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Em sete meses, a cada 24 horas um adolescente foi assassinado em Fortaleza

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Violência

Nos primeiros sete meses de 2017, a cada 24 horas um adolescente com idade entre 10 e 19 anos foi assassinado em Fortaleza, capital do Ceará. É o que mostra relatório elaborado pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA), da Assembleia Legislativa do estado, divulgado nesta segunda-feira (13).

Em todo o estado, de janeiro a julho, 522 meninos e meninas foram mortos de forma violenta, sendo 222 registradas na capital.

Segundo o relatório intitulado Cada Vida Importa, baseado nos dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do estado (SSPDS), na comparação com mesmo período de 2016 houve um crescimento de 71% nos assassinatos de crianças e adolescentes em Fortaleza. De janeiro a julho do ano passado, foram registradas 130 mortes de meninos e meninas na capital cearense.

De acordo com o relatório, o número poderia ser ainda pior, já que 211 assassinatos não têm registro de informação de idade, apesar de 132 apresentarem o nome completo da vítima.

O lançamento do relatório coincide com o assassinato, ocorrido nesta segunda (13), de quatro adolescentes que cumpriam medida socioeducativa no Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, localizado no Bairro Sapiranga, em Fortaleza. Eles foram retirados do local por criminosos, levados para uma comunidade próxima e executados a tiros. A Polícia Civil investiga o caso, mas até o momento ninguém foi preso.

Ao todo, até julho, foram registrados 2.772 homicídios no estado, sendo 1.079 somente na capital. Um aumento de 83% em relação a 2016, quando 590 pessoas foram mortas no mesmo período do ano em Fortaleza.

Para o relator CCPHA, deputado estadual Renato Roseno (PSOL), está havendo “um extermínio da juventude no estado”. Conforme o levantamento, a maioria das mortes segue um padrão: jovens do sexo masculino, negros e moradores das áreas periféricas da cidade.

“A contabilização dos homicídios de 2017 é a maior desde 2013, ano a partir do qual a SSPDS começou a divulgar eletronicamente o balanço dos crimes violentos letais e intencionais. Naquele ano, o Ceará registrou 2.411 homicídios de janeiro a julho, subindo para 2.655 em 2014. Nos anos seguintes, houve queda na taxa de assassinatos: foram notificados 2.278, em 2015, e 1.998, em 2016”, aponta o relatório.

Com dados do Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o estudo da Assembleia Legislativa atribui o aumento das mortes violentas de crianças e adolescentes ao crescimento dos conflitos armados nos territórios, em razão da disputa de facções, somado ao modelo de segurança centrado em ações ostensivas.

Policiais assassinados

De acordo com o relatório, o crescimento da violência também tem provocado a morte de mais policiais no estado. Em 2013, 17 policiais haviam sido assassinados, o número caiu para 10, em 2014, subiu para 14 no ano seguinte e saltou para 26, no ano passado. Nos primeiros sete meses desse ano, já foram registrados 11 assassinatos de policiais no Ceará.

Recomendações

O relatório produziu 12 recomendações para reduzir o número de mortes violentas de meninos e meninas. Entre elas estão o controle de armas de fogo e munições; o fortalecimento da capacidade técnico-científica da perícia forense estadual; a formação de policiais para abordagem adequada não violenta ao adolescente e escolas mais atrativas e integradas com a comunidade.

Além disso, o relatório sugere a busca ativa para inclusão de adolescentes no sistema escolar, atendimento integral no sistema de medidas socioeducativas, qualificação urbana dos territórios com incidência de homicídios e mediação de conflitos entre grupos rivais nos territórios.

Por Agência Brasil

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Amazonas

Vereadores sugerem que CMM adote calendário especial para discutir pandemia

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Na tarde deste sábado (23/1) os vereadores Capitão Carpê Andrade (Republicanos), Amom Mandel (Podemos) e William Alemão (Cidadania) reuniram para discutir o agravamento dos casos de Covid-19 em Manaus. Após alinhamento, os parlamentares decidiram sugerir à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que estude a possibilidade de adotar um calendário especial ou a suspensão do recesso parlamentar, para que sejam discutidas medidas de emergência, diante da crise sanitária que trouxe diversos desdobramentos na saúde e na economia de Manaus.

“Estamos diante de uma tragédia que vai marcar milhares de famílias. Devemos estender as mãos e nos unir nesse momento. O vírus é uma guerra que atinge todo sistema, não é momento de apontar culpados, é hora de planejar, organizar, fiscalizar e agir para salvar vidas”, disse vereador Capitão Carpê Andrade.

Segundo o vereador Amom Mandel a proposta parte de diversos pedidos recebidos pelas redes sociais. “Sempre vou pautar meu mandato pelas demandas recebidas pelas minhas redes e pelo nosso Gabinete Online. Sozinho não consigo fazer muito coisa, por isso, recebo bem a união dos meus pares em discutir o bem coletivo”, disse Amom Mandel.

O vereador William Alemão acredita que o fim do recesso pode trazer votações mais rápidas de matérias que possam ajudar Manaus.

“Precisamos adiantar o fim do recesso da CMM, pois precisamos votar em caráter de urgência vários projetos, dentre eles projetos socioeconômicos visando melhorias para com a população manauara que encontra-se atormentada pela falta de trabalho e renda causada pela pandemia”, disse vereador William Alemão.

A proposta dos parlamentares será enviada à CMM na noite deste sábado.

Assessoria dos Parlamentares:

Mário Marinho – Assessoria Vereador Amom Mandel – 98220-1006

Daniele Oliveira – Assessoria Vereador Capitão Carpê Andrade – 98187-6517

Guilherme Matos – Assessoria Vereador William Alemão – 98134-6697

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Destaque

Prefeito anuncia acordo e Manaus recebe doação de 25 ambulâncias

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Em publicação realizada nas redes sociais, o prefeito de Manaus David Almeida (Avante), anunciou neste sábado (23), que a prefeitura firmou um acordo com o Ministério da Saúde para o aumento do teto da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), em aproximadamente R$ 360 milhões, além da doação de 25 novas ambulâncias para reforçar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital.

“Nós conseguimos alcançar mais uma vitória em meio a essa batalha”, declarou David.

Segundo o prefeito, não faltará remédios em Manaus e que, dentro de um mês, vai comprar mais medicamentos do que já foi comprado em um ano.

“Não faltará remédios no estoque da Secretaria Municipal de Saúde. Não permitiremos que a capacidade fique inferior a 70% durante toda a minha administração. Vamos comprar em um mês mais medicamentos do que foi comprado em um ano”, afirmou o gestor da capital amazonense.

Ainda de acordo com Almeida, o Ministério da Saúde se comprometeu em contratar 108 médicos, por meio do programa “Mais Médicos Pelo Brasil”, do governo federal, para o reforço das equipes de saúde do município no combate à Covid-19.

*Com informações da assessoria

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Amazonas

Governadores acertam cota extra da vacina para o Amazonas

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Governadores de pelo menos 22 estados acertaram na noite da quinta-feira (21) o repasse para o Amazonas de uma cota extra das vacinas que devem receber nos próximos dias.

Nesta sexta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve liberar o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac, e 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca devem chegar ao país.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), participou da reunião de um grupo de trabalho que discute o colapso do sistema de saúde em Manaus e defendeu junto aos governadores, por meio do grupo no WhatsApp, que o Amazonas receba uma parte maior dessas novas doses, devido à “transmissibilidade alta” de casos e à gravidade da situação.

A proposta, segundo Dias explicou ao blog, é que o Amazonas fique com 5% do total de novas doses e os demais estados façam o rateio proporcional do restante.

Fonte: G1

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