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Ciência e Tecnologia

Nasa completa 60 anos e planeja voltar à Lua

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agência espacial americana

A agência espacial americana (Nasa) completou 60 anos nesta segunda-feira (1º). Ela foi criada após o lançamento do programa Sputnik pela União Soviética. Desde então, com a Nasa, o homem pisou na Lua, pesquisou os planetas do Sistema Solar e continua na busca por evidências de vida além-Terra.

Jim Bridenstine, da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos, gravou um vídeo com uma mensagem de aniversário.

“Nossa grande agência tem mudado o mundo para melhor. Nossa história continua a ser feita com comprometimento e liderança. O presidente Eisenhower lançou a nossa nação para uma nova era espacial e o presidente Kennedy nos deu o desafio de chegar à Lua”, disse.

“Durante seis incríveis décadas, nós trouxemos para o mundo um número maravilhoso de missões ousadas na ciência, na aviação e na exploração espacial”.

O início

A criação do programa Sputnik pelos russos foi um empurrão na criação – o mundo estava em meio à guerra fria e os americanos entraram na competição pelas pesquisas espaciais. Antes disso, em 1915, segundo texto publicado pela própria agência americana, ocorreu um embrião do que seria no futuro a Nasa: o Congresso dos EUA fundou o Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica já como um órgão governamental independente e subordinado diretamente ao presidente.

A Nasa começou oficialmente os trabalhos anos depois, em 1º de outubro de 1958. O americano T. Keith Glennan foi o primeiro administrador da agência e, Hugh Fryden, o vice. O presidente dos EUA na época era Dwight D. Eisenhower.

Influência da aviação

O primeiro “A” da sigla Nasa significa “aeronáutica”. As raízes da agência, do Comitê criado em 1915, estão ligadas a “supervisionar e dirigir os estudos científicos dos problemas de voo”. Hoje, a indústria da aviação depende da tecnologia iniciada e implementada pela agência: a estrutura das cabines e dos motores; as torres de controle de tráfego; até a idealização dos terminais de chegada nos aeroportos.

Inovações: câmeras, maiôs, alimentos

As câmeras usadas pelos astronautas da Nasa para tirar fotos da Terra a partir do espaço têm a mesma tecnologia que hoje é usada pelos smartphones. Na década de 90, a Nasa criou um novo tipo de sensor – usou um semicondutor de metal-óxido complementar (CMOS). Ele domina a indústria, o que permite a existência dos vídeos e imagens de alta resolução disseminados pelas redes sociais.

Os purificadores de ar foram criados com base em um outro projeto da agência. A pesquisa foi idealizada para garantir que as plantas conseguissem crescer no espaço, mas passou a ser aplicada em filtros para melhorar o ar que respiramos.

A agência mantém o interesse em ter novas ideias para lidar com a pressão e o atrito em condições diferentes da Terra – tanto no ar, quanto na água. Com isso, a Nasa ajudou uma marca de maiô a reduzir o atrito de suas roupas, melhorando a velocidade dos atletas na natação.

Além disso, os cientistas buscaram maneiras de manter a segurança alimentar dos homens no espaço. A ideia era desenvolver uma forma de a comida dos astronautas poder ser comida até semanas após a produção, sem um risco à saúde. Agências de governo e empresas privadas se interessaram pelo procedimento, chamado de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, um dos programas básicos para garantir a segurança dos alimentos nos EUA.

Um olhar sobre o nosso planeta

As pesquisas além-Terra, como as descobertas sobre os planetas vizinhos no Sistema Solar, são uma marca da agência. Diversas missões conseguiram detalhes importantes sobre Marte, Júpiter, Saturno e até Plutão.

Mas o nosso planeta, o “pálido ponto azul” no universo, interessa em primeiro lugar. Os satélites da Nasa fornecem uma compreensão científica dos sistemas terrestres interconectados. Nos anos 1980, observações a longo prazo da superfície, da biosfera, da atmosfera e dos oceanos foram feitas. A agência é um dos principais órgãos de observação das mudanças do clima e dos riscos naturais.

“Nós queremos saber o que está acontecendo e por que está acontecendo deste jeito. O espaço oferece uma visão aérea do nosso planeta”, disse a engenheira da Nasa Dragana Perkovic.

O primeiro satélite enviado pela agência para observar a Terra foi o Explorer-1, ainda em 1958. Atualmente, seis décadas depois, a Nasa tem 115 satélites de observação do nosso planeta.

O futuro

“Voltaremos à Lua para aprender mais sobre o que será necessário para apoiar a exploração humana em Marte e além”, diz texto publicado nesta segunda-feira no site da agência, uma ideia do que está por vir.

A Nasa diz que pretende levar novamente o homem à Lua, mas sem “estar competindo com um concorrente”.

“Vamos nos basear em parcerias industriais, internacionais e acadêmicas criadas para a estação espacial. As empresas comerciais terão um papel cada vez maior na indústria espacial: lançando foguetes, transportando cargas e tripulação, construindo infraestrutura na órbita da Terra”.

