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Filha de ex-espião russo envenenado deixa hospital no Reino Unido

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Filha de ex-espião-russo envenenado

A filha do ex-espião russo, Yulia, envenenada com seu pai no dia 4 de março, em Salisbury, no Reino Unido, deixou o hospital na última segunda-feira (9) e foi levada para um local seguro.

De acordo com a confirmação feita, nesta terça-feira, pela diretora médica do hospital Salisbury District, Christine Blanshard, Yulia Skripal deixou a unidade de saúde, mas ainda necessita de atenção, por conta do impacto do agente nervoso, embora não tenha fornecido informações sobre seu paradeiro.

“Este não é o fim de seu tratamento, mas representa um marco significativo”, disse Christine, na porta do hospital.

Pai e filha foram atacados no início de março com um agente nervoso do tipo militar identificado como Novichok, de fabricação russa, o que levou o governo britânico a fazer represálias contra Moscou.

Após conhecer o estado de Yulia Skripal, a embaixada russa em Londres expressou sua satisfação pela sua recuperação, mas pediu “provas urgentes” para saber que o tratamento ao qual foi submetida foi realizado com o seu consentimento.

Sobre o estado de saúde do antigo espião, a diretora do hospital disse que sua recuperação é mais lenta, mas que confia em “que ele também possa deixar o leito no devido tempo”.

O policial Nick Bailey, que atendeu pai e filha quando foram encontrados inconscientes, também foi hospitalizado com sintomas de envenenamento, mas recebeu alta no dia 22 de março.

“Os três tinham sido expostos a um agente nervoso, um produto químico altamente tóxico, cujo objetivo é impedir o funcionamento do sistema nervoso”, afirmou Christine Blanshard, explicando que os sintomas do envenenamento são náuseas e alucinações.

“Nosso trabalho no tratamento dos pacientes foi estabilizá-los, assegurar que eles pudessem respirar e que o sangue pudesse seguir circulando. Necessitamos utilizar uma variedade de diferentes drogas para ajudar os pacientes até que eles pudessem criar mais enzimas que pudessem substituir o veneno”, completou.

Teste para os funcionários do hospital

Christine Blanshard admitiu que as últimas semanas “foram um grande teste para todos os nossos funcionários”.

Na sua nota divulgada na semana passada, Yulia Skripal, de 33 anos, agradeceu as pessoas por se interessarem sobre seu estado de saúde e fez uma “menção especial” ao “povo de Salisbury” que os ajudou quando eles estavam “incapacitados”.

A filha do ex-agente russo disse que seu estado de saúde tinha melhorado e que ganhava força a cada dia.

Além disso, o hospital informou no último dia 6 que Sergei Skripal já não está mais em estado crítico e melhora “rapidamente”.

Após o ataque em Salisbury, o governo britânico afirmou que a Rússia era responsável pelo envenenamento após identificar a substância utilizada como um agente nervoso.

O governo da primeira-ministra britânica Theresa May decidiu expulsar no mês passado 23 diplomatas russos, enquanto Moscou fez o mesmo como resposta.

Pouco depois, 14 países da União Europeia (UE), assim como Estados Unidos, Canadá e Ucrânia, também decidiram expulsar diplomatas russos em solidariedade ao Reino Unido.

A Rússia negou o tempo todo a autoria do ataque, mas o governo de Londres insiste em que suas conclusões estão baseadas nas análises feitas pelo laboratório militar de Porton Down, no condado de Wiltshire, perto de Salisbury, e em informações de outras fontes.

*É proibida a reprodução total ou parcial desse material. Direitos Reservados.

Por Agência EFE

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Imprensa mundial chama presidente argentino de “racista” e “vergonha”

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Os periódicos da Argentina e do mundo não pouparam críticas ao presidente Alberto Fernández após o mandatário afirmar, na quarta-feira (9/6), que os “mexicanos saíram dos índios, brasileiros saíram da selva, mas nós, os argentinos, chegamos de barcos que vinham da Europa. E assim construímos nossa sociedade”.

O comentário foi considerado “infeliz” e “desastroso”; e Fernández, uma “vergonha” e “racista”.

O jornalista Eduardo Feinmann, do La Nación, destacou que as declarações de Alberto Fernández foram uma “vergonha nacional”. Para o apresentador, o presidente argentino é o “filósofo racista do século 21″. “É extremamente racista com os brasileiros e com os mexicanos”, assinalou ele.

Com informações: Metrópoles

 

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Mundo

Rússia aprova lei que pode banir das eleições opositores de Navalni a Testemunhas de Jeová

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Os senadores russos aprovaram, nesta quarta-feira, 2, por ampla maioria, uma lei que abre caminho para proibir que qualquer pessoa considerada extremista e opositores do presidente Vladimir Putin, como Alexei Navalni e seus aliados, disputem eleições no País.

O termo “extremismo” tem uma definição muito ampla na lei russa e permite às autoridades lutar contra organizações de oposição, como a Fundação Anticorrupção fundada por Navalni, e facções racistas ou terroristas, bem como grupos religiosos como as Testemunhas de Jeová.

O projeto de lei foi aprovado por 146 senadores, e recebeu apenas um voto contrário e uma abstenção. Para que entre em vigor, falta apenas a assinatura de Putin. Em abril, a Justiça da Rússia – que é nominalmente independente, mas toma decisões frequentemente alinhadas aos interesses do Kremlin – ordenou a suspensão das atividades das organizações ligadas a Navalni.

A medida está vinculada a um processo em que os promotores pedem o banimento definitivo dos grupos sob acusação de extremismo. Assim, além de não poder disputar as eleições, qualquer pessoa ligada ao opositor – que ocupou manchetes no mundo todo depois de sofrer um envenenamento no ano passado – pode ser impedida de concorrer a cargos eletivos na Rússia.

A nova lei se aplica aos líderes das organizações, que perdem o direito de disputa eleitoral por cinco anos, e a ativistas e dezenas de milhares de pessoas que apoiam causas consideradas extremistas por meio de doações, que podem ser proibidos de apresentar candidaturas por três anos.

Veja a matéria completa em: Revista Cenarium encurtador.com.br/ikpSU

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Índia se torna o 3º país a superar 300 mil mortes por Covid

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Parentes lamentam a morte de familiar com Covid-19 do lado de fora de um necrotério em Nova Délhi, capital da Índia, nesta segunda (24) — Foto: Money Sharma/AFP

Índia se tornou nesta segunda-feira (24) o terceiro país a superar a marca de 300 mil mortes por Covid-19, depois de Estados Unidos Brasil, em meio a uma agressiva segunda onda da pandemia.

Foram 4.454 óbitos nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde indiano, o segundo maior número já registrado pelo país na pandemia (o recorde mundial foi registrado na terça).

O país confirmou mais de 57 mil mortes por Covid-19 nas últimas duas semanas, elevando o total de vítimas para mais de 303 mil. Os EUA têm 589 mil óbitos e o Brasil, 449 mil.

Índia registrou também 222 mil novos casos, o menor patamar diário desde 15 de abril, mas a segunda onda de Covid-19 segue devastando o país há quase dois meses, com hospitais lotados e crematórios que não conseguem atender ao volume de corpos.

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