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Passagem de ciclone por Moçambique deixa pelo menos 446 mortos

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O número de vítimas da passagem do ciclone Idai por Moçambique, Malauí e Zimbábue aumenta diariamente. Pelos últimos dados, morreram 446 pessoas em Moçambique, 259 no Zimbábue e 56 no Malauí.

Para as agências humanitárias, o desastre em Moçambique tem semelhanças com as tragédias humanitárias do Iêmen e da Síria.

Autoridades e agências de ajuda temem mais mortes em decorrência do risco de cólera e outras doenças transmitidas pela água contaminada que está em várias áreas do país.

A inundação criou um lago de 125 quilômetros de largura, devastando uma área antes ocupada por centenas de milhares de pessoas.

Nos últimos dias, foram feitos esforços para reabrir a principal estrada de acesso à Beira, área mais afetada pelo desastre. A pista foi reaberta ontem (24).

Brasil, Alemanha e vários países ofereceram ajuda para Moçambique. Os alemães doaram US$ 1,13 milhão para assistência humanitária. O Reino Unido também repassou dinheiro para o país africano.

O governo do Canadá informou que fornecerá, inicialmente, US$ 3,5 milhões em assistência de emergência e doar suprimentos de emergência, incluindo lonas, kits de abrigo, mosquiteiros e cobertores. Outras contribuições vieram do Japão, Bélgica e Marrocos.

 

*Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha

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Ex-presidente da França morre aos 94 anos

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Foto: REUTERS/Morris Mac Matzen

O ex-presidente francês Valéry Giscard d’Estaing, um dos principais arquitetos da integração europeia no início dos anos 70, morreu aos 94 anos, informou o Palácio do Eliseu nessa quarta-feira (2).

Giscard, que comandou a França de 1974 a 1981, havia sido hospitalizado recentemente em Tours, no oeste do país, e estava em tratamento na unidade de cardiologia, segundo a rádio Europe 1, que primeiro noticiou a morte.

Segundo informações de sua fundação, o ex-presidente faleceu devido a complicações relacionadas à covid-19.

Giscard era conhecido por liderar a modernização da sociedade francesa durante seu mandato na Presidência, incluindo medidas como o divórcio por consentimento mútuo e a legalização do aborto, e foi um dos arquitetos da integração europeia.

Eleito presidente aos 48 anos, ele chegou ao poder após anos de comando Gaullista e buscou ser liberal na economia e nas atitudes sociais.

Ele perdeu a candidatura à reeleição, no entanto, para o socialista François Mitterrand.

Na Europa, Giscard estabeleceu um relacionamento próximo com o ex-chanceler da Alemanha Ocidental Helmut Schmidt e, juntos, eles lançaram as bases para a moeda única do euro, com o Sistema Monetário Europeu.

 

*Por Michel Rose/Reuters

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ONU prevê que 235 milhões precisem de assistência humanitária em 2021

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Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Cerca de 235 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária e proteção em 2021, segundo relatório que será apresentado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês).

O novo relatório anual do Ocha sobre a situação humanitária global, que vai ser lançado em Genebra, prevê um aumento de 40% de pessoas vulneráveis em relação a 2020 e destaca que serão precisos pelo menos 29 bilhões de euros para garantir a assistência humanitária em 2021.

Segundo o Ocha, “a pobreza extrema aumentou pela primeira vez em 22 anos” e vão surgir múltiplas situações de falta de alimentos e fome.

A organização alerta que no final do próximo ano, 736 milhões de pessoas poderão estar em situação de pobreza extrema, a viver com menos de 1,60 euro por dia.

O relatório vai ser apresentado em eventos virtuais em Genebra e outras capitais do mundo, com uma mensagem do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres e do subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

O documento trata de 56 países afetados por crises humanitárias e inclui planos específicos para 34 países em que a população poderá sofrer mais com fome, conflitos armados, falta de alojamento, impacto das mudanças climáticas e dificuldades criadas pela pandemia de covid-19.

Os planos de resposta apresentados pelo OCHA visam chegar a 160 milhões de pessoas em situação de forte necessidade e têm custo estimado de US$ 35 bilhões no próximo ano.

Entre os fatores que atingem os mais vulneráveis estão o aumento dos preços dos alimentos, a quebra de rendimentos, interrupção de programas de vacinação, o fechamento de escolas, desalojamento e a violência.

Os planos específicos para fornecer ajuda humanitária incluem Moçambique, Colômbia, Venezuela, Ucrânia, República Centro-Africana, Afeganistão, Iémen, Síria e outros países.

