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Mãe e filha mortas em SP foram atingidas por raríssimo ‘raio do céu azul’

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raio do céu azul

Mãe e filha que foram mortas por um raio em Registro, no interior de São Paulo, durante um dia ensolarado, foram vítimas de um fenômeno bastante raro. O fenômeno é conhecido como ‘raio do céu azul’ e acontece mesmo quando não há formação de tempestade perto de onde o acidente aconteceu.

Segundo o diretor do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, Dr. Osmar Pinto Júnior, esse fenômeno é bastante incomum. “Se chama ‘raio do céu azul’. É uma descarga que se desloca na horizontal, a partir de uma tempestade, antes de tocar o solo e, então, atinge um local distante, onde o céu está azul e ensolarado. É uma situação rara”, explica.

De acordo com Júnior, apesar da distância da tempestade, muitas vezes é possível ouvir o som das trovoadas ao fundo. “Nessa hora, o ideal é buscar um abrigo seguro, sempre a partir do momento em que se escuta o barulho de um trovão. Essa atitude deve ser tomada independente do céu estar claro ou escuro”, orienta.

Já segundo o professor do Insituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), Mario Festa, as pessoas não devem tomar cuidado com os raios apenas durante tempestades. “Infelizmente, as pessoas acham que esse tipo de coisas não vai acontecer com elas, somente com os outros. Tudo que basta é um segundo para eles se tornarem esses ‘outros'”, afirma Festa.

De acordo com o professor, acidentes com raios são comuns pois as pessoas querem aproveitar áreas como praias e campos até o último minuto. “Temos que evitar ao máximo esse tipo de lugar durante trovoadas e temporais, principalmente durante o verão. Esses raios podem cair antes do temporal ser formado, então as pessoas não dão atenção. Quando ouvimos um trovão, que é uma expansão violenta do ar provocada por um raio, é o momento em que precisamos nos abrigar”.

Em caso de trovoadas, Festa afirma que as pessoas devem evitar exposição ao ar livre, ficar em locais elevados ou próximas a objetos metálicos, assim como não utilizar bicicleta ou motocicleta. O professor completa afirmando que os melhores lugares para proteção, caso a pessoa esteja ao ar livre, são em locais fechados como metrôs, carros com os vidros quase fechados, aviões, barcos ou navios. “Descargas elétricas, como raios, são frequentes em locais elevados e com condutores de eletricidade, como antenas e árvores”, finaliza Festa.

Segundo o meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-INPE), Diogo Arcego, esses temporais são frequentes no verão por conta do calor e do aquecimento elevado das massas de ar, o que provoca pancadas de chuva, geralmente durante a tarde e a noite. “A elevação dessa massa de ar aquecida forma as nuvens. Lá em cima, partículas de ar e gelo colidem dentro das nuvens, gerando os raios, que podem cair antes dos temporais”, finaliza.

*Fonte: G1

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Amazonas

MPF processa ex-ministro Pazuello e secretário de Saúde do AM por responsabilidade na crise de oxigênio

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O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ajuizou, nesta quarta-feira (14), ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, por omissão no combate à pandemia entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando o Amazonas registrou colapso de oxigênio nas unidades de saúde e aumento de mortes por covid-19.

Entre 14 e 15 de janeiro, falta de oxigênio nos hospitais de Manaus levou a cidade de Manaus a um cenário de caos. Com recordes nos casos de Covid, a capital precisou enviar pacientes que dependiam do insumo para outros estados.

A ação, encaminhada à Justiça Federal no Amazonas, cita, também, três secretários do Ministério da Saúde e o coordenador do Comitê de Crise do Amazonas, Francisco Ferreira Máximo Filho.

No documento, o MPF identificou atos de improbidade administrativa em cinco situações distintas:

  • atraso e lentidão do Ministério da Saúde no envio de equipe para diagnosticar e minorar nova onda de covid-19 no Amazonas;
  • omissão no monitoramento da demanda de oxigênio medicinal e na adoção de medidas eficazes e tempestivas para evitar seu desabastecimento;
  • realização de pressão para utilização de ‘tratamento precoce’;
  • demora na adoção de medidas para transferência de pacientes que aguardavam leitos;
  • e ausência de medidas de estímulo ao isolamento social.
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Brasil

Mãe de Henry Borel passa mal em presídio e é internada

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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, foi encaminhada para atendimento médico na madrugada desta segunda-feira (12). A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap). Ela está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana.

De acordo com o órgão, Monique sentiu dores abdominais após urinar e solicitou atendimento médico. Ela foi encaminhada ao Hospital Penal Hamilton Agostinho, dentro do próprio Complexo Penitenciário de Gericinó.

Após ser diagnosticada com uma infecção urinária, a previsão é de que Monique siga internada por pelo menos três dias no local para acompanhamento e para receber a medicação recomendada.

Na quinta-feira (8), o vereador carioca Dr. Jairinho (sem partido), padrasto da criança, e Monique foram presos por suspeita de homicídio duplamente qualificado –com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima –, por atrapalharem as investigações e por ameaçarem testemunhas para combinar versões.

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Brasil

Homem surta e faz comissária de bordo refém no Aeroporto de Guarulhos

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Na noite de domingo (11), um homem que se identificou como “soldado Resende” e estudante de medicina fez uma comissária de bordo da Gol refém no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo informações de passageiros que estavam no terminal, o suspeito exigia a presença da Polícia Federal.

Após alguns minutos de tensão, ele foi preso e, a mulher, libertada sem ferimentos. Enquanto segurava a empregada da empresa aérea pelos braços, a ameaçava de morte com um objeto cortante rente ao pescoço, uma caneta. Ele exigia a presença da Polícia Federal (PF) e da “imprensa internacional”.

Em outro momento, dizia estar sendo ameaçado de morte e avisava a quem se aproximava que carregava uma bomba dentro da mochila. De acordo com pessoas que presenciaram a cena, o homem parecia transtornado. Não foi encontrado nenhum explosivo na mochila do mesmo.

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