*Fonte: Portal G1

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Brasil

Brasileiro é um dos mais jovens advogados aprovados para atuar nos EUA

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No dia 15 de abril, a Corte Suprema de Nova York vai receber o juramento de um dos advogados mais jovens já credenciados no Estado. Ele é o brasiliense Mateus de Lima Costa Ribeiro, de 21 anos, aprovado em exame do New York State Bar Association — equivalente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“É o resultado de muita dedicação. O que você colhe está completamente ligado a coisas que você fez em 7, 8, 10 anos”, disse Mateus ao G1.

Em 2019, o brasiliense foi aprovado para um mestrado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, considerada uma das melhores do mundo. Segundo ele, a experiência o fez “rever todas as premissas”.

“Quando cheguei lá, percebi que havia muita demanda por pessoas que entendem tanto o universo jurídico brasileiro quanto o americano, e o mestrado em Harvard abre a porta para você fazer a prova do Bar”, conta.

Mateus reconhece que faz parte de uma exceção. “A realidade de estudar fora, de aprender e falar bem inglês, de ter acesso a um país diferente é um negócio que precisa crescer cada vez mais, que precisa, cada vez mais, deixar de ser a exceção”, disse.

Na família, Mateus não foi o único a seguir o direito e se formar cedo. Ele foi quem quebrou o recorde do irmão, João Costa Ribeiro Neto, que conquistou a carteira da OAB aos 20 anos. A irmã, Clarissa Costa Ribeiro, foi graduada em direito aos 20 anos.

A prova do “Bar”, em New York, ocorreu em outubro de 2020, quando ele tinha 20 anos. No mesmo mês, Mateus voltou ao Brasil e, atualmente, ele trabalha em um escritório de advocacia em São Paulo, que presta apoio jurídico a empresas brasileiras que fazem operações internacionais.

“Pretendo trabalhar e ajudar a economia do Brasil justamente como uma ponte entre as empresas daqui e o mercado financeiro de Nova York. Empresas que estão se financiando para crescer, contratar pessoas. Sinto esse chamado, de ser essa ponte [entre os dois países]”, conta.

Fonte: G1

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Amazonas

Butantan estudará efeito da Coronavac em pessoas com comorbidades em Manaus

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O Instituto Butantan aplicará a CoronaVac em pessoas com comorbidades em Manaus em um estudo clínico para medir os efeitos da vacina contra Covid-19 na população com problemas de saúde pré-existentes, informou o instituto paulista nesta quarta-feira.

Para o estudo com pessoas do chamado grupo de risco para o coronavírus serão enviadas a partir de quinta-feira 10.156 doses da CoronaVac à capital do Amazonas para serem aplicadas em profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual, com idade entre 18 e 49 anos. Este grupo, que terá a vacinação antecipada, será acompanhado pela equipe de pesquisadores que participa do estudo.

Dez mil pessoas participarão do estudo, sendo que 5 mil receberão a vacina do laboratório chinês Sinovac e 5 mil farão parte do grupo controle. A capital do Amazonas foi escolhido pois lá predomina a variante P1 do coronavírus, originada na cidade e que é mais transmissível.

Também nesta quarta o Butantan iniciou a segunda fase do estudo clínico com a CoronaVac na cidade de Serrana, no interior de São Paulo. A ideia é vacinar toda a população adulta da cidade com a vacina para medir os efeitos do imunizante na pandemia na cidade.

Fonte: UOL

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Pesquisa e Inovação

“Super-Terra” pode ter pistas sobre atmosferas em planetas distantes

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Foto: Reuters

Cientistas encontraram um planeta que orbita uma estrela relativamente próxima ao nosso sistema solar e que pode oferecer uma grande oportunidade para estudar a atmosfera de um planeta rochoso e semelhante à Terra, o tipo de pesquisa que poderia auxiliar na busca por vida extraterrestre. 

Os pesquisadores afirmaram na quinta-feira que o planeta, chamado Gliese 486 b e classificado como uma “Super-Terra” não é em si um candidato promissor como um refúgio para a vida. Imagina-se que ele seja inóspito –quente e seco como Vênus, com possíveis rios de lava fluindo em sua superfície.

Mas a proximidade com a Terra e as características físicas o tornam um bom candidato para um estudo de atmosfera com os telescópios espaciais e terrestres de nova geração, começando com o Telescópio Espacial James Webb, que a Nasa deve lançar em outubro.  Esses devem fornecer aos cientistas dados para decifrar as atmosferas de outros exoplanetas –planetas que ficam além do nosso sistema solar– incluindo os que podem abrigar vida.

“Nós dizemos que o Gliese 486 b irá se tornar instantaneamente a Pedra de Rosetta da exoplanetologia –pelo menos para os planetas semelhantes à Terra”, disse o astrofísico e co-autor do estudo José Caballero, do Centro de Astrobiologia da Espanha, em referência à antiga placa de pedra que ajudou pesquisadores a decifrar os hieróglifos egípcios.

Cientistas descobriram mais de 4.300 exoplanetas. Alguns deles são gigantes de gás, similares a Júpiter. Outros são menores, rochosos, planetas mais parecidos com a Terra, o tipo que é considerado um potencial mantenedor da vida, mas os instrumentos científicos disponíveis atualmente nos dizem pouco sobre suas atmosferas.

“O exoplaneta precisa ter as configurações físicas e orbitais corretas para que seja elegível para investigação atmosférica”, disse o cientista planetário Trifon Trifonov, do Instituto Max Planck para Astronomia, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na revista Science.

 

*Fonte: Reuters

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