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Em Itacoatiara, mulheres contam como superaram a violência doméstica com auxílio do Governo do Amazonas

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“Quando chega a quinta-feira, eu posso ficar sossegada, porque eu sei que não vou mais apanhar”. Esse é o relato de Silene Matos, de 45 anos, que sofreu violência doméstica durante 23 anos no município de Itacoatiara (a 269 quilômetros de Manaus) e foi atendida pelo Serviço de Apoio à Mulher, Idoso, Criança e Pessoas com Deficiência (Samic), batizado como Casa de Maria.

Com seis meses de funcionamento, o local já atendeu mais de 180 pessoas vítimas de violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, com serviços psicossociais e de orientação jurídica após uma parceria com a Defensoria Pública do Amazonas.

Silene conta que o marido chegava alcoolizado em casa nos fins de semana e a violentava, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Após ser atendida no Samic, ela mudou a forma como se enxergava e conseguiu quebrar o ciclo de violência.

“Passei por todo tipo de violência que você possa imaginar, meus filhos cresceram nesse ambiente. Quando chegava a quinta-feira, eu tinha muitas vezes que trancar meus filhos porque sabia que, se não os trancasse no quarto, eles iriam querer me defender e iriam apanhar junto comigo”, conta Silene. “Eu os trancava por muitas vezes e apanhava sozinha. Quando meus filhos cresceram, chegou a um ponto que eles mesmo conversaram comigo e disseram basta”.

Hoje em dia, Silene vende doces e bolos sob encomenda e já participou de dois cursos de qualificação oferecidos pelo Samic: customização e designer de sobrancelhas.

“Eu só tenho a agradecer, porque eu superei os meus medos, superei o meu pânico, sustento meus dois filhos e sou feliz. Eu me superei”, afirma. “A partir de agora quero colocar o que aprendi nos cursos em prática e ensinar minhas filhas, para que elas tenham uma renda própria”.

Outra mulher atendida pelo Samic é Bárbara Lima, de 30 anos. Ela foi encaminhada ao Samic após ser atendida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher do município, que trabalha em parceria com a Sejusc. Durante a I Amostra do Serviços do Samic, realizada na última quarta-feira (22/01), Bárbara contou a outras mulheres como superou a violência doméstica.

“No Samic, eles me atenderam tanto psicologicamente quanto com cursos de qualificação, porque chegou a um ponto em que eu tive que ir para o hospital por conta das agressões. É muito difícil de falar sobre isso, e eu agradeço muito elas por me acolherem, por me ajudarem, todas elas estavam comigo quando precisei”, lembra. “Quero dizer para todas as mulheres que vocês têm força para superar a violência, e para os vizinhos, que assistem à situação, que vocês podem denunciar. Não fiquem calados”.

Sobre os planos para o futuro, Bárbara adianta que pretende participar de mais cursos de qualificação. “Eu pretendo seguir meus cursos, seguir minha vida. Eles me dão muitas oportunidades, e eu quero continuar com essas ferramentas”, diz.

Balanço – Itacoatiara é o primeiro município do Amazonas a receber o Serviço de Atendimento à Mulher, Idoso, Criança e Pessoa com Deficiência (Samic). Em seis meses de funcionamento, 182 mulheres foram atendidas no local.

De acordo com dados da Sejusc, em Itacoatiara, os casos mais atendidos pelo Samic foram os de violência psicológica, seguidos pela violência física e patrimonial. Mulheres entre 30 e 45 anos são as que mais procuraram o serviço.

A implementação do serviço está prevista para outros seis municípios em 2020.

“Com o Samic, as mulheres do interior têm uma nova oportunidade para quebrar o ciclo de violência e investir na independência financeira”, afirma Caroline Braz, titular da Sejusc. “Ao longo deste ano, seguiremos para os municípios de Parintins, Tabatinga, Maués, Tefé, Humaitá e São Gabriel da Cachoeira”.

Onde encontrar – O Samic de Itacoatiara fica anexo à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), na rua Eduardo Ribeiro, bairro Jauary. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Mais informações: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc): Manuella Barros (98172-9842), Karla Mendes (99130-9791) e Neto Pantoja (99486-4963).

Com informações:
Karla Mendes
Jornalista – (MTB 1347/AM) – Manaus -AM 
Contato: (92)  99130-9791 
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Casa do presidente dos rodoviários é assaltada e quantia de R$ 200 mil é roubada

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Na manhã desta quarta-feira(30), a casa do Presidente dos Rodoviários, Givancir de Oliveira foi assaltada em Iranduba, município distante 27 quilômetros de Manaus. Segundo informações os assaltantes levaram uma quantia na faixa de R$ 200 mil reais em especie de dentro de um cofre.

Givancir não estava na casa no momento da invasão, mas a filha dele e uma outra pessoa estavam e foram amarradas e trancadas em um dos quartos. O grupo roubou vários objetos de valor e fugiu levando um carro.

 

 

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Incêndio atinge Usina de reciclagem em Manaus

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Um incêndio atingiu uma usina de reciclagem em Manaus, na manhã desta quarta-feira (29). O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 7h30 após as chamas tomarem grandes proporções na região da Estrada do Puraquequara, na Zona Leste da capital.

Ainda de acordo com os Bombeiros, não há, até o momento, registro de vítimas.

A fábrica funciona como uma usina de reciclagem de plásticos. Ainda não há maiores informações sobre a proporção ou os estragos do fogo. Viaturas e equipes dos bombeiros seguem ainda fazem o atendimento da ocorrência.

Com informações: G1 Amazonas https://glo.bo/314YqCa

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Criança de um ano e onze meses é agredida e ferida com cigarro pelo próprio pai, em Parintins

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Uma menina de 1 ano e 11 meses foi gravemente ferida neste fim de semana pelo próprio pai de 25 anos. O caso foi denunciado na 3ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) pela avó da criança. O crime ocorreu no bairro Castanheira, na cidade de Parintins (à 369 km de Manaus). O Conselho Tutelar também foi acionado.

De acordo com o delegado da 3ª DIP, Adilson Cunha, a avó disse em depoimento que o pai bateu com a sandália no rosto da criança, puxou o cabelo, a queimou com cigarro e a arrastou pelo chão e que o mesmo faz isso por suspeitar de que a filha não seja dele. O delegado informou que as devidas providências estão sendo tomadas e que o caso será encaminhado para a 3ª Delegacia Especializada (DE). “A gente vai tentar juntar o máximo de provas para mandar o mais rápido possível à Justiça para que seja de imediato determinado a prisão preventiva dele”, ressaltou o delegado.

Foto: Divulgação

Em depoimento, a avó da vítima afirma que sua filha também sofre violência doméstica e que não dá continuidade ao procedimento da denúncia por medo do companheiro.

Esta é a segunda vez que a avó denuncia o caso de violência contra a sua neta na delegacia. A primeira foi em 2018 em que o autor foi preso pelo mesmo motivo, em que segundo o delegado, o meliante colocou o dedo do bebê com poucos meses de vida na palheta do ventilador. Devido a esta situação, em 2019 a avó entrou com pedido de guarda de sua neta e aguarda a decisão da Justiça.

Foto: Divulgação

Matéria completa: Parintins 24 Horas encurtador.com.br/grDGI

 

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