O Amazonas tem uma representante na Brazil Conference at Harvard & MIT 2019, evento que reúne, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos, dez estudantes universitários brasileiros selecionados no Programa de embaixadores. Finalista do curso de engenharia da computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Carlla Martins viaja nesta terça (2) para os EUA, onde participa de atividades que a habilitarão a ser multiplicadora regional da experiência.

Em sua quinta edição, a conferência acontece entre os dias 5 e 7 de abril de 2019, com o objetivo de promover debates sobre variados temas com a participação de jovens que tenham papel ativo em iniciativas pelo desenvolvimento do País. O processo em que Carlla Martins foi selecionada ocorreu em 2018, habilitando dois representantes de cada região brasileira como embaixadores. “Passamos por uma seleção em três etapas e foi uma grande surpresa quando eu soube do resultado. Foi difícil de acreditar… acho que eu chorei”, recorda a jovem.

A priori, todo estudante universitário de instituição brasileira maior de 18 anos pode concorrer, embora a função de embaixador exija muito mais do que isso. “O envolvimento em atividades acadêmicas e sociais, a participação em projetos voluntários, o engajamento e a proatividade surgem como um bônus para quem deseja realmente ser parte do projeto”, aponta Carlla Martins. No currículo, ela acumula dois projetos de iniciação científica na área de Computação, além de uma publicação internacional sobre astronomia.

“Vai ser a primeira vez que eu saio do Brasil. A expectativa é muito grande, mas eu sei qual é o papel dessa equipe de embaixadores. Antes mesmo da conferência, visitaremos universidades e faremos uma aproximação com os organizadores. Durante os três dias de painéis, contaremos um pouco das nossas histórias e, acima de tudo, faremos contato com outras pessoas, discutiremos temas importantes e participaremos de debates a partir de diferentes perspectivas”, adianta a jovem selecionada.

Em outras palavras, o enfoque será mesmo na criação e no fortalecimento de networks. “Eu percebo que, entre os embaixadores, existe um senso de responsabilidade social muito grande. Nós acreditamos na possibilidade de transformar a realidade do Brasil. E eu penso que qualquer mudança, por menor que pareça, já faz uma grande diferença”, completa Carlla, ao indicar que, nesses quase cinco anos de jornada acadêmica, sempre procurou se informar, criar bons relacionamentos, aproveitar as oportunidades e realizar o máximo possível. “Dentro da Universidade, temos um ambiente cheio de possibilidades. É preciso ficar atento”, indica.

Projeto Cosmos

Ainda quando era caloura, ela foi uma das idealizadoras do projeto “Cosmos”, que atualmente é institucionalizado pela Ufam. A parceria com colegas Dimerson Lucas, Matheus Castro, Tainá Soares e Luan de Almeida, todos apaixonados pela astronomia, resultou na ação que hoje é coordenada pelo professor Marcelo Brito da Silva, do Departamento de Física da Ufam. A ideia é simples e criativa: ensinar astronomia nas escolas, sempre de uma forma lúdica e prática, com oficinas e dinâmicas. Além disso, o grupo ajuda os estudantes do ensino básico na preparação para a Olimpíada de Astronomia.

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