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Parcelamento automático de dívida do cartão de crédito. É permitido?

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Cartão de Crédito

NÃO! Caso não ocorra o pagamento integral da fatura do cartão, a resolução do Banco Central do Brasil (BACEN) de n° 4.549/2017 dispõe que a utilização do crédito rotativo fica limitada ao período máximo de 30 (trinta) dias, ou seja, o consumidor não pode optar por efetuar o pagamento inferior ao valor integral da fatura do cartão de crédito por mais de uma vez consecutivamente.

Após esse prazo, o consumidor passa a ter duas opções:

1) Quitar o valor integral da fatura vencida, acrescida dos juros decorrentes da utilização do crédito rotativo;

2) A instituição financeira deverá oferecer uma outra alternativa para a quitação do débito, que pode ser o parcelamento da dívida.

Esse parcelamento automático vai contra um direito básico do consumidor que é a liberdade de contratação.

O banco pode até oferecer o parcelamento automático, porém, será realizado no ato da contratação do cartão e mediante autorização do cliente.

Após reclamação com a instituição bancária e sem solução para o problema, cabe ação de indenização por danos materiais em relação ao cobrado a mais pelo banco, como também indenização por danos morais não se entende como mero aborrecimento. O parcelamento compulsório e a falta de resolução do problema fogem da rotina, estressa o consumidor que se vê de mãos atadas frente à grande instituição bancária.

Leia mais informações diretamente no site do BACEN: http://www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/creditorotativo.asp?idpai=FAQCIDADAO

Ótima semana a todos!

 

*Luis Albert é Advogado, sócio da Luis Albert Advogados & Associados. Especialista, estudioso e pós graduado em Direito do Consumidor.

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Amazonas

Setembro Amarelo: Vereador Capitão Carpê realizou a 3ª edição da campanha “Ainda não é sua última viagem”

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Fotos: Messias Sena

A campanha “Ainda não é a sua última viagem” busca conscientizar e prevenir o suicídio. Dados da OMS indicam que 90% dos casos poderiam ser evitados.

O vereador Capitão Carpê Andrade (Republicanos) realizou, na tarde desta sexta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a 3º edição da campanha “Ainda não é sua última viagem”, em alusão ao Setembro Amarelo.

A campanha foi realizada na cabeceira da Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como ponte Rio Negro, Zona Oeste da cidade. O local ficou marcado por casos de suicídio.

A ação visa sensibilizar e comunicar que o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser evitado com intervenções por parte do poder público junto com a população.

O vereador iniciou a campanha em 2019, quando ainda atuava como comandante da 8ª Cicom, companhia que atende ao bairro Compensa, onde está localizada a ponte Rio Negro. Após atender a várias ocorrências de tentativa de suicídio no local, o policial decidiu encabeçar uma ação preventiva com as vítimas.

O objetivo inicial era alertar a sociedade para essas ocorrências cada vez mais frequentes. Carpê logo mobilizou um batalhão de voluntários, formado por seus amigos, familiares e seguidores das redes sociais que se prontificaram em ajudar.

A caminhada com entrega de folhetos contendo endereços das unidades de saúde e telefones úteis, que a população pode entrar em contato de forma gratuita para receber atendimento por profissionais da saúde voluntários.

Representando quase nove mil pessoas na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o parlamentar falou da importância de intensificar a campanha e como ajudar na conscientização sobre o tema.

“Quem comete suicídio, não quer morrer, eles querem se livrar do que os afligem. Amigos e familiares devem se dispor a ajudar essas pessoas, quem sofre com depressão não quer falar, é preciso está atento aos sinais e, se não se sentir capaz de lidar com a situação, buscar ajuda. Não podemos fechar nossos olhos para o problema do próximo. Estou fazendo 1% junto com minha equipe, familiares, amigos e voluntários, mas devemos fazer muito mais. Se cada um fizer um pouco, podemos mudar essa triste estatística. É necessário falar sobre esse assunto, agir e salvar vidas”, afirmou o capitão.

A ação será encerrada no sábado (11), ás 17hs, com caminhada sobre a ponte e soltura de balões em conscientização ao suicídio.

