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Milícias controlam ruas de mais de 20% dos bairros do Grande Rio

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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

As milícias estão presentes em mais de um quinto dos bairros do Grande Rio. A constatação é de pesquisa do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Disque-Denúncia e as plataformas Fogo Cruzado e Pista News.

As milícias são grupos armados ilegais, que vêm ganhando terreno no estado do Rio de Janeiro, através da extorsão a moradores e a comerciantes e do controle de serviços clandestinos como transporte alternativo, TV a cabo e venda de gás de botijão.

De acordo com o estudo, as milícias controlam todas as comunidades em 21,8% dos bairros da região metropolitana.

Elas têm uma atuação diferente das facções de tráfico de drogas e seu controle muitas vezes extrapola as áreas das favelas. O transporte alternativo controlado pelas milícias, por exemplo, circula pelas ruas do bairro. Por isso, é difícil precisar a influência dessas quadrilhas armadas em suas áreas de atuação.

Tráfico de drogas

Já no caso do tráfico de drogas, esse controle é mais restrito aos territórios das comunidades carentes ou às favelas transformadas em bairros (como a Rocinha). “Nas milícias, a gente vê um domínio espalhado mais pelo bairro inteiro, enquanto no tráfico a gente vê um controle mais restrito ao polígono das comunidades”, afirmou a pesquisadora Maria Isabel Couto.

Segundo o estudo, em muitos bairros, uma facção de tráfico de drogas específica possui o controle total das favelas localizadas naquela área. O Comando Vermelho, por exemplo, controla todas as comunidades de 23,7% dos bairros do Grande Rio.

“Chama atenção a presença forte das milícias nos bairros da região metropolitana. O Comando Vermelho ainda aparece como facção dominante, mas a milícia aparece logo atrás. A gente falava como um fenômeno carioca, mas ela é agora um fenômeno fluminense. A população nas áreas de comando de milícia também é muito maior”, disse a pesquisadora.

O Terceiro Comando controla todas as favelas de 3% dos bairros. Já a Amigos dos Amigos têm o controle hegemônico das comunidades de 0,3% dos bairros.

Em 18,1% dos bairros da região metropolitana, os controles das comunidades ou mesmo de ruas fora das favelas é dividido entre mais de uma facção. Em 33,1% dos bairros não houve denúncias de controle por parte de qualquer facção.

Atuação no Rio

Na cidade do Rio, a presença das facções é ainda maior. As milícias controlam todas as comunidades de 25,5% dos bairros.

Em seguida, aparecem o Comando Vermelho (24,2%), Terceiro Comando (8,1%) e Amigos dos Amigos (1,9%). Em 32,3% dos bairros há a presença de mais de uma facção. E em apenas 8,1% dos bairros não foi constatada a presença de facções.

Os dados se referem a informações obtidas em 2019 pelos pesquisadores. A ideia é ampliar a pesquisa e fazer atualizações dessas informações. Veja o mapa com as comunidades que são controladas pelas facções.

 

*Por Vitor Abdala/Agência Brasil

*Edição: Kleber Sampaio

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Homem corta orelha e partes íntimas da mulher e é solto após júri entender que não houve intenção de matar, no AC

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Foto: Divulgação

Um homem acusado de esfaquear, cortar um pedaço da orelha e as partes íntimas da companheira foi solto no último dia 19 após o júri entender que ele não teve intenção de matar. O caso ocorreu no município do Bujari, interior do Acre, no ano passado e o réu estava preso até a data do julgamento.

Ao G1, o juiz Manoel Pedroga, responsável pela sentença, disse que o caso foi enviado primeiramente a júri popular. Porém, os jurados argumentaram que o acusado não tinha intenção de matar, uma vez que teria conseguido, se houvesse intenção, e devolveu o caso para o juiz outorgado.

Então, a decisão da Vara Criminal Única do Bujari foi de uma pena de um ano e quatro meses por lesão corporal. O G1tentou contato com a advogada do réu citada no processo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

“O laudo diz que não houve um risco de vida concreta, houve a lesão corporal baseado no parágrafo nono que trata da Lei Maria da Penha. No momento em que saiu dos jurados, por entender que não houve intenção de matar, e as provas a colocam, sim, como vítima, mas é lesão corporal baseada na Lei Maria da Penha”, destacou o juiz.

O magistrado afirmou que a Justiça fez o papel dela, manteve o acusado preso e longe da vítima até o julgamento, além de julgar o caso com base nas provas e todo material colhido durante as investigações.

“Ela poderia ter ajudado de forma mais incisiva, mas, infelizmente, não quis. Eu analisei todas as provas, que indicavam que tinha sido ele. A Justiça fez o papel dela, que foi manter ele preso até o julgamento e dar uma sentença. Só faltou um pouco da colaboração da própria vítima”, lamentou.

Caso foi denunciado

O caso chegou até a Justiça por meio de denúncias dos profissionais que atenderam a vítima no ano passado. Uma vizinha teria visto a mulher sangrando e ferida e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ela foi levada ao hospital, medicada e ficou dois dias internada. Ao saber da situação, a Justiça determinou que o acusado ficasse preso enquanto a polícia investigava o caso.

Ainda segundo a Justiça, a vítima não queria denunciar o agressor, pedia que ele fosse solto e ainda o visitava no presídio.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) informou que ainda avalia a decisão para decidir se entra ou não com recurso.

 

*Por Aline Nascimento/G1 AC

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Francisco, pai de Zezé Di Camargo e Luciano, morre aos 83 anos

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Foto: Divulgação

Francisco José de Camargo, pai de Zezé Di Camargo e Luciano, morreu na noite de ontem, em um hospital particular em Goiânia (GO). A informação foi confirmada pela assessoria da dupla sertaneja.

