta” sugere que a imunidade de rebanho pode ter contribuído significativamente para determinar o tamanho final da epidemia na capital amazonense.

“Ao que tudo indica, a própria exposição ao vírus levou à queda no número de novos casos e de óbitos em Manaus. No entanto, nossos resultados indicam uma soroprevalência bem mais alta do que a estimada em estudos anteriores, diz Ester Sabino, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coordenadora da pesquisa – conduzida com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

As conclusões apresentadas no artigo – ainda sem revisão por pares – baseiam-se em uma combinação de modelagem matemática e análises sorológicas feitas em amostras de sangue doado à Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) entre os meses de fevereiro e agosto.

“Selecionamos amostras de mil doadores em cada mês e analisamos a presença de anticorpos contra o SARS-CoV-2. Em seguida, fizemos uma série de correções nos resultados por meio de modelagem matemática”, conta à Agência FAPESP o primeiro autor do estudo, Lewis Buss, mestrando no Instituto de Medicina Tropical e no Departamento de Medicina Preventiva da FM-USP.

Esse tipo de análise está sujeito a uma série de vieses que precisam ser compensados, explica Buss. Um deles é o fato de os doadores de sangue serem, de modo geral, mais jovens e saudáveis (assintomáticos) do que a média da população. Além disso, no caso específico de Manaus, há também uma representatividade maior do sexo masculino.

Outro ponto considerado pelos pesquisadores foi a sensibilidade do teste sorológico usado, estimada em 85% para indivíduos assintomáticos ou com doença leve (a taxa de falso negativo, portanto, pode chegar a 15%). O ajuste-chave, porém, foi o que buscou corrigir o declínio natural da soroprevalência contra o SARS-CoV-2 – algo que tem sido observado em inquéritos sorológicos feitos em diversos países.

“Algo que ficou evidente em nosso estudo – e que também está sendo mostrado por outros grupos – é que os anticorpos contra o SARS-CoV-2 decaem rapidamente, poucos meses após a infecção. Isso está claramente ocorrendo em Manaus, o que mostra a importância de fazer medidas seriadas para entender a evolução da doença”, afirma Buss.

A soroprevalência bruta encontrada na pesquisa, ou seja, sem qualquer tipo de correção, variou de 0,7% em março, para 5,5% em abril, 39,9% em maio, 46,3% em junho, 36,5% em julho e 27,5% em agosto. Com os ajustes do modelo matemático, porém, os números estimados foram respectivamente: 0,7%, 5%, 45,9%, 64,8%, 66,1% e, novamente, 66,1%.

Estratégia semelhante foi adotada para o município de São Paulo, onde os pesquisadores analisaram amostras de sangue doado na Fundação Pró-Sangue entre fevereiro e agosto. Também nesse caso foram selecionadas mil amostras por mês e, além disso, foi adotado um critério de cotas geográficas para dar representatividade a moradores de todas as regiões da cidade.

A soroprevalência bruta encontrada na capital paulista variou de 0,9% em março para 3% em abril, 5,3% em maio, 11,9% em junho, 9,6% em julho e 12,1% em agosto. Após os ajustes do modelo os números foram respectivamente: 0,8%, 3,1%, 6,9%, 16,1%, 17,2% e 22,4%.

“As duas cidades têm curvas epidemiológicas muito diferentes e é muito difícil explicar o porquê apenas com base nos dados sorológicos”, diz Buss. “Talvez a informação nova é que a soroprevalência já era alta em Manaus quando os óbitos começaram a cair, o que sugere a contribuição da imunidade coletiva. Em São Paulo, por outro lado, a soroprevalência é bem mais baixa e a curva, mais achatada. É provável, portanto, que outros fatores tenham influenciado a queda no número de novos casos na capital paulista”, avalia.

Sabino destaca que após atingir o pico de óbitos, entre maio e junho, a capital paulista entrou em uma espécie de platô. “Ao contrário do observado em Manaus, por aqui a queda está ocorrendo lentamente e os dados de agosto estão semelhantes aos do começo de abril. Mas hoje vemos muito mais pessoas usando máscaras e, embora o comércio tenha reaberto, a mobilidade ainda está restrita e as escolas permanecem fechadas, bem como os cinemas e teatros. É possível que esses fatores tenham segurado o crescimento da doença por aqui”, diz. “Vale ressaltar que caso a curva fosse semelhante à de Manaus São Paulo teria tido uma mortalidade três vezes maior”, alerta a pesquisadora.