Em nove meses de trabalho o vereador apresentou Projetos de Lei direcionados a pessoas com sintomas ou em tratamento contra a depressão. Entre eles, foi apresentado o Projeto de Lei nº 314/2021, sobre a obrigatoriedade da presença de profissionais de Psicologia e Serviço Social nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Também foi proposto pelo parlamentar a criação da primeira Base de Valorização à Vida, na ponte sobre o Rio Negro, oferecendo acolhimento psicossocial, rondas diárias com apoio da Polícia Militar e entrega de cartilhas com informativos necessários como telefones de contato gratuitos.

informações assessoria de comunicação
Fotos: Messias Sena

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Amazonas

Projeto disponibiliza atendimento psicológico gratuito para mulheres em situação de vulnerabilidade em Manaus Compartilhar

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O projeto “Mulheres Empoderadas”, voltado à missão de ajudar mulheres em situações de vulnerabilidade na área do complexo do Mauá, zona Sul de Manaus (Mauazinho I e II, Jardim Mauá e Parque Mauá), está possibilitando atendimentos psicológicos de forma gratuita, a fim de cuidar da saúde mental daquelas com menor poder aquisitivo e que estejam precisando de uma avaliação profissional.

As consultas serão aos sábados pela manhã na Capela Nossa Senhora dos Navegantes, rua Real, s/n – Mauazinho. Aquelas que desejarem atendimento, precisam agendar a sessão pelo WhatsApp (092) 98190-9628. De acordo com a coordenadora e fundadora do projeto, Gleiciane Lima, a iniciativa veio da necessidade do zelo com a saúde mental e emocional de mulheres em situação de risco e, principalmente, em tempos de pandemia.

“Sabemos que elas não levam uma vida fácil, há muitos fatores envolvidos no cotidiano e realidade delas. Muitas chefiam famílias, às vezes passam por violência doméstica ou só estão cansadas precisando de uma orientação profissional. Então, quem quiser pode agendar a partir deste sábado, 12, que já estaremos apostos”, conta Gleiciane.

Futuros atendimentos e ações

Gleiciane Lima conta que a pretensão é tornar os atendimentos possíveis durante a semana, porém, a falta de uma espaço físico para a sede impossibilita que as atividades sejam realizadas com frequência. Além disso, há também o desejo de expandir os atendimentos para além das fronteiras da Zona Sul de Manaus.

“A falta de sede logo, logo não será mais um problema, por hora, nos reunimos para formação e planejamento de ações quinzenalmente. E, geralmente, as terças-feiras e quintas-feiras tiramos para visitar as residências das mulheres identificadas em situações de riscos e vulnerabilidades sociais”, explica Gleiciane.

O “Mulheres Empoderadas” conta com pelo menos três principais frentes de ações. A campanha “Mãezinha Feliz” em que as integrantes do coletivo preparam kits de enxovais para que as gestantes em situações de riscos sociais possam garantir itens básicos para os recém-nascidos.

O “Imagem Poderosa” que promove a autoestima e a valorização da imagem da mulher, onde as participantes têm um dia de beleza, com maquiagem, manicure e pedicure, além da produção de ensaios fotográficos.

A terceira ação é voltada para atender mulheres em situações de riscos nutricionais. Intitulada de “Alimente Uma Vida”, a proposta é balancear a alimentação e a saúde das participantes, por meio de doações de alimentos e conscientização sobre a alimentação saudável.

Sobre o projeto

O “Mulheres Empoderadas” existe há pouco mais de um ano e, além das ações citadas acima, o coletivo composto por 7 mulheres e, até fevereiro deste ano, já realizou mais de 200 atendimentos essenciais como distribuição de medicamentos, orientações sobre violência doméstica, exames laboratoriais e encaminhamentos para o mercado de trabalho e emissões de documentos como RG. Tudo por meio do Conselho Tutelar e Defensoria Pública.

Além de promover iniciativas benéficas, o projeto tem intuito de ajudar mulheres em situações de riscos e lutar por implementações de políticas públicas que efetivem os direitos da mulher em todos os âmbitos sociais.

Texto e Fonte: Priscilla Peixoto – Revista Cenarium 

 

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Colunistas

A morte é o começo de tudo e não o fim

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Hoje, dia 02 de novembro é celebrado o dia dos mortos.

 

Segundo os dicionários, tanatologia é o estudo científico da morte. Investiga os mecanismos e aspectos forenses da morte, tais como mudanças corporais que acompanham o período após a morte, bem como os aspectos sociais e legais mais amplos. É, principalmente, um estudo interdisciplinar.

