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Êxodo de venezuelanos já é maior que número de refugiados que tentam chegar à Europa

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êxodo venezuelano

A degringolada econômica da Venezuela se transforma em crise humanitária. Segundo a ONU, 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país em dois anos. A título de comparação, 1,8 milhão de migrantes entraram em toda a União Europeia em quatro anos.

A crise de refugiados na Europa começou em 2015, quando levas crescentes de pessoas que fugiam de dificuldades econômicas ou de conflitos tentavam alcançar a União Europeia, atravessando o mar Mediterrâneo ou por terra, pelo sudeste europeu.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR), as três principais nacionalidades entre mais de um milhão de migrantes que chegaram pelo mar Mediterrâneo entre janeiro de 2015 e março de 2016 eram sírios (46,7%), afegãos (20,9%) e iraquianos (9,4%).

O número de refugiados e migrantes caiu drasticamente nos últimos anos, devido a medidas de retenção de entrada como o acordo que a União Europeia assinou com a Turquia. A xenofobia foi outro fenômeno que se espalhou por todo o continente.

Enquanto cerca de 1,8 milhão de refugiados chegaram na Europa desde 2015, a crise migratória da Venezuela já contabiliza mais de 2,3 milhões de migrantes que fogem da miséria em apenas dois anos.

Os países sul-americanos foram surpreendidos com essa onda migratória inédita. A partir do dia 18 de agosto, o Equador passou a exigir um passaporte aos venezuelanos. Essa decisão unilateral vai contra os acordos regionais em vigor.

Quito nem se deu ao trabalho de informar a Colômbia que, sozinha, já recebeu cerca de um milhão de migrantes e por onde passam os que seguem para o Equador.

Por sua vez, o Peru pretende proibir que venezuelanos sem passaporte entrem no país a partir do próximo sábado (25).

Diante do desafio migratório, todos os países envolvidos evocam, no entanto, as virtudes da cooperação regional, assim como a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Mas o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterrez, se mantem estranhamente silencioso sobre o assunto.

Lado humano em segundo plano

Já o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, quer restabelecer a democracia na Venezuela, ou seja, com a saída do presidente Nicolás Maduro. Nesse caso, a intenção política se sobrepõe à urgência da questão humanitária.

A integração regional fracassou e os migrantes venezuelanos – espremidos na fronteira entre a Colômbia e o Equador – são os prejudicados.

Outra faceta mais dramática é que o perfil social dos migrantes mudou nos últimos meses. “Antes, eram pessoas com diplomas superiores que chegavam”, explica Giovanna Tipan, responsável pela circulação na ponte de Rumichaca, que liga Colômbia e Equador.

“Além disso, eles tinham um pouco de dinheiro para se instalar. Era mais fácil para eles encontrar trabalho e se integrar. Agora, é diferente. As pessoas deixam uma situação extremamente precária. E sabemos que ela vai piorar no país de chegada, seja no Equador, no Peru ou onde quer que seja”, diz.

Solidariedade entre precários

Sem uma recepção institucional nos países vizinhos da Venezuela, os exilados criam sua própria rede de solidariedade. “É interessante ver como são tão solidários, mesmo sendo tão vulneráveis ao mesmo tempo. Eles se organizam para que as mulheres e crianças passem primeiro e ajudar os que mais necessitam”, acrescenta Giovanna Tipan.

situação de emergência

Foto: Divulgação

Antony, que deixou Caracas há uma semana, confirma: “No começo eu não conhecia ninguém. Mas fiz amigos de verdade. Todos ajudam uns aos outros. Se há pessoas que não têm o que comer ou se lhes faltam algo, outros vão compartilhar o que possuem. Estou viajando agora com duas garotas que se tornaram minhas irmãs”.

*Fonte: RFI

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Apuração põe Biden perto da vitória; Trump intensifica contestação

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Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O democrata Joe Biden se aproximava da vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos (EUA) nesta quinta-feira (5), enquanto autoridades apuravam os votos em alguns estados que determinarão o resultado do pleito e a presença de manifestantes nas ruas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que tenta a reeleição, alegou fraude sem apresentar evidências, entrou com processos na Justiça e pediu recontagens de votos, em uma disputa que ainda não tem resultado dois dias depois de ser realizada.

Com as tensões crescendo, cerca de 200 apoiadores de Trump, alguns armados com rifles e pistolas, se reuniram do lado de fora do escritório eleitoral em Phoenix, no estado do Arizona, após rumores infundados de que os votos não estavam sendo contados.

Em Detroit, no estado de Michigan, autoridades impediram que cerca de 30 pessoas, a maioria republicanos, entrassem em um local onde os votos estão sendo apurados em meio a alegações, também sem fundamentos, de que a contagem no estado estava sendo fraudulenta.

Manifestantes contrários a Trump em outras cidades do país exigiam que a apuração continuasse. A polícia prendeu 11 pessoas e apreendeu armas em Portland, no estado do Oregon, depois de relatos de tumultos. Prisões também foram feitas em Nova York, Denver e Mineápolis. Mais de 100 manifestações estão programadas no país até sábado (7).

A disputa pela Casa Branca dependia de corridas acirradas em cinco estados. Biden tem vantagens apertadas em Nevada e no Arizona, enquanto Trump vê sua pequena dianteira diminuir na Pensilvânia e na Geórgia, estados em que precisa vencer e onde os votos por correio estão sendo contados. Trump tem pequena vantagem na Carolina do Norte, outro estado em que precisa vencer para ter chances de reeleição.