O corpo está sendo velado desde as 10h de hoje, e o enterro acontece a partir das 17h no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia (GO). Zezé chegou ao local acompanhado da mulher, Graciele Lacerda, e da mãe, dona Helena, por volta das 11h30.

“Neste momento, diante da partida do pai, os filhos todos de Francisco – Mirosmar José [Zezé], Emmanoel José, Marlene, Wellington, Walter, Welson David [Luciano], Werlei e Luciele entoam justamente esse verso, certos de que a vida não seria nada sem ele e a parceria da mãe, a guerreira dona Helena, que tem amparado os filhos e netos com uma força descomunal”, diz trecho da nota divulgada.

Zezé Di Camargo publicou, pouco depois, uma mensagem de pesar em suas redes sociais, em que pediu “perdão” por “insistir que o pai ficasse”.

Francisco foi submetido a uma cirurgia emergencial no último dia 14, em razão de um sangramento na parte baixa do intestino grosso.

Zilu Godói, ex-mulher de Zezé, por sua vez, publicou uma foto com o ex-sogro e transcreveu uma citação de Santo Agostinho, em que o filósofo reflete sobre a morte.

“Descanse em paz, Sr. Francisco! Que Deus o receba com todo o amor, e a mesma luz que o senhor nos emanava! Deixo aqui meus sinceros sentimentos a toda a família, em especial à Dona Helena!”, escreveu Zilu.

Outros famosos, como Marília Mendonça, Paula Fernandes e Wanessa, neta de Francisco, também expressaram suas condolências.

O incentivo à carreira dos filhos foi retratado no filme “Dois Filhos de Francisco”, que mostra os primeiros esforços de Francisco para fazer a dupla tocar nas rádios. Ele distribuía fichas telefônicas na obra em que trabalhava para que os colegas ligassem nas estações e pedissem a música “É o Amor”.

Leia na íntegra o comunicado da assessoria de Zezé Di Camargo e Luciano sobre a perda, divulgado na manhã de hoje:

Nascido em Sítio Novo, no interior de Goiás, o homem que um dia presenteou os colegas de trabalho da obra, na construção civil, com fichas telefônicas, sob a condição de que eles usassem as moedas para ligar na principal rádio de Goiânia pedindo pela canção chamada “É o Amor”), despediu-se de nós, nesta segunda-feira (23), aos 83 anos, com a sensação de dever mais do que cumprido.

Desde que começou a multiplicar filhos com Dona Helena, “seu Francisco” preparava com afinco a dupla sertaneja com que tanto sonhava. Primeiro fez de Emival, o segundo filho, par de Mirosmar, o primogênito, mas, quis o destino que Emival saísse de cena precocemente. Só muitos anos depois, o Seu Francisco foi ver Mirosmar alinhado com o Welson David, ambos atendendo já como Zezé Di Camargo e Luciano.

A essa altura, o amor já era algo que mexia com a nossa cabeça e o nosso coração, e fazia a gente “entender que a vida é nada sem você”. Neste momento, diante da partida do pai, os filhos todos de Francisco – Mirosmar José, Emmanoel José, Marlene, Wellington, Walter, Welson David, Werlei e Luciele entoam justamente esse verso, certos de que a vida não seria nada sem ele e a parceria da mãe, a guerreira dona Helena, que tem amparado os filhos e netos com uma força descomunal. 

De origem extremamente humilde, Seu Francisco viveu bem e o bastante para experimentar a maior das dores – a perda de um filho – e a mais gratificante das vitórias, que é o alcance do êxito absoluto dos filhos. Teve sua história contada em filme visto por a grande consagração dos filhos. Ainda há poucos dias, contabilizaram-lhe, em uma mesa, os quase 7 milhões de pessoas que foram assistir a esse enredo só no cinema. Salve!

O pai do Seu Francisco chamava-se Onofre Francisco. Ele pensava que Francisco fosse sobrenome e foi batizando todos os filhos com Francisco: Vicente Francisco, Liberato Francisco… O impasse se deu quando quis batizar um deles justamente com o nome de Francisco. Não podia ser Francisco Francisco. E então ficou Francisco José, acrescido de Camargo. E assim ele formou com honra o clã que todos amam.

Foi embora um homem simples, que deixou um grande exemplo de superação com um legado de honestidade! 

 

*Fonte: UOL

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Moradores do Amapá contabilizam prejuízos após maior chuva do ano

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Chuvas em Macapá no domingo (22), durante apagão no Amapá — Foto: Reprodução

O 21º dia de apagão energético no Amapá, nesta segunda-feira (23), começa com a contabilização dos prejuízos de domingo (22). Macapá teve o maior volume de chuva do ano em um dia e muitas casas foram invadidas pela água.

A quantidade de água que caiu no domingo foi quase metade do que já caiu no mês e a previsão do Núcleo de Hidrometeorologia (NHMet) do Amapá é de mais chuvas ainda em novembro.

O Amapá vive uma crise energética desde 3 de novembro, quando um incêndio atingiu a principal subestação do estado. Cerca de 90% da população enfrentou um blecaute de 4 dias, e um novo apagão total no dia 17 de novembro, que foi solucionado em cerca de 4 horas.

No sábado (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cumpriu a primeira agenda no estado desde o blecaute. Ele participou de breves cerimônias para ativação de parte dos geradores termoelétricos contratados emergencialmente.

A promessa era que os equipamentos fossem restabelecer a energia para 100% do estado, o que não aconteceu. O prazo foi estendido para quinta-feira (26), com a ativação de um novo transformador em Macapá.

Fonte: G1

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