Entre os problemas que as Nações Unidas se propõem a aliviar, estão as “consequências brutais de conflitos e deslocamentos que prejudicam principalmente mulheres e crianças, pragas de gafanhotos, o clima extremo” e o impacto da covid-19.

“Os orçamentos de ajuda humanitária enfrentam déficits terríveis à medida que o impacto da pandemia global continua a piorar. Juntos, devemos mobilizar recursos e ser solidários nas alturas mais sombrias de necessidade”, diz Guterres, citado pelo Ocha em comunicado.

Para Mark Lowcock, trata-se de uma escolha entre juntar forças para ajudar todos os países e pessoas em necessidade ou deixar que 40 anos de progresso sejam revertidos.

Segundo o relatório, a pandemia de covid-19 terá provocado uma perda equivalente a 495 milhões de postos de trabalho só no segundo trimestre de 2020.

“As consequências económicas da pandemia podem causar uma perda de US$ 10 bilhões em rendimentos ao longo da vida da atual geração de crianças”, acrescenta a ONU.

O Ocha mostra no relatório que neste ano donativos para a resposta humanitária atingiram mais de 14,2 bilhões de euros, utilizados para ajudar mais de 100 milhões de pessoas desde janeiro último.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.460.018 mortes resultantes de mais de 62,7 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus,detectado no fim de dezembro de 2019, em Wuhan, cidade do centro da China.

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Apuração põe Biden perto da vitória; Trump intensifica contestação

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Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O democrata Joe Biden se aproximava da vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos (EUA) nesta quinta-feira (5), enquanto autoridades apuravam os votos em alguns estados que determinarão o resultado do pleito e a presença de manifestantes nas ruas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que tenta a reeleição, alegou fraude sem apresentar evidências, entrou com processos na Justiça e pediu recontagens de votos, em uma disputa que ainda não tem resultado dois dias depois de ser realizada.

Com as tensões crescendo, cerca de 200 apoiadores de Trump, alguns armados com rifles e pistolas, se reuniram do lado de fora do escritório eleitoral em Phoenix, no estado do Arizona, após rumores infundados de que os votos não estavam sendo contados.

Em Detroit, no estado de Michigan, autoridades impediram que cerca de 30 pessoas, a maioria republicanos, entrassem em um local onde os votos estão sendo apurados em meio a alegações, também sem fundamentos, de que a contagem no estado estava sendo fraudulenta.

Manifestantes contrários a Trump em outras cidades do país exigiam que a apuração continuasse. A polícia prendeu 11 pessoas e apreendeu armas em Portland, no estado do Oregon, depois de relatos de tumultos. Prisões também foram feitas em Nova York, Denver e Mineápolis. Mais de 100 manifestações estão programadas no país até sábado (7).

A disputa pela Casa Branca dependia de corridas acirradas em cinco estados. Biden tem vantagens apertadas em Nevada e no Arizona, enquanto Trump vê sua pequena dianteira diminuir na Pensilvânia e na Geórgia, estados em que precisa vencer e onde os votos por correio estão sendo contados. Trump tem pequena vantagem na Carolina do Norte, outro estado em que precisa vencer para ter chances de reeleição.

Trump precisa manter a liderança e vencer nos estados em que está à frente e conquistar Nevada ou Arizona para conseguir mais um mandato e evitar tornar-se o primeiro presidente norte-americano no cargo a perder uma reeleição desde o também republicano George H.W. Bush em 1992.

A Edison Research dá a Biden uma vantagem de 243 votos a 213 no Colégio Eleitoral. Outras projeções de emissoras de TV dão a Biden a vitória em Wisconsin, que lhe daria mais 10 votos. Para vencer, são necessários 270 votos no Colégio Eleitoral.

Biden, de 77 anos, previu nessa quarta-feira (4) que vencerá a eleição e lançou um site na internet para iniciar a transição para uma Casa Branca controlada pelos democratas a partir de janeiro.

Trump, de 74 anos, por várias vezes buscou minar a credibilidade do processo eleitoral. Desde terça-feira (3), dia da eleição, ele se declarou falsamente o vencedor do pleito, acusou sem provas os democratas de tentarem roubar a eleição e prometeu contestar os resultados em alguns estados nos tribunais.

Especialistas em eleições nos Estados Unidos afirmam que fraudes são raras no país.

 

*Por Andy Sullivan/Reuters

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