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Amazonas

Justiça mantém interdição de cervejaria onde foi encontrada 1,8 tonelada de malte com fezes de rato

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Recentemente, a Justiça do Amazonas derrubou uma liminar que suspendia a interdição de uma fábrica de cerveja artesanal da capital amazonense. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária de Manaus (Visa) no final de junho, após ser encontrada 1,8 tonelada de malte em embalagens perfuradas contendo fezes de rato. As informações são do G1 Amazonas.

Ainda conforme a fonte de notícias, poucos dias depois da agência de vigilância suspender o funcionamento da fábrica, a justiça suspendeu o ato de interdição. Na ocasião, a cervejaria afirmou que não havia contaminação de produtos e que, ao contrário do que era alegado, realizou controle de pragas no mês de abril e que o vencimento da higienização estava válido até outubro.

Agora, com a Justiça derrubando a liminar, a Vigilância Sanitária vai dar prosseguimento ao processo administrativo contra a fábrica, localizada na Cachoeirinha. A nova decisão foi assinada pela desembargadora Joana dos Santos Meirelles

“Com o reconhecimento da interdição pela Justiça, retomaremos o processo administrativo desse caso, já que ele estava parado, em virtude da liminar que suspendia a interdição. Os responsáveis pela cervejaria terão prazo para apresentar a sua defesa, além de pagar multa que será aplicada. Vamos tomar todas as providências cabíveis de acordo com o que é previsto na lei”, informa a diretora da Visa Manaus, Maria do Carmo Leão.

Os proprietários do estabelecimento entraram com um mandado de segurança na Justiça estadual, suspendendo a interdição. A Procuradoria Geral do Município (PGM) recorreu da decisão judicial, por meio de um agravo de instrumento, alegando e questionando:

  • a competência da vigilância sanitária municipal na fiscalização de bebidas;
  • a validade da licença do controle de pragas e insetos do estabelecimento;
  • e a possibilidade de utilização de essências no processo de fabricação de bebidas alcoólicas.

Em sua decisão a desembargadora Joana dos Santos Meirelles, destaca a autoridade do órgão municipal, conforme o Código Sanitário de Manaus, em fiscalizar “o fabrico, produção, beneficiamento, manipulação, acondicionamento, de alimentos, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada”.

À época da interdição, a cervejaria argumentou que apenas o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), teria competência para tal.

Em relação ao controle de pragas, a cervejaria artesanal informou, à época da primeira interdição, que a licença do estabelecimento vence em outubro de 2020.

Mas, de acordo com o relatório de fiscalização, nas dependências da cervejaria foram encontradas embalagens de malte perfuradas, fezes de roedores, sujeira e cascas que demonstravam o consumo do conteúdo das embalagens.

Em seu despacho, a desembargadora informa não haver “comprovação da regularidade de controle de praga. Bem como, não há prova cabal de que os fatos apurados quando da fiscalização não são verídicos”, além de salientar que compete à cervejaria “comprovar que o seu estoque não possuía indícios de estar sendo atingido por roedores, cujos bens foram apreendidos e passarão, oportunamente, por perícia”.

Quanto ao uso de essências na fabricação de bebidas alcoólicas – no local foi encontrada essência de framboesa, substância apontada como não permitida no preparo de determinadas bebidas – em sua decisão, a desembargadora observa que apesar da liberação promovida por um decreto federal – que trata sobre as disposições legais sobre cerveja no Brasil.

Conforme o relatório da Visa Manaus, os produtos encontrados na fábrica de cervejas artesanais “não possuíam a devida rotulação necessária, a fim de permitir o conhecimento sobre a procedência do produto, sua finalidade, sua validade e todos os demais aspectos necessários para utilização como insumo no processo de fabricação de bebidas”.

Vigilância sanitária também encontrou outras irregularidades no local – Foto: Divulgação/Visa Manaus

Fiscalização

O relatório técnico da Visa Manaus dá conta de que a cervejaria artesanal foi interditada porque as irregularidades identificadas no estabelecimento ofereciam risco iminente à saúde dos consumidores.

“Além da contaminação por fezes de roedores, o malte apreendido não tinha identificação de lote, data de fabricação, validade ou procedência”, diz nota.

“Não é permitido utilizar matérias-primas nessas condições, ainda mais para o preparo de bebidas destinadas ao consumo humano”, observou à época um dos fiscais que estiveram na cervejaria. Segundo ele, no local de armazenamento de malte havia sujeira e cascas que demonstravam o consumo do conteúdo das embalagens por roedores.

