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“Eu vou matar vocês todos”, disse tenente enquanto atirava em colegas, segundo sobrevivente

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“Eu vou matar vocês todos”. Essas foram as palavras do tenente Joselito Pessoa Anselmo, enquanto atirava nos colegas de farda, no último sábado (5), dentro de uma viatura descaraterizada da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), na Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus.

A informação consta no depoimento de um dos sobreviventes, o borracheiro Robson Almeida Rodrigues, de 24 anos, o qual a imprensa teve acesso.

No documento, o borracheiro conta que, por volta das 22h de sexta-feira (4), foi até ao mercadinho do cabo Grasiano Monteiro Negreiros, no bairro Jesus me Deu, para pagar uma dívida.

Na ocasião, segundo ele, o cabo, que era seu amigo, o convidou para beberem. Minutos depois, o sargento Edzandro Santos Louzada , o major Lurdenilson Lima de Paula e o tenente Joselito chegaram ao local e se juntaram a dupla.

Por volta da meia-noite, conforme o depoimento, Lurdenilson convidou o quarteto para irem a uma casa de forró, localizada na avenida do Turismo, no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Entretanto, ficaram pouco tempo na casa de festa pois o estabelecimento não autoriza a entrada de armamento, e os quatro policiais estavam armados, somente Robson que não.

“Joselito estava bastante alterado empurrando outros frequentadores e os próprios amigos. Por esse motivo, o major Lurdenilson pediu para que Joselito lhe entregasse a arma, porém o tenente se recusou”, diz um trecho do depoimento.

Após saírem da casa de festa, o grupo decidiu ir para o bar do Chapolin, no bairro Manoa. Grasiano chegou a ligar para o proprietário do bar, para avisar que o grupo estava indo para o estabelecimento.

Não teve discussão

No depoimento, Robson frisa que não teve nenhuma discussão entre os policiais. Conforme o documento, nas proximidades do bar, Joselito sacou a arma e atirou no ombro de Robson e começou a gritar: “Eu vou matar vocês todos”, e continuou a efetuar os disparos. 

Durante os disparos, Edizandro foi atingido com um tiro na cabeça,  Grasiano foi atingido na cabeça e no tórax. Lurdenilson foi baleado na região das costas. A bala transfixou a cervical e pode deixar o major tetraplégico.

Robson conta que, após ser atingido por outro tiro no maxilar, segurou a arma do tenente e o empurrou para fora do carro.

Após imobilizar o tenente, Robson questionou Joselito: “Você matou os caras meu, você matou os caras p…”. O tenente ainda transtornado, conforme o documento, respondeu: “P…me desculpa”.

Questionado pela polícia se viu algum dos PMs consumindo entorpecentes ou alguma cena suspeita, Robson respondeu que quando estavam no mercadinho de Grasiano, Joselito ia ao banheiro com frequência e passava bastante tempo no local, mas que não tinha presenciado nada.

Prisão preventiva decretada 

Joselito Pessoa teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, na tarde de sábado (5), durante audiência de custódia, no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Ele responderá por homicídio qualificado consumado por motivo torpe e homicídio tentado doloso. O tenente está preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Com informações: Em Tempo

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Amazonas

Omar propõe à Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal a realização de audiências públicas itinerantes

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A intenção do parlamentar é aproximar o novo colegiado das comunidades e debater as principais questões no âmbito da segurança pública

A implantação de audiências públicas itinerantes para ouvir as principais demandas da sociedade foi uma das sugestões feitas pelo senador Omar Aziz (PSD) aos membros da Comissão Técnica Permanente de Segurança Pública Municipal (COMSEGPM), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante reunião, nesta quinta-feira, 15/04. Participaram do encontro, o presidente do colegiado, vereador Capitão Carpê (Republicanos), e os também membros, vereadores Dr. Eduardo Assis (Avante), Lissandro Breval (Avante) e William Alemão (Cidadania).

A comissão, que foi instalada no último dia 12 deste mês e que altera o Regimento Interno da CMM, tratará do combate à violência e à insegurança, em Manaus, bem como da reestruturação e a criação de um plano de carreiras para a Guarda Municipal. O novo colegiado possui 14 membros, dos quais sete são titulares e sete são suplentes.