Trump precisa manter a liderança e vencer nos estados em que está à frente e conquistar Nevada ou Arizona para conseguir mais um mandato e evitar tornar-se o primeiro presidente norte-americano no cargo a perder uma reeleição desde o também republicano George H.W. Bush em 1992.

A Edison Research dá a Biden uma vantagem de 243 votos a 213 no Colégio Eleitoral. Outras projeções de emissoras de TV dão a Biden a vitória em Wisconsin, que lhe daria mais 10 votos. Para vencer, são necessários 270 votos no Colégio Eleitoral.

Biden, de 77 anos, previu nessa quarta-feira (4) que vencerá a eleição e lançou um site na internet para iniciar a transição para uma Casa Branca controlada pelos democratas a partir de janeiro.

Trump, de 74 anos, por várias vezes buscou minar a credibilidade do processo eleitoral. Desde terça-feira (3), dia da eleição, ele se declarou falsamente o vencedor do pleito, acusou sem provas os democratas de tentarem roubar a eleição e prometeu contestar os resultados em alguns estados nos tribunais.

Especialistas em eleições nos Estados Unidos afirmam que fraudes são raras no país.

 

*Por Andy Sullivan/Reuters

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Destaque

Ministro classifica ataque em Viena como “terrorista islâmico”

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Foto: REUTERS/Leonhard Foeger

Centenas de policiais se espalharam por Viena nesta terça-feira (3) em busca dos responsáveis por ataques que deixaram cinco pessoas mortas no centro da cidade, o que um ministro do governo classificou como um ato “terrorista islâmico”.

Em uma coletiva de imprensa transmitida pela televisão no início da manhã, o ministro do Interior austríaco, Karl Nehammer, repetiu os apelos para a população não sair às ruas.

Nehammer disse que a polícia matou a tiros um homem que usava um cinto falso de explosivos, que as autoridades identificaram como simpatizante do Estado Islâmico.

A polícia confirmou nesta terça-feira que três civis – dois homens e uma mulher – foram mortos nos ataques, que deixaram ao menos 15 outros feridos, incluindo um policial. A emissora ORF afirmou que um quarto civil, uma mulher, havia morrido.

Sete dos feridos corriam risco de morte, informou a agência de notícias APA.

Um porta-voz da polícia disse que reforços foram chamados de Estados vizinhos e que pelo menos 1.000 policiais estavam envolvidos na busca.

“Nós sofremos um ataque ontem à noite de pelo menos um terrorista islâmico, uma situação que não temos que viver na Áustria há décadas”, disse Nehammer.

“A Áustria, há mais de 75 anos, é uma democracia forte, uma democracia madura, um país cuja identidade é marcada por valores e direitos básicos, com liberdade de expressão, Estado de direito, mas também tolerância na convivência humana”, afirmou ele. “O ataque de ontem é um ataque a esses valores.”

O suspeito morto pela polícia e outros possíveis atiradores atacaram seis locais no centro de Viena na noite de segunda-feira, começando do lado de fora da principal sinagoga da região. Testemunhas informaram que foram disparados tiros contra multidões em bares com rifles automáticos, à medida que muitas pessoas aproveitaram a última noite antes de um toque de recolher em todo o país devido à covid-19.

 

*Por François Murphy/Reuters 

*Edição: Maria Claudia

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Suposto ataque terrorista em Viena deixa pelo menos uma pessoa morta

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Foto: REUTERS/Radovan Stoklasa

Pelo menos uma pessoa foi morta e várias ficaram feridas no centro de Viena, durante troca de tiros na noite dessa segunda-feira (2). Segundo o ministro do Interior austríaco, Karl Nehammer, o ataque, perto da sinagoga central, pode ser considerado terrorista. 

A polícia de Viena afirmou no Twitter que havia vários suspeitos e seis locais diferentes envolvidos.

Uma grande área do centro de Viena foi isolada e a polícia disse que um reforço significativo de segurança estava em andamento.

O ministro do Interior declarou à emissora austríaca ORF que se acredita que o ataque tenha sido realizado por várias pessoas e que todos os seis locais ficam nas imediações da rua que abriga a sinagoga central.

“No momento, posso confirmar que acreditamos que este seja um aparente ataque terrorista”, disse ele.

“Acreditamos que haja vários perpetradores. Infelizmente, há também vários feridos, que podem estar mortos.”

Um porta-voz do serviço de ambulâncias informou que pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas. Um dos suspeitos e um pedestre foram mortos a tiros e um policial está entre os feridos, segundo a agência de notícias local APA.

“Tiros disparados no bairro de Inner City – há pessoas feridas. Mantenham-se afastados de todos os locais públicos ou transportes públicos”, disse a polícia no Twitter.

O líder da comunidade judaica Oskar Deutsch afirmou, também no Twitter, que não estava claro se a sinagoga de Viena e os escritórios adjacentes tinham sido o alvo do ataque, e que eles estavam fechados no momento.

Vídeos circularam nas redes sociais de um homem armado correndo por uma rua de paralelepípedos, atirando e gritando. A Reuters não pôde verificar imediatamente os vídeos.

A polícia de Viena pediu às pessoas que não compartilhassem vídeos e fotos nas redes sociais. “Isso coloca em risco as forças policiais e também a população civil”.

Em 1981, duas pessoas foram mortas e 18 feridas durante um ataque por dois palestinos na mesma sinagoga. Em 1985, um grupo extremista palestino atacou o aeroporto de Viena com granadas e rifles, matando três civis.

Nos últimos anos, a Áustria tem sido poupada do tipo de ataques em grande escala, vistos em Paris, Berlim e Londres.

 

*Por François Murphy e Andrea Shalal/Reuters 

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