Certa vez, um paciente perguntou ao seu médico: – “Doutor, não é errado falar autópsia, por que autópsia não é fazer em si uma autoexame? Não seria necrópsia?”

Então o médico respondeu: – “Nos primórdios da Medicina, se dizia ‘autópsia’ porque o homem só podia enxergar a si através de outro”.

O termo autópsia deriva do grego clássico αυτοψία que significa “ver por si próprio”, composto de αυτος (autós, “si mesmo”) e ὄψις (ópsis, “visão”)  Modernamente, criou-se a sinonímia necrópsia, composta de νεκρός (nekrós, “morto”) e ὄψις (ópsis, “visão”), por julgarem que o nome autópsia poderia gerar confusão, por poder ser entendido, equivocadamente, como “exame de si mesmo”. Em todas as demais línguas, porém, diz-se normalmente “autopsia” (em espanhol e italiano), autopsie (em francês), autopsy (em inglês), etc. fonte: wikipedia.

Olhando pelo lado psicanalítico, o aconselhado não consegue enxergar a si mesmo e precisa do psicanalista para fazê-lo, pois este é como um espelho.

Um fato é que as pessoas não conseguem enxergar seus defeitos e começam a transferi-los para o outro aquilo que nele tem demais. Umas das coisas mais difíceis é se colocar no lugar do outro. Logo, a pessoa aponta nos outros aquilo que está nela.

Pois Jesus disse: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22,39). “Quem não ama seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê.” (1Jo. 4,20).

Sendo assim, “amar o próximo” é enxergar o meu EU nele. Portanto, ninguém quer se ferir, ninguém quer que em si haja sofrimento.

Faça uma autópsia de si mesmo, analise seus conceitos e valores, pois quando chegar o seu dia, alguém não vai lhe fazer mais uma autópsia, e sim uma necrópsia, lhe avaliando por dentro, quiças em estado de putrefação.

*Elias Moura é Psicanalista e Teólogo.

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