De acordo com o Senador Omar, é importante que a comissão promova audiências públicas itinerantes com as comunidades e representantes locais nos bairros, para ouvir quais são as principais demandas, sugestões e insatisfações em cada zona da cidade. “A atividade fim de vocês (comissão) é nos bairros, é lá onde estão os problemas. Lá que vocês vão debater com a população e líderes locais o que é possível ser feito para tentar mitigar a sensação de insegurança que se espalhou pela cidade. Eu me coloco a disposição para ajudar no que for preciso”.

O parlamentar também destacou que poderá destinar emendas para compra de armamentos e viaturas. Omar também apoiou a intenção do colegiado de fortalecer e ampliar a Guarda Municipal.

O presidente da comissão, vereador Capitão Carpê, afirmou que o encontro com o senador Omar foi uma visita cordial com o intuito de estreitar as relações com o parlamentar, devido às articulações que o senador tem no âmbito federal, bem como por ser o presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado. “Viemos colocar a comissão à disposição (do senador), para que juntos possamos garantir mais recursos e trabalhar em prol de Manaus”.

O vereador ressaltou, ainda, que a comissão da CMM trabalhará para desenvolver políticas públicas voltadas para a prevenção e combate à violência dentro das comunidades. “Segurança pública vai muito além do que é repressão. Nós não vemos hoje, por exemplo, jovens e crianças com projetos sociais voltados para a comunidade. Enquanto o Estado se faz ausente, infelizmente, o crime impera e se faz presente”.

Informações assessoria de comunicação

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Amazonas

Após assalto, cinegrafista persegue ladrões em moto e é baleado em Manaus

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O cinegrafista Renê Silva, de 45 anos, foi baleado após perseguir ladrões que assaltaram a equipe de reportagem, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Ele foi atingido por dois tiros e está internado.

Segundo a jornalista Natasha Pinto, que acompanhava o cinegrafista, a equipe foi fazer uma gravação em uma quadra do bairro Coroado sobre um caso de tentativa de homicídio que ocorreu na noite de quarta-feira (14). Após a gravação, ao tentarem retornar para o carro, os jornalistas foram abordados por dois assaltantes em uma motocicleta.

Os suspeitos fugiram e levaram dois celulares. Com um celular reserva, a repórter avisou a produção do jornal. A equipe de reportagem deixou o local, e o cinegrafista, que também dirige o carro, avistou a dupla de assaltantes próximo ao Clube do Trabalhador, o Sesi.

A repórter disse que tentou anotar a placa da motocicleta, mas percebeu que o cinegrafista acelerou e jogou o carro para cima dos assaltantes, que caíram em via pública.

Ela relatou que o cinegrafista saiu do carro para tentar pegar os assaltantes, entrou em luta corporal, mas um deles atirou. O cinegrafista foi então atingido por dois tiros. A repórter disse que, ao ouvir os disparos, se escondeu atrás do carro.

Os assaltantes fugiram com os celulares da equipe, que acionou a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas as equipes de socorro não compareceram ao local.

Um motorista que passava pela via ajudou a repórter a levar o cinegrafista até o Hospital João Lúcio.

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Amazonas

MPF processa ex-ministro Pazuello e secretário de Saúde do AM por responsabilidade na crise de oxigênio

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O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ajuizou, nesta quarta-feira (14), ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, por omissão no combate à pandemia entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando o Amazonas registrou colapso de oxigênio nas unidades de saúde e aumento de mortes por covid-19.

Entre 14 e 15 de janeiro, falta de oxigênio nos hospitais de Manaus levou a cidade de Manaus a um cenário de caos. Com recordes nos casos de Covid, a capital precisou enviar pacientes que dependiam do insumo para outros estados.

A ação, encaminhada à Justiça Federal no Amazonas, cita, também, três secretários do Ministério da Saúde e o coordenador do Comitê de Crise do Amazonas, Francisco Ferreira Máximo Filho.

No documento, o MPF identificou atos de improbidade administrativa em cinco situações distintas:

  • atraso e lentidão do Ministério da Saúde no envio de equipe para diagnosticar e minorar nova onda de covid-19 no Amazonas;
  • omissão no monitoramento da demanda de oxigênio medicinal e na adoção de medidas eficazes e tempestivas para evitar seu desabastecimento;
  • realização de pressão para utilização de ‘tratamento precoce’;
  • demora na adoção de medidas para transferência de pacientes que aguardavam leitos;
  • e ausência de medidas de estímulo ao isolamento social.
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