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Ciência e Tecnologia

O que é a ‘Momo do WhatsApp’ e quais são os riscos que ela representa?

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Ela se chama Momo e sua aparência é aterrorizante: olhos esbugalhados, pele pálida e um sorriso sinistro. Sua imagem ficou famosa pelo WhatsApp, disseminada como um desafio viral. Mas autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples “distração online”.

“Tudo começou em um grupo de Facebook onde os participantes eram desafiados a começar a se comunicar com um número desconhecido”, publicou no Twitter a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco, no México.

“Vários usuários disseram que, se enviassem uma mensagem à Momo do seu celular, a resposta vinha com imagens violentas e agressivas. Aliás, há quem afirme que teve mensagens respondidas com ameaças.”

O fenômeno se estendeu por todo o mundo, da Argentina aos Estados Unidos, França e Alemanha.

Não está claro o quão disseminado o jogo está no Brasil, mas Rodrigo Nejm, da ONG Safernet, alerta para os riscos. “É mais uma isca usada por criminosos pra roubar dados e extorquir pessoas na internet”, diz.

Nejm diz que sua organização já foi procurada por pais e educadores preocupados com o jogo, mas ainda não recebeu nenhuma denúncia específica.

A BBC News Brasil procurou o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para saber se há alguma investigação em andamento ou providência sendo tomada, mas não houve resposta.

A Polícia Nacional da Espanha também fez alertas sobre o assunto, reforçando que “é melhor ignorar desafios absurdos que entram na moda no WhatsApp”.

A Guarda Civil do país disse no Twitter: “Não entre no ‘Momo’! Se gravar o número na sua agenda, vai aparecer um rosto estranho de mulher. É o mais recente viral de WhatsApp a entrar na moda entre os adolescentes.”

Mas apesar das advertências, ainda há muita confusão. Quem é Momo, de onde saiu e por que temos que prestar atenção nisso?

De onde vem o jogo ‘Momo’?

A internet está cheia de perguntas sobre Momo.

No Reddit, alguém perguntou em inglês há apenas uma semana: “Quem é Momo, a menina do WhatsApp? Encontrei há pouco um vídeo que dava medo. Acho que é uma brincadeira elaborada, mas não tenho certeza”.

Esta foi a resposta mais votada: “Alguém de um país de língua espanhola tirou a foto, criou uma conta de WhatsApp e espalhou os rumores para contactar a Momo. Dessa conta, envia mensagens e imagens inquietantes a quem escreve para ela. Em algumas, insinua que tem informações pessoais sobre a pessoa.”

O youtuber ReignBot, que tem mais de 500 mil inscritos em seu canal, publicou um vídeo visto por milhões de pessoas em que explica que é difícil encontrar o usuário de WhatsApp que criou a Momo, mas sabe-se que está vinculado a pelo menos três números de telefone que começam com 81, código do Japão, e dois latino-americanos, um da Colômbia (52) e outro do México (57).

Talvez por isso a Momo tenha ficado especialmente conhecida na América Latina.

Segundo o especialista Rodrigo Nejm, há cada vez mais números se espalhando com a Momo.

A origem da imagem é japonesa. Pertence a uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, um luxuoso distrito de Tóquio, e que fez parte de uma exposição sobre fantasmas e espectros.

As fotos foram tiradas de uma conta do Instagram, explicam as autoridades mexicanas.

Os riscos do jogo Momo

Mas por que o jogo é perigoso? Qual é o problema de escrever para um número desconhecido no WhatsApp?

Os investigadores mexicanos citam cinco possíveis razões:

  • roubo de informações pessoais
  • incitação ao suicídio ou à violência
  • assédio
  • extorsão
  • transtornos físicos e psicológicos (ansiedade, depressão, insônia etc.)

“Lendas urbanas existem desde sempre, e com a internet isso não mudou. Criminosos aproveitam para surfar essa onda”, diz Rodrigo Nejm.

Os especialistas em crimes cibernéticos aconselham a não fomentar a cadeia de mensagens e não contactar números desconhecidos para evitar cair em fraude, extorsão ou outro tipo de ameaça.

Dar seu número a um estranho pela internet nunca é uma boa ideia.

O que os pais podem fazer

“Pais devem orientar seus filhos de que é mais um golpe e deixar claro para eles que é importante proteger seus dados pessoais na internet”, diz Nejm.

“Ter domínio do aparelho não significa ter maturidade para reconhecer situações de perigo.”

Nejm diz que, se alguém estiver “conversando” com a Momo e ela pedir algo indevido – se houver uma extorsão ou um pedido de foto, por exemplo -, deve-se salvar a conversa e procurar uma autoridade. Ele adverte que não basta dar “print” na conversa. É preciso exportar a conversa para nós mesmos. O WhatsApp tem uma ferramenta que permite isso.

Ele também sugere que pais consultem o canal de ajuda da ONG, canaldeajuda.org.br, que orienta as pessoas sobre o que fazer em situações de violência online.

Momo é o novo ‘Baleia Azul’?

Alguns comparam o fenômeno Momo com o “Baleia Azul”, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades levantaram alertas porque incitava o suicídio.

Assim como Momo, se disseminou rapidamente pela internet e as redes sociais.

Os primeiros casos foram registrados na Rússia, mas o jogo chegou ao Brasil, México, Colômbia e outros países.

No caso da Momo, seu principal meio de disseminação é o WhatsApp, mas também se popularizou através do jogo Minecraft, que tem mais de mil jogadores por dia.

