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Passageiros podem ser ressarcidos em caso de prejuízos com novo sistema do Sinetram, diz OAB-AM

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Há quatro dias, usuários do transporte coletivo, em Manaus, sofrem com problemas para utilizar o novo sistema de bilhetagem do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram).

Mesmo após a parada programada, ocorrida na última sexta-feira (17), onde ocorreu a atualização no sistema Passa Fácil do Sinetram, muitos usuários continuam reclamando de problemas para utilizar o serviço.

Nesta terça-feira (21), não foi diferente, o dia foi marcado por filas nos terminais e em frente à sede do Sinetram, no Centro, Zona Sul da capital, onde muitos usuários enfrentaram sol e chuva.

Entre os problemas relatados pelos usuários desde o dia 17 de junho estão:

  • Integração temporal não funciona;
  • Crédito é debitado, mas a catraca não é liberada;
  • Impossibilidade de conferir saldo da carteirinha;
  • Mensagens nos validadores que indicam que a carteirinha está vencida ou bloqueada;

Passageiros inconformados

“Essa troca no sistema tinha que ter sido organizada. Agora, estão prejudicando os trabalhadores, isso não é justo”, disse uma usuária do transporte público à reportagem da Rede Amazônica.

“A gente coloca créditos e não sabe o valor que fica na carteirinha. E tem muita gente que aproxima o cartão, mas a catraca trava e tem que passar de novo e não se sabe se o saldo está sendo descontado ou não”, contou outra passageira.

“Minha carteirinha foi bloqueada e tive que vir aqui no Sinetram pegar chuva, é uma situação humilhante”, relatou Lalcilene Lima, auxiliar de serviços gerais.

Decisão judicial

Segundo a Justiça do Amazonas, o Sinetram substituiu a empresa que fazia o gerenciamento do sistema de bilhetagem eletrônica antes do término do contrato.

Sem planejamento em tempo hábil, a nova empresa estaria tento dificuldades para sanar problemas de acesso dos usuários ao sistema.

Em decisão preliminar, a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento considerou a importância do serviço para a população e determinou que o Sinetram cumpra o contrato com a antiga empresa devolvendo a ela o acesso ao sistema sob pena de multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.

Registro de BO para ressarcimento

A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) orienta que o usuário que está sendo prejudicado deve fazer Boletim de Ocorrência (BO) e ingressar na Justiça para ter seus prejuízos ressarcidos.

Outros órgãos também podem agir como é o caso do Ministério Público Estadual, por meio de ações coletivas.

IMMU orienta usuário a não pagar duas passagens

O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) se manifestou informando que há um acordo com as empresas de ônibus para que a população não seja penalizada.

O diretor-presidente do IMMU, Paulo Henrique Martins, relatou que equipes do órgão estão atentas a essa situação e a população, caso o problema seja a catraca ou o validador, não seja obrigada a pagar duas passagens. Veja na entrevista abaixo:

O que diz o Sinetram?

Por meio de nota o Sinetram informou que o processo conclusão de melhoria do sistema de bilhetagem deve ocorrer nos próximos dias, corrigindo as falhas pontuais que estão sendo apresentadas pela população.

Sobre os relatos de tempo de passagem, informamos que dados dos cartões são lidos assim que o passageiro encosta seu cartão no validador pela primeira vez e acontece em 4 segundos. O tempo de liberação da catraca para que o usuário passe é de 30 segundos. Um sinal sonoro é emitido de 5 em 5 segundos, nos últimos 15 segundos, para avisar do término do tempo.

Os validadores já estão sendo utilizados em todas as linhas de ônibus e os que apresentam pontuais falhas são retirados e mandados para manutenção.

Sobre a integração temporal, o Sinetram reforçou que está acontecendo normalmente e as linhas que apresentaram desatualização para a integração foram analisadas e já estão operando na sua totalidade.

Com informações: G1 Amazonas
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Adolescente morre afogado após mergulhar próximo à Ponte Rio Negro, no AM

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Um adolescente de 17 anos morreu afogado, na noite dessa terça-feira (28), após mergulhar próximo à cabeceira da Ponte Rio Negro, no lado do Iranduba , no Amazonas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o afogamento teria ocorrido no início da noite, após um grupo de jovens resolver dar um mergulho no local. Um deles não conseguiu submergir após 40 minutos.

Os bombeiros foram acionados e realizaram um trabalho de buscas no local. Por volta de 23h, o corpo foi encontrado e encaminhado para o Pelotão Fluvial.