A fábrica produz cerveja de marca própria e também chope comercializado em rede de restaurante local. Os fiscais destacaram que a produção e a comercialização de comidas e bebidas exigem o compromisso rigoroso com as normas de segurança à saúde.

“Falhas no processo, por acidente ou negligência, podem causar danos muito graves aos consumidores”, salientou na ocasião um dos fiscais responsável pela interdição, citando o caso recente da cervejaria mineira Backer, de onde saíram lotes de cerveja contaminada, responsáveis pela morte de vários consumidores no país, em janeiro deste ano.

*Fonte: G1 Amazonas

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Eleições 2020: Capitão Carpê é confirmado como pré-candidato a vereador de Manaus

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Carpegiane Andrade oficializou sua pré-candidatura ao cargo de vereador do município de Manaus pelo partido Republicanos. Ao lado (à dir.), dona Shirlei Veras, mãe do capitão da PM - Foto: Ítalo Sena

Em convenção realizada na noite desta terça-feira (15), o capitão da Polícia Militar (PM-AM), Carpegiane Andrade, oficializou sua pré-candidatura ao cargo de vereador do município de Manaus pelo partido Republicanos. (mais…)

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Amazonas

Sony anuncia que irá fechar fábrica em Manaus e encerra suas vendas em 2021

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TVs, equipamentos de áudio e câmeras fotográficas da Sony não serão vendidos no Brasil a partir de meados de 2021, segundo a empresa. Na foto, TV Bravia OLED, lançada em 2017 durante a CES, feira de eletrônicos nos EUA. — Foto: Divulgação/Sony

A Sony comunicou a varejistas na última segunda-feira (14) que em 2021 irá fechar a sua fábrica no Brasil, localizada em Manaus.

A empresa afirmou que a fabricação de eletrônicos será encerrada em março de 2021.

venda e a distribuição de segmentos como TVs, áudio e câmeras também serão encerradas em meados de 2021, de acordo com o comunicado.

A garantia e assistência técnica serão mantidas no país, assim como a venda do videogame PlayStation.

Ao G1, a assessoria de imprensa da Sony informou que a fábrica em Manaus mantinha 220 funcionários, e que todos serão demitidos.

Em nota à imprensa, a empresa disse que “sempre adota medidas para fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios, para responder às rápidas mudanças no ambiente externo”. Confira a íntegra no final da reportagem.

A atuação em outras áreas, como como a Sony Pictures e a Sony Music, não será comprometida.

Via: G1

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IBGE aponta que cerca de 120 mil domicílios não possuem água encanada no AM

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Foto: Reprodução

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 1,12 milhão, cerca de 120 mil domicílios não possuem água encanada no Amazonas. O estado ocupa o 21º lugar no ranking proporcional de domicílios com água encanada se comparado aos demais estados da Federação.

O resultado é da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, divulgada no dia 4 deste mês. De acordo com a pesquisa, a forma de abastecimento de água mais utilizada em domicílios no Estado é através da rede geral de distribuição.

Cerca de 1,12 milhão de domicílios possui água encanada em pelo menos um cômodo. E aproximadamente 120 mil utilizam outra forma para receber a água na residência.

Os dados trazem, ainda, informações sobre rede de esgoto e serviço de limpeza. Em 41,2% (cerca de 319 mil domicílios) havia banheiro de uso exclusivo e esgotamento sanitário por rede geral de esgoto ou fossa séptica ligada à rede geral. Em 83,8% (936 mil domicílios), o lixo era coletado por serviço de limpeza.

Moradores por domicílio do país

Quanto à densidade de moradores por município, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostrou que o Amazonas possui a maior densidade de moradores por domicílio do país, ou seja, 3,3 pessoas por município.

Os dados estimam 1,12 milhão de domicílios no Estado do Amazonas e 657 mil domicílios em Manaus. A densidade domiciliar, de acordo com o IBGE, é o número médio de moradores por domicílio. Em 2019, a PNS estimou a existência de 3,3 moradores por domicílio permanente no Estado do Amazonas, o que coloca o estado com a segunda maior média do país.

A pesquisa foi realizada entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, e seu período de referência são as duas semanas anteriores às entrevistas, segundo o órgão. O levantamento é realizado pelo IBGE em convênio com o Ministério da Saúde.

O primeiro volume, divulgado na sexta (4), apresenta informações sobre acesso e utilização dos serviços de saúde, cobertura de planos de saúde, presença de animais nos domicílios e sua vacinação, características dos domicílios, entre outros.

*Fonte: Portal G1 Amazonas

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