*Fonte: BBC

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Sony anuncia que irá fechar fábrica em Manaus e encerra suas vendas em 2021

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TVs, equipamentos de áudio e câmeras fotográficas da Sony não serão vendidos no Brasil a partir de meados de 2021, segundo a empresa. Na foto, TV Bravia OLED, lançada em 2017 durante a CES, feira de eletrônicos nos EUA. — Foto: Divulgação/Sony

A Sony comunicou a varejistas na última segunda-feira (14) que em 2021 irá fechar a sua fábrica no Brasil, localizada em Manaus.

A empresa afirmou que a fabricação de eletrônicos será encerrada em março de 2021.

venda e a distribuição de segmentos como TVs, áudio e câmeras também serão encerradas em meados de 2021, de acordo com o comunicado.

A garantia e assistência técnica serão mantidas no país, assim como a venda do videogame PlayStation.

Ao G1, a assessoria de imprensa da Sony informou que a fábrica em Manaus mantinha 220 funcionários, e que todos serão demitidos.

Em nota à imprensa, a empresa disse que “sempre adota medidas para fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios, para responder às rápidas mudanças no ambiente externo”. Confira a íntegra no final da reportagem.

A atuação em outras áreas, como como a Sony Pictures e a Sony Music, não será comprometida.

Via: G1

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Ciência e Tecnologia

Testes com vacina de Oxford recomeçam hoje no Brasil

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Foto: Reuters

A farmacêutica AstraZeneca retoma hoje os testes da vacina contra a covid-19, conhecida como vacina de Oxford, no Brasil. O sinal verde foi dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em testes também em outros países, as vacinações na fase 3 do estudo foram suspensas na última terça-feira (8) devido a uma reação relatada por uma voluntária no Reino Unido.

No último sábado (12) especialistas da Anvisa se reuniram para avaliar as informações recebidas da agência reguladora britânica (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency – MHRA), do Comitê Independente de Segurança do estudo clínico e da empresa patrocinadora do estudo, a AstraZeneca. “Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a agência concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado”, disse a agência em comunicado.

Na nota a Anvisa acrescenta que continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes.

Contrato

Na semana passada a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) com a AstraZeneca. A Etec garante ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) o acesso a 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para o processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) e controle de qualidade, ao mesmo tempo em que garante à Fiocruz a transferência total da tecnologia. A produção da vacina, denominada ChAdOx1 nCoV-19, está sendo viabilizada pela MP 994/20, publicada em 7 de agosto, que abre crédito extraordinário de R$1,9 bilhão para o Ministério da Saúde.

Antes da suspensão dos testes, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em várias oportunidades que as primeiras doses devem chegar em janeiro de 2021. A estimativa é de que a segunda dose seja disponibilizada no segundo semestre do próximo ano.

Outras vacinas

Além da vacina de Oxford, estão sendo feitos ensaios clínicos no Brasil da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biontech, e de uma imunização desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech.

 

*Fonte: Agência Brasil

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Ciência e Tecnologia

Covid-19: vacina russa induz resposta imune em voluntários durante testes iniciais

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Na manhã desta sexta-feira (4), a conceituada revista científica The Lancet divulgou os primeiros resultados da vacina russa contra o novo coronavírus. De acordo com o estudo, a ”Sputnik V” se mostrou segura nos testes de fase 1 e 2, sendo capaz de induzir resposta imune nos voluntários.

Os testes foram feitos de forma randomizada com 76 pessoas em hospitais russos, com idades de 18 a 60 anos, que praticaram o distanciamento social a partir do momento que se voluntariaram para os testes e ficaram no hospital por até 28 dias.

A publicação afirma que a vacina não causou nenhum efeito colateral grave em 42 dias após a vacinação e conseguiu induzir a resposta dos anticorpos em todos os participantes em até 21 dias.

Os resultados, que passaram por revisão de pares, também sugerem que a vacina russa conseguiu produzir uma resposta das células T em até 28 dias, mas mais estudos precisam ser feitos para comprovar a hipótese.

A vacina teve duas fases pequenas de 42 dias — uma delas estudou uma formulação congelada e a outra uma versão desidratada da vacina. O que foi descoberto é que a vacina congelada é melhor para ser produzida em larga escala e preencher os estoques globais, enquanto a segunda opção é melhor para regiões de difícil alcance.

A vacina russa é baseada no adenovírus humano fundido com a espícula de proteína em formato de coroa que dá nome ao coronavírus.

É por meio dessa espícula de proteína que o vírus se prende às células humanas e injeta seu material genético para se replicar até causar a apoptose, a morte celular, e, então, partir para a próxima vítima.

“Quando vacinas de adenovírus entram nas células humanas, elas passam o código genético da espícula do SARS-CoV-2, o que faz com que as células produzam, por si só, as proteínas necessárias. Isso ajuda o sistema imune a reconhecer e atacar o vírus”, explicou o Dr.Denis Logunov à The Lancet.

No mês passado a Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra o coronavírus no mundo, apesar da desconfiança global causada pela falta de estudos que comprovassem a eficácia da proteção.  Também em agosto, o país informou que promoverá uma vacinação em massa já em outubro deste ano.

Quais são as fases de uma vacina?

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

Com isso, as medidas de proteção, como o uso de máscaras, e o distanciamento social ainda precisam ser mantidas. A verdadeira comemoração sobre a criação de uma vacina deve ficar para o futuro, quando soubermos que a imunidade protetora realmente é desenvolvida após a aplicação de uma vacina. Até o momento, nenhuma situação do tipo aconteceu.

 

*Fonte: Exame

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