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Homem é solto após menina de 12 anos confessar ter mentido sobre estupro

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A adolescente de 12 anos que acusou Francimar Bezerra da Cruz, de 40 anos, no dia 12 deste mês, por estupro de vulnerável, no bairro Aleixo, zona sul de Manaus, confessou para a Polícia Civil, no último sábado (14), que mentiu e que o suspeito não cometeu nenhum abuso.

Segundo o advogado de Francimar, André Duarte, a jovem inventou a história, pois tinha “matado” aula para manter relação sexual com o namorado de 15 anos. O homem de 40 anos chegou a ir para o Centro de Detenção Provisória (CPD), onde sofreu torturas psicológicas.

Francimar passou quatro dias no CDP por prisão preventiva. Ele só foi solto, porque o pai da menina passou a desconfiar da versão dela e conseguiu, por meio de câmeras de segurança, flagrá-la andando com o namorado no horário em que disse ter sido estuprada.

Francimar foi visto em outro local, no bairro, com o sobrinho. Ele foi apontado aleatoriamente pela jovem. Logo após, o pai da garota foi à polícia e procurou o advogado André Duarte, que solicitou a soltura.

“Meu cliente chegou às 7h15 no trabalho e, por volta de 9h, seu patrão o mandou trabalhar em outro galpão, que fica no Ramal do Brasileirinho. Todas essas testemunhas, inclusive sobrinhos dele, poderiam testemunhar na delegacia, mas a delegada não quis ouvi-los”, disse o advogado, revelando que o Estado será processado.  Francimar é cozinheiro profissional, trabalha numa sucataria, e três funcionários, além do patrão, confirmaram que ele estava trabalhando.

A farsa

De acordo com o advogado, seu cliente foi acusado injustamente, porque a jovem precisava apresentar uma justificativa para os pais para a sua demora. “Ela disse aos pais que no caminho da escola, dois homens a pegaram, colocaram em um carro Gol, de cor preta, e a levaram para uma casa, que ela não soube informar”, explicou.

Ainda segundo o advogado, os próprios pais da adolescente resolveram investigar o caso. “Não sei como, mas o pai da jovem conseguiu chegar a casa, onde ela diz ter sido abusada. Nessa casa, os proprietários afirmaram que nada havia acontecido. Então, o pai conseguiu imagens de uma câmera de segurança na rua e, nela, aparecem o Francimar e o sobrinho,  por volta de 6h50. O meu cliente levava o sobrinho para a escola e depois seguiu para o seu trabalho”, afirmou.

O pai da adolescente foi procurado pela reportagem e informou que não poderia falar.

Investigação não terminou

A delegada titular da Depca, Juliana Tuma, informou que não participou do flagrante, mas que a delegacia trabalhou com os elementos que tinha no momento.

“O que posso dizer é que nós (policiais) trabalhamos com os elementos que temos, mas de todo modo, essa oitiva (depoimento) foi enviada a justiça e foi revogada a prisão preventiva dele”, explicou. “Realmente ela voltou atrás do que havia dito, mas talvez eu teria tomado a mesma decisão da Greice (delegada responsável pela prisão de Francimar). Eu não posso julgar agora, o que posso dizer é que ela mudou o depoimento, mas não quer dizer que é a versão final dela, e que esse procedimento será concluído e remetido à justiça”, finalizou a titular da DEPCA. A delegada Greice Souza Jardim não foi localizada.

Fonte: Portal A Crítica

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Amazonas

Omar propõe à Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal a realização de audiências públicas itinerantes

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A intenção do parlamentar é aproximar o novo colegiado das comunidades e debater as principais questões no âmbito da segurança pública

A implantação de audiências públicas itinerantes para ouvir as principais demandas da sociedade foi uma das sugestões feitas pelo senador Omar Aziz (PSD) aos membros da Comissão Técnica Permanente de Segurança Pública Municipal (COMSEGPM), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante reunião, nesta quinta-feira, 15/04. Participaram do encontro, o presidente do colegiado, vereador Capitão Carpê (Republicanos), e os também membros, vereadores Dr. Eduardo Assis (Avante), Lissandro Breval (Avante) e William Alemão (Cidadania).

A comissão, que foi instalada no último dia 12 deste mês e que altera o Regimento Interno da CMM, tratará do combate à violência e à insegurança, em Manaus, bem como da reestruturação e a criação de um plano de carreiras para a Guarda Municipal. O novo colegiado possui 14 membros, dos quais sete são titulares e sete são suplentes.