Atualmente, o grupo coordenado por Sabino está conduzindo análises sorológicas com amostras de doadores do Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Campo Grande (MS). Os resultados serão divulgados em breve.

“Trabalhar com dados de bancos de sangue nos permite mensurar a soroprevalência de uma determinada doença de forma mais rápida e barata do que os estudos que vão de porta em porta coletando amostras”, diz Sabino.

No entanto, ressalta a pesquisadora, a estratégia tem suas limitações, sendo a principal delas a diferença de perfil entre os doadores de sangue e a população geral da cidade, o que requer cuidados para tornar a amostragem representativa.

“Quando começamos a pesquisa em São Paulo, com o auxílio da FAPESP, uma das primeiras coisas que fizemos foi estudar a geografia dos doadores de sangue para poder estratificar melhor as amostras. Com os recursos da iniciativa Todos Pela Saúde [do Itaú Unibanco] e os kits de sorologia doados pela farmacêutica Abbott, conseguimos expandir as análises para as demais capitais”, conta.

“Ao comparar Manaus e São Paulo vemos curvas epidemiológicas muito diferentes, apesar de as políticas públicas para conter a disseminação da doença terem sido adotadas em datas próximas e o índice de isolamento social não ser radicalmente diferente nos dois lugares. O próximo passo é analisar as curvas das outras cidades para, em seguida, criar modelos que nos permitam entender quais fatores pesaram mais em cada caso”, diz Sabino.

A pesquisa tem sido conduzida no âmbito do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), financiado por FAPESP, Medical Research Council e Fundo Newton (os dois últimos do Reino Unido).

 

*Por Karina Toledo da Agência Fapesp

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Ciclopatrulha comemora o Dia Mundial Sem Carro e leva educação no trânsito e meio ambiente em Manaus

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Foto: Divulgação

Na manhã desta terça-feira (22), aproximadamente 30 policiais militares do Ciclopatrulhamento, comemoram o dia mundial sem carro nas ruas de Manaus. Durante o evento, foi incentivado à prática de educação no trânsito, em especial ao respeito e a segurança dos ciclistas, e a conscientização quanto à preservação do meio ambiente.

Alertar os motoristas quanto ao uso inapropriado das ciclovias e ciclo-faixas, é uma missão ainda bem complicada nas ruas de Manaus. Um dos fatores é a dificuldade no tráfego de veículos e a falta de educação.

Foto: Divulgação

A disputa por espaço nas vias se torna grande obstáculo para que os condutores de veículos automotores respeitem o espaço destinado aos ciclistas. Para ajudar a mudar essa educação no trânsito, ações como estas são de grande importância para que ciclistas e motoristas possam ter uma boa convivência no trânsito.

Além disso, a ideia do dia mundial sem carro é incentivar o uso da bicicleta como alternativa de locomoção, e reduzir o número de carros pelas ruas, e com isso diminuir a poluição ao meio ambiente.

Foto: Divulgação

Nesse primeiro momento a ação foi de deslocamento do Ciclopatrulhamento, que teve início na praia da Ponta Negra, zona oeste da cidade, e seguiu até a base da 19ª Companhia Interativa Comunitária (CICOM), no mesmo bairro.

Empresas privadas também participaram da programação e se mostraram interessadas nas ações do Ciclopatrulhamento. “Três empresas de transporte coletivo solicitaram a nossa presença para ministrar palestras aos seus motoristas, que em sua maioria são condutores de ônibus e caminhão, aceitamos o convite e na próxima sexta-feira, 25, já iremos dar início as instruções e orientações a esses profissionais”, destacou o Capitão Vieira, comandante do Ciclopatrulhamento.

A empresa que tiver interesse pelas palestras pode fazer contato no linha direta do Ciclopatrulhamento 98842-2586.

 

*Com informações de assessoria

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