De lá, o adolescente foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou pelo exame necroscópico. O corpo foi liberado para a família.

Com informações: G1 Amazonas

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Em menos de 8 horas, Manaus registra três acidentes com veículos de carga pesada

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Manaus (AM) – Três acidentes envolvendo veículos de carga pesada foram registrados, no decorrer desta última terça-feira (28), em locais distintos da capital amazonense. Os caminhões de grande porte realizavam entregas de carga, sendo ferro, arroz e cal.

O primeiro registro ocorreu por volta das 9h da manhã, quando um caminhão que transportava placas de ferro subia uma ladeira íngreme na rua Rio Tapi, no bairro Santo Agostinho, na Zona Oeste de Manaus. De acordo com as informações repassadas pelo próprio motorista, que preferiu não se identificar, devido à carga pesada não foi possível completar o percurso na subida com o veículo.

Ainda conforme o relato do motorista, ele perdeu o controle do caminhão, que acabou descendo de ré e colidiu com o muro de uma residência. Na ocasião, ninguém ficou ferido. O caminhão bloqueou a rua pelo fato de estar atravessado no local.

Outro acidente registrado nesta terça-feira ocorreu no início da tarde, por volta das 13h, momento em que um veículo que transportava uma carga de arroz teve problema mecânico e começou a pegar fogo. O incidente ocorreu na estrada do Vivenda Verde, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade.

Conforme relatado pelo motorista do caminhão, ele estava chegando no destino quando percebeu que uma fumaça saía da pelo motor, na parte interna do veículo. O homem relatou que, após perceber o fato, ele parou o veículo na avenida e o incêndio iniciou.

O motorista tentou controlar o incêndio com muita dificuldade, com a ajuda de algumas pessoas que presenciaram o fogo se alastrando. Devido ao grande trabalho, foi possível controlar as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM), que finalizaram o trabalho de rescaldo. Ninguém ficou ferido e a carga foi preservada.

Ainda na tarde desta terça-feira, um acidente com um caminhão que transportava uma carga de cal causou grandes transtornos à condutores e pedestres que passavam pela ponte que liga a avenida Álvaro Maia e a avenida Brasil, situada na Zona Oeste da capital.

Conforme relatado pelo motorista do veículo aos policiais militares que atenderam a ocorrência, no momento em que transitava pelo local, ele perdeu o controle do carro de grande porte e acabou colidindo com um poste instalado na calçada. A carga que estava sendo transportada caiu na avenida, bloqueando duas vias.

Na ocasião ninguém ficou ferido, porém, o trânsito na região ficou congestionado por horas, visto que a avenida possui um grande tráfego de veículos por ser uma das principais vias da Zona Oeste. O motorista foi conduzido para a unidade de polícia, onde prestou esclarecimentos sobre o acidente.

O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) esteve no local para organizar o trânsito e orientar os condutores sobre procedimentos necessários para trafegar no local. A remoção da cal espalhado na avenida ocorreu durante algumas horas.

Com informações: Em Tempo

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Manaus tem aumento de quase 49% no número de mortes violentas, segundo Anuário

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Manaus teve aumento de 48,9% no número de mortes violentas entre 2021 e 2020. O dado é do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira (28).

De forma geral, o país teve uma queda de 6% no número de mortes violentas, que incluem homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas pela polícia.

No entanto, a capital do Amazonas está entre as seis capitais que apresentaram alta no número em todo o país. Além de Manaus, também estão na lista Macapá (31,2%), Boa Vista (9,9%), Porto Velho (8,6%), Teresina (9,5%) e Salvador (3,4%).

Chama a atenção que, das seis, quatro estão no Norte, única região do país que teve aumento na violência no ano passado (9%).

Como o Monitor da Violência antecipou em fevereiro, alguns fatores estão por trás dos altos índices da Região Norte:

  • Associação do narcotráfico com crimes ambientais, como grilagem, garimpo ilegal e desmatamento
  • Falta de integração das autoridades estaduais e federais no combate aos crimes na Amazônia Legal
  • Disputa de territórios entre facções criminosas

A intensificação de confrontos entre grupos criminosos tem causado o aumento dos casos de violência na região amazônica. Conflitos relacionados a questões ambientais, como os assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, também contribuem para o índice.

O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) sobre os índices e quais medidas o Estado tem adotado para reverter o quadro, e aguarda resposta.

Com informações: G1 Amazonas
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