De acordo com o Senador Omar, é importante que a comissão promova audiências públicas itinerantes com as comunidades e representantes locais nos bairros, para ouvir quais são as principais demandas, sugestões e insatisfações em cada zona da cidade. “A atividade fim de vocês (comissão) é nos bairros, é lá onde estão os problemas. Lá que vocês vão debater com a população e líderes locais o que é possível ser feito para tentar mitigar a sensação de insegurança que se espalhou pela cidade. Eu me coloco a disposição para ajudar no que for preciso”.

O parlamentar também destacou que poderá destinar emendas para compra de armamentos e viaturas. Omar também apoiou a intenção do colegiado de fortalecer e ampliar a Guarda Municipal.

O presidente da comissão, vereador Capitão Carpê, afirmou que o encontro com o senador Omar foi uma visita cordial com o intuito de estreitar as relações com o parlamentar, devido às articulações que o senador tem no âmbito federal, bem como por ser o presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado. “Viemos colocar a comissão à disposição (do senador), para que juntos possamos garantir mais recursos e trabalhar em prol de Manaus”.

O vereador ressaltou, ainda, que a comissão da CMM trabalhará para desenvolver políticas públicas voltadas para a prevenção e combate à violência dentro das comunidades. “Segurança pública vai muito além do que é repressão. Nós não vemos hoje, por exemplo, jovens e crianças com projetos sociais voltados para a comunidade. Enquanto o Estado se faz ausente, infelizmente, o crime impera e se faz presente”.

Informações assessoria de comunicação

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Amazonas

Após assalto, cinegrafista persegue ladrões em moto e é baleado em Manaus

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O cinegrafista Renê Silva, de 45 anos, foi baleado após perseguir ladrões que assaltaram a equipe de reportagem, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Ele foi atingido por dois tiros e está internado.

Segundo a jornalista Natasha Pinto, que acompanhava o cinegrafista, a equipe foi fazer uma gravação em uma quadra do bairro Coroado sobre um caso de tentativa de homicídio que ocorreu na noite de quarta-feira (14). Após a gravação, ao tentarem retornar para o carro, os jornalistas foram abordados por dois assaltantes em uma motocicleta.

Os suspeitos fugiram e levaram dois celulares. Com um celular reserva, a repórter avisou a produção do jornal. A equipe de reportagem deixou o local, e o cinegrafista, que também dirige o carro, avistou a dupla de assaltantes próximo ao Clube do Trabalhador, o Sesi.

A repórter disse que tentou anotar a placa da motocicleta, mas percebeu que o cinegrafista acelerou e jogou o carro para cima dos assaltantes, que caíram em via pública.

Ela relatou que o cinegrafista saiu do carro para tentar pegar os assaltantes, entrou em luta corporal, mas um deles atirou. O cinegrafista foi então atingido por dois tiros. A repórter disse que, ao ouvir os disparos, se escondeu atrás do carro.

Os assaltantes fugiram com os celulares da equipe, que acionou a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas as equipes de socorro não compareceram ao local.

Um motorista que passava pela via ajudou a repórter a levar o cinegrafista até o Hospital João Lúcio.

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Amazonas

MPF processa ex-ministro Pazuello e secretário de Saúde do AM por responsabilidade na crise de oxigênio

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O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ajuizou, nesta quarta-feira (14), ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, por omissão no combate à pandemia entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando o Amazonas registrou colapso de oxigênio nas unidades de saúde e aumento de mortes por covid-19.

Entre 14 e 15 de janeiro, falta de oxigênio nos hospitais de Manaus levou a cidade de Manaus a um cenário de caos. Com recordes nos casos de Covid, a capital precisou enviar pacientes que dependiam do insumo para outros estados.

A ação, encaminhada à Justiça Federal no Amazonas, cita, também, três secretários do Ministério da Saúde e o coordenador do Comitê de Crise do Amazonas, Francisco Ferreira Máximo Filho.

No documento, o MPF identificou atos de improbidade administrativa em cinco situações distintas:

  • atraso e lentidão do Ministério da Saúde no envio de equipe para diagnosticar e minorar nova onda de covid-19 no Amazonas;
  • omissão no monitoramento da demanda de oxigênio medicinal e na adoção de medidas eficazes e tempestivas para evitar seu desabastecimento;
  • realização de pressão para utilização de ‘tratamento precoce’;
  • demora na adoção de medidas para transferência de pacientes que aguardavam leitos;
  • e ausência de medidas de estímulo ao isolamento social.
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