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PM do Paraná nomeia primeira mulher como comandante-geral de corporação em 163 anos de existência

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A Polícia Militar do Paraná tem a partir desta quarta-feira (11) uma nova comandante-geral. A coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, 52, irá substituir o coronel Maurício Tortato – que assume o posto de secretário-chefe da Casa Militar da Governadoria – e passa a ser a primeira oficial mulher a comandar a corporação em 163 anos de existência. A cerimônia de posse acontece às 9 horas, na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A coronel foi nomeada pela governadora Cida Borghetti na última sexta-feira (6).

Nesta terça-feira (10), em entrevista coletiva à imprensa realizada no Quartel do Comando Geral da PM em Curitiba, a comandante-geral da PM disse que irá trabalhar para melhorar as condições de trabalho dos policiais militares e buscar mais autonomia à corporação.

Amiga pessoal da governadora Cida Borghetti há 30 anos, a coronel Audilene foi a encarregada de zelar pela segurança da então candidata à reeleição ao vice-governo do Estado durante a campanha eleitoral em 2014. As duas se aproximaram no final da década de 1980, logo que o marido da vice-governadora, Ricardo Barros, foi eleito prefeito de Maringá.

“Ele foi eleito, ela se casou com ele e foi para Maringá, ser primeira-dama. Houve um problema e eu fui designada para resolver. Foi aí que nos aproximamos. Ela sempre acompanhou meu trabalho, sempre viu meu profissionalismo e eu também a respeito e admiro muito. É uma grande mulher, uma grande profissional, sempre muito preocupada com o ser humano. Me identifiquei com a forma dela trabalhar”, elogiou a comandante-geral. “Nunca fui muito de frequentar a casa dela, mas sempre estive ao alcance de um telefonema.”

A coronel Audilene soube da nomeação para o comando-geral da PM no dia 6, quando se preparava para ir ao Palácio Iguaçu acompanhar a transmissão de posse no governo do Estado. Beto Richa deixou o cargo para se candidatar a senador e passou o posto a Borghetti.

Casada e mãe de uma filha de 15 anos que vive com o pai, em Maringá, a oficial nasceu em Terra Rica (Noroeste), mas cresceu em Assis Chateaubriand (Oeste), de onde só saiu aos 17 anos para ir a Curitiba ingressar na carreira militar. Única filha e caçula de cinco irmãos, foi criada apenas pela mãe, que tinha uma olaria. “Todos nós começamos a trabalhar muito cedo. Minha mãe era uma mulher extraordinária e nunca teve problema em exercer um trabalho considerado ‘de homem'”, contou a coronel.

É assim também que ela encara sua profissão, sem fazer distinção entre funções masculinas e femininas. A oficial ingressou na Polícia Militar em 1985 e faz parte da terceira turma da Escola de Oficiais. Entre as muitas funções de destaque que desempenhou na corporação, chefiou o Estado Maior da Polícia Militar, a terceira estrutura da PM do Paraná, foi chefe do 3º Comando Regional de Maringá, comandou interinamente o 8º Batalhão de Paranavaí e passou pelo Pelotão de Trânsito do 4º Batalhão de Maringá, onde foi chefe da Seção de Inteligência, sendo a primeira mulher a atuar na função. Ela é bacharel em segurança pública e em direito, formada em Magistratura pela Escola Superior de Magistratura do Paraná, com especialização em planejamento e controle de segurança pública e também em gestão de pessoas.

“O machismo não é um problema na PM. É um problema da sociedade brasileira. Mas nunca tive barreira por ser mulher. Minha preocupação nunca foi essa. Meu grande desafio sou eu mesma. E quando você assume um cargo de chefia e de comando, sempre tem crítica, independente de ser homem ou mulher.”

Um dos desafios que deverá encontrar no cargo, disse a comandante-geral, é dar condições de trabalho à corporação para que possa atender às demandas da sociedade. “Na segurança pública, você nunca consegue completar a dinâmica. Quando resolve um problema, surgem outras demandas. Quero dar condições de trabalho aos PMs para planejamento, análise criminal e estatística. Vamos continuar trabalhando pela melhoria da prestação do serviço”, ressaltou. “Queremos buscar cada vez mais autonomia para algumas decisões da corporação e atender às principais reivindicações dos policiais, que são viaturas adequadas, coletes à prova de bala e armamento portátil. Mas sabemos que isso fica atrelado às questões financeiras e orçamentárias.”