Hoje todos estamos de luto porque lembramos os nossos entes queridos: família, amigos etc.  Vou postar aqui uma parte do trabalho científico da psicóloga amazonense Márcia Carvalho, CRP 20/09861, especialista em tanatologia, minha convidada especial.

Segundo o dicionário de Psicologia DORSCH, a palavra luto, significa uma forma de agir a uma pessoa (ou coisa), o luto tende a superação (DORSCH;HÄCKER; STAPF, p.542, 2009). Entretanto, o luto não se caracteriza somente pela morte em si, mas pelas perdas que todo o ser humano tem ao longo de toda a sua existência.

Segundo Freud, o luto é apenas a ausência de um objeto para receber a energia libidinal que antes era direcionada a um indivíduo ou mesmo há algo que trazia esse prazer e o luto é elabora do ou mesmo concluída quando essa energia se torna redistribuída. Assim como Silva (2011) menciona:

[…] Conforme isso acontece, a libido investida no objeto que morreu vai sendo dirigida a outros fins, que podem ser novos interesses, novas atividades e novas relações. Freud considera que o trabalho do luto está concluído quando a libido antes dirigida ao objeto perdido foi devidamente redistribuída. (p. 50). 

Ao falarmos de luto, observa-se que apesar de muita evolução, podemos perceber que não se pode retardar a morte ou mesmo o que podemos fazer para nos prepararmos para o luto, pois é um processo que está presente na vida do ser humano desde os primórdios.

Para Pereira (2014) “o luto é usado para indicar os processos psicológicos, provocado pela perda da pessoa amada”. (p. 4), significa que uma mudança no processo psicológico ao perder alguém com grande vínculo afetivo.

Luto é o processo da perda sofrido pelo indivíduo, essa perda pode estar relacionada a vários aspectos que envolvem a pessoa, por exemplo o emprego, um animal de estimação, o rompimento de um relacionamento ou a morte de um amigo ou mesmo um parente.  Essa perda ocasiona uma dor profunda e intensa que pode levar um tempo para ressignificar. Assim como é mencionado por Freud (1915) apud Cavalcanti, Sam czuc e Bonfim (2013) que” ‘Freud’ revela que o luto é um processo doloroso, porém, a justificativa para que isso seria encontrada quando tivessem condições de apresentar uma caracterização da dor” (p.90) e também mencionado por Worden (1998), diz que 

Que a perda de uma pessoa amada é psicologicamente traumática na mesma medida em que sofrer um corte ou queimadura grave é fisiologicamente traumático. Ele argumenta que o luto representa a saída do estado de bem-estar, e assim como a cura é necessária no campo fisiológico para trazer o corpo de volta ao balanço homeostático, um período de tempo é da mesma forma necessário para que o enlutado retorne ao um estado similar de equilíbrio. (p.22)

 A morte é tratada como um assunto pouco discutido e se tem esse assunto como “agouro”. Pois, ao falar da morte, abordaremos todo o contexto que a envolve e não somente o que foi perdido, mas também a vida e todos aqueles que compartilharam essa dor e sofrimento, pois inserido nesse processo observaremos a ansiedade e o medo (KOVÁSC, 1992).

Segundo Freud e Klein (2013), o luto ocorre devido à grande quantidade de energia libidinal direcionada a algo ou a alguém, porém quando ocorre a quebra desse vínculo a dor sofrida pelo sujeito será de acordo com a energia depositada. Durante o processo de consciência do luto o sujeito transferirá a energia libidinal para outro foco.

O aparelho psíquico se utiliza de mecanismos de defesa para processar as perdas, para que haja a elaboração, como mencionado por Ramos (2016) que “as defesas ao mesmo tempo que nos protegem do medo da morte, podem nos restringir” (p.3). 

O luto é diferente para cada fase do desenvolvimento humano, e Kübler-Ross (1996) afirma que as crianças reagem à morte conforme a criação recebida antes do acontecimento, isto é, se a criança já teve a vivência de lutos anteriores. Já o adolescente e adultos tem a perspectiva de ser “imortal”, pois sua “atenção” e “energia” estarem voltados para outros objetivos. Assim como cita Kovács […] Muita energia é despendida na construção de todos os pilares. O espaço da morte na consciência ainda pode está muito distante (1992, p 7)

Já na velhice, o sujeito se sente mais próximo da finitude e com isso a necessidade de falar sobre a morte, sobre o que ele teme e isso serve até para auxiliá-lo a elaborar esse processo de aceitação. O idoso é encaixado no que é dito por Cocentino e Viana

