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Republicanos indicam Trump à reeleição em convenção reduzida

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O presidente dos EUA, Donald Trump - Foto: © Carlos Barria/Reuters/Direitos Reservados

O Partido Republicano dos Estados Unidos endossou formalmente a reeleição do presidente Donald Trump no primeiro de quatro dias de uma convenção reduzida concebida para ressaltar seu desempenho como presidente antes da pandemia e semear dúvidas sobre o desafiante democrata Joe Biden.

Trump obteve oficialmente os votos que precisará para pleitear a indicação do partido em Charlotte, na Carolina do Norte, onde correligionários estão se reunindo em meio a uma pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 176 mil norte-americanos, eliminou milhões de empregos e erodiu a reputação do presidente entre os eleitores.

Trump falará em todas as noites da festa, em parte virtual, em parte presencial, repleta de familiares, apesar de manifestantes estarem visando o local da convenção.

O evento contrasta com o dos democratas, que optaram por um formato inteiramente virtual para indicar o ex-vice-presidente Biden e sua colega de chapa, a senadora Kamala Harris. A mudança foi pensada para diminuir o risco de o vírus se disseminar durante a convenção.

“A escolha nesta eleição nunca foi mais clara, e as apostas nunca foram tão altas”, disse o vice-presidente Mike Pence aos presentes no início da convenção republicana.

Biden, de 77 anos, está à frente de Trump, de 74 anos, nas pesquisas de opinião sobre a eleição de 3 de novembro. Biden e seus colegas democratas retrataram Trump como uma força das trevas, do caos e da incompetência e enfatizaram a diversidade e os valores de sua sigla, como “empatia” e “unidade”.

Os republicanos disseram que a convenção oferecerá uma mensagem mais esperançosa, com ênfase em “lei e ordem”, direitos de posse de armas, cortes de impostos e os homens e mulheres “esquecidos” da América.

O partido governista preferiu não votar no documento tradicional que detalha suas propostas políticas, dizendo que apoia o que Trump está fazendo. Já a campanha de Trump divulgou uma série de objetivos pontuais, incluindo a promessa de “criar 10 milhões de empregos novos em 10 meses”.

Em outro contraste com o evento democrata, que contou com os três ex-presidentes democratas vivos e com antigos indicados, a convenção republicana não contará com discursos de ex-presidentes vivos ou candidatos.

Nem o ex-presidente George W. Bush, nem o ex-candidato presidencial republicano de 2012, Mitt Romney – que votou a favor do impeachment de Trump – planejam falar. Também estarão ausentes vários colegas de sigla que enfrentarão eleições disputadas em novembro, como o senador Thom Tillis, da anfitriã Carolina do Norte.

Como a pandemia ainda não foi controlada, as boas notícias têm sido escassas para Trump e seu partido. Sua atuação presidencial foi criticada duramente por Biden e pelo ex-presidente Barack Obama na convenção democrata.

Trump planeja realizar vários eventos ao vivo com plateia durante a convenção republicana – um contraste com os democratas, que exibiram depoimentos pré-gravados ou fizeram discursos em locais quase vazios para evitar a disseminação do novo coronavírus.

De domingo (23) para segunda-feira (24), manifestantes e agentes da lei se chocaram pela terceira noite seguida perto do Centro de Convenções de Charlotte, e a polícia usou gás de pimenta contra a multidão.

Trump aceitará a indicação do partido na noite de quinta-feira diante de uma multidão no Gramado Sul da Casa Branca. Democratas criticaram a medida por vê-la como um uso partidário de propriedade pública.

*Fonte: Agência Brasil

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Câmara dos Deputados dos EUA começa a debater impeachment de Trump

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Foto: Reprodução/Internet

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos começou a debater nesta quarta-feira a legislação para o impeachment do presidente Donald Trump pela segunda vez em seu mandato.

A Câmara deve primeiro realizar uma votação estabelecendo regras para o debate de quarta-feira. Superada essa etapa, como esperado, abrirá caminho para uma votação ao longo do dia para aprovar um artigo de impeachment acusando Trump de incitar insurreição em um discurso que ele fez na semana passada que levou à invasão do Capitólio dos EUA.

De acordo com o deputado Steny Hoyer, segundo democrata mais importante na Câmara, A Casa Legislativa planeja enviar o artigo de impeachment ao Senado ainda esta semana.

“Não há razão para que não possamos enviá-lo esta semana. Pretendemos fazer isso”, afirmou ele à MSNBC em uma entrevista nesta quarta-feira, citando discussões com a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

A cerimônia de posse do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, ocorre em 20 de janeiro.

 

*Por Richard Cowan / Reuters 

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Arábia Saudita anuncia criação de cidade ecológica sem carros

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Príncipe Mohammed bin Salman - Foto: Saudi Royal Court/REUTERS

A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, anunciou a criação de uma cidade ecológica com “zero carros, zero estradas, zero emissões de CO²” no Neom, área no noroeste do país que se encontra em desenvolvimento.

(mais…)

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Covid-19: EUA ultrapassam pela primeira vez 4 mil mortes em 24 horas

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Foto: REUTERS / Mike Blake

Os Estados Unidos ultrapassaram pela primeira vez as quatro mil mortes em 24 horas devido ao novo coronavírus, segundo fontes oficiais, enquanto especialistas do país alertam que a pandemia vai piorar este mês.

O país registrou ontem (7) o recorde de 4.033 mortes atribuídas à covid-19, segundo dados do Covid Tracking Project (Projeto de Rastreamento Covid).

Segundo dados oficiais, o número total de mortes pela pandemia já chega aos 365,4 mil no país, o mais afetado pela covid-19, com mais de 21,5 milhões de pessoas infectadas entre os 88 milhões de casos positivos registrados em todo o mundo.

Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas, que será o conselheiro do presidente eleito Joe Biden, observou que o número diário de mortes continuará a aumentar nas próximas semanas e recomendou paciência com o programa de vacinação que está sendo preparado para todo o país, segundo a mídia local.

Em entrevista a uma rádio norte-americana, Fauci disse que o alto número de óbitos provavelmente continuará e é um reflexo do aumento de viagens e reuniões durante os feriados mais recentes.

“Acreditamos que as coisas vão piorar à medida que entrarmos em janeiro”, disse, sublinhando que ainda é possível “reduzir essa aceleração” com a adesão estrita a medidas de saúde pública, como distanciamento social e uso de máscaras.

De acordo com o jornal The New York Times, até agora pelo menos 5,9 milhões de pessoas nos Estados Unidos receberam uma dose de uma das duas vacinas contra a covid-19 que foram aprovadas, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Esse número está bem abaixo da meta estabelecida pelas autoridades federais, que planejam vacinar pelo menos 20 milhões de pessoas antes do fim de dezembro.

 

*Fonte: RTP

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