*Fonte: Folha de Londrina

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Relato de mãe: Jairinho agrediu criança em passeio de 10 minutos

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Rio de Janeiro – No relatório do terceiro indiciamento do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) por crime de tortura majorada contra o enteado, filho de uma ex-namorada, a Polícia Civil revela que o que seria um passeio rápido, de apenas 10 minutos, virou sessão de espancamento contra o menino.

Neste curto período, o tempo ficou longo e trágico, por deixar marcas e lesões em uma das pernas do garoto, que na época, em 2015, tinha apenas 3 anos.

Assim como nos outros casos, Jairinho pediu para passar um tempo com o menino, numa tentativa de suprir a falta que sentia dos filhos, a quem era impedido de ver pela ex-mulher, Ana Carolina.

No depoimento prestado à polícia, Débora conta que Jairinho não fazia questão da presença de sua filha mais velha “demonstrando sempre um interesse especial em se aproximar do menino”.

Aos investigadores, ela contou com detalhes como aconteceu a agressão contra a criança.

“Jairinho ligou e disse que tinha que ir em uma reunião, que aconteceria em uma casa de festas na Barra da Tijuca e pediu para que o deixasse levar o menino, afirmando que ele poderia ficar brincando, pois no local havia brinquedos. Ele não me convidou e não informou se teriam outras crianças no local. Mas disse que que a Ana Carolina, ex-esposa dele, não havia deixado ele levar o seu filho. Por isso, gostaria de levar meu filho e justificou que ele era como pai pro menino e que não teria nenhum problema em deixar que ele o levasse”, lembra.

Débora contou, então, que o passeio durou apenas 10 minutos e que seu filho, durante este tempo, foi agredido e lesionado.

Veja a matéria completa em: Metrópoles http://encurtador.com.br/pIKOW

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Proposta prevê pagamento de auxílio emergencial retroativo de R$ 600

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Há uma proposta em trâmite na Câmara do Deputados que prevê o pagamento retroativo do auxílio emergencial. O Projeto de Lei 58/21 deve conceder um benefício de R$ 600 até o dia 30 de junho aos beneficiários dessa nova rodada, visto os meses que ficaram sem receber este ano (janeiro, fevereiro e março).

Para ter direito ao auxílio do PL, o cidadão brasileiro deve:

  • Ser maior de 18 anos, exceto mães adolescentes;
  • Não possuir vínculo empregatício formal;
  • Não receber benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal;
  • Ter como renda per capita familiar um saldo inferior até meio salário mínimo ou renda de até três pisos nacional.
  • Não ter recebido, no ano de 2020, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70; e
  • Não exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI), ser contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social ou ser trabalhador informal, empregado, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020.

O novo projeto limita o recebimento do benefício a dois membros da mesma família. Caso seja vantajoso, o auxílio substituirá, temporariamente, o benefício do Bolsa Família. Além disso, para famílias chefiadas por mulher, a cota será duplicada.

Pagamento do Auxílio Emergencial

auxílio emergencial retroativo será gerenciado e distribuído durante o prazo de vigência estabelecido, por meio de parcelas mensais liberadas por instituições financeiras públicas federais habilitadas, através da conta poupança social digital.

Veja a matéria completa em: SAJ Notícias http://encurtador.com.br/uGLTV

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CPI da Covid: Omar Aziz é eleito presidente; Randolfe Rodrigues, vice; e Renan Calheiros, relator

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O Senado instalou nesta terça-feira (27) a CPI da Covid, Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por apurar ações e omissões do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia.

Durante a sessão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi eleito presidente, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente. Em seguida, Omar Aziz indicou Renan Calheiros (MDB-AL) relator dos trabalhos.

Com a definição dos três senadores, prevaleceu o acordo feito pela maioria dos parlamentares da CPI, que reuniu as maiores siglas (MDB, PSD), a oposição e independentes. Aliados do governo tentaram impedir que Renan assumisse a relatoria.

Em negociações prévias, senadores que compõem a CPI querem iniciar os trabalhos apurando o processo de aquisição de vacinas contra o coronavírus.

Estão na mira, principalmente, as negociações com a farmacêutica Pfizer, que em agosto do ano passado ofereceu ao governo brasileiro 70 milhões de doses da vacina com previsão de entrega ainda em dezembro daquele ano. A oferta, porém, foi recusada.

Em entrevista à revista “Veja”, o ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten creditou o atraso do governo na aquisição de vacinas à “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde, à época comandado pelo general Eduardo Pazuello.

Membros da CPI trabalham para convocar Wajngarten e Pazuello como uma das ações iniciais da comissão. Uma acareação entre os dois auxiliares do governo Bolsonaro também é estudada.

Fonte: G1

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