As perdas vividas na velhice estão relacionadas às mortes real de amigos e companheiros, ao corpo, ao fim das relações de trabalho, ao relacionamento social e familiar, Tais perdas perpassam tanto a dimensão do físico, em sua concretude, como os universos profissional, social e familiar. […] (2011, p. 592)

 Pois ao chegar na velhice entende-se que o mesmo já passou por diversos lutos, por muito sofrimento e esses lutos trazem marcas na vida desse indivíduo, assim como mencionado por Almeida et. al (2015), diz que: 

[…]Sabe-se que o luto é uma reposta natural e que pode interferir em todas as áreas da vida de quem sofre este processo, sendo necessário à construção de uma nova forma de viver, com a reorganização das rotinas em meio ao completo estado de sofrimento. (p. 16)

 Existem aspectos que dar-se-á de forma especifica para cada fase do desenvolvimento do ser humano, pois contará com vários aspectos da vida adquiridos, inclusive as perdas que aconteceram ao longo de sua história de vida.

Márcia Carvalho é psicologa, CRP 20/09861

Atende na Menthal Saúde, sito à rua Djalma Batista,

1 andar, sala 102A, edifício Milhomem

Email: m2rciacarvalho@gmail.com

Whatsapp – 92 98419-4348

Desde já agradeço à psicóloga Márcia Carvalho por sua colaboração e participação nesta coluna de Saúde Mental.

Mas o que a religião diz sobre a morte?

Começo com um texto da Bíblia Eclesiastes: 3.3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;

Bíblia JFA Offline

A morte chega para todos, uns tragicamente, outros morrem dormindo ou em agonia, mas chega para todos. Ela não pula para pegar o próximo da vez, nunca se engana. Mas pode haver a clemência de Deus na hora da morte? Sim.

Quando o rei Ezequias estava para morrer, Deus usa um profeta para anunciar a sua morte, mas ele pediu misericórdia e Ele acrescentou mais 15 anos Is 38.1-5

Deus tem seus mistérios. A Bíblia não fala de anjo da morte. A morte não é um anjo, um demônio, uma pessoa ou qualquer outro ser. Os anjos podem causar a morte e podem fazer parte do que nos acontece após a morte, mas não há tal coisa como o “anjo da morte”.  Mas eles estão presentes na hora dela. Lc 16.22

A morte é um fato inexorável, ninguém está preparado

Nunca deseje o mal, ou se alegre com o mal que acontece com outra pessoa ou que aconteceu. Vejo pessoas comentando sobre a morte do jornalista Ricardo Boechard, dizendo que ele está queimando no inferno por causa de uma infelicidade de ter chamado uns policiais de idiota. A vida é para todos, da mesma sorte a morte, e ela vai chegar. Nem sempre a morte é aquilo que você plantou. A vida foi lhe dado para que você cuidasse dela, será lhe tirada a qualquer momento, ou por cuidar mal ou por cuidar bem.

Então, uma criança que se vai, ela nem plantou, mas morreu. nada acontece por caso na vida de ninguém, tudo tem propósito. A morte só é punição para quem perde a salvação. Quando alguém morre, desencadeia-se uma dor e uma tristeza profunda. O processo de luto deve ser vivenciado para a superação da perda. Neste contexto, o significado da morte varia, dependendo das crenças sobre o luto em cada religião.

Mas uma certeza é comum a todas as religiões: Se apegar na fé é um santo remédio para superar o luto e ficar em paz, independentemente do significado da morte. Já que há os que acreditam que a morte é o fim de uma existência, enquanto outros defendem que se trata apenas de mais uma etapa.

E pode ter certeza que não é o fim, conforme em destaque na capa,

. Sempre digo que somos um espírito habitando em um corpo, e pode ter certeza que somos seres tricotômicos. (corpo, alma e espírito).

Nunca de esqueça que a vida começa do outro lado, e não o fim de tudo, se contente com a sua perda, seja consolada com essa pessoa que está bem do outro lado da vida. Claro que cada religião tem seu conceito e eu como psicanalista e teólogo te afirmo que biblicamente temos respaldo para as nossas respostas.

Elias Moura é psicanalista, logoterapeuta e teólogo

Atende à rua Pará, 161 Vieiralves, 2 andar, sala 204,

interfone 204, N.ssa Sra. das Graças

Email: psiclinica.trilogica@gmail.com

Whatsapp – 92 99167-2558

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