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Secretários de segurança querem ações para barrar entrada de fuzis no país

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Segurança

O número de fuzis que chegam às mãos dos integrantes de organizações criminosas vem preocupando secretários de segurança de diversos estados do Brasil. Eles alegam que precisam de ajuda do governo federal para ampliar o controle das fronteiras, uma vez que a maioria destas armas são estrangeiras.

O assunto foi um dos temas discutidos nesta segunda-feira (13), no Rio de Janeiro, em uma reunião extraordinária do Colégio Nacional de Secretários Estaduais de Segurança Pública (Consesp), voltado para debater questões de segurança nacional.

De acordo com o secretário de segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, em outubro foi superada a marca de 400 fuzis apreendidos pelas forças policiais do estado. No ano passado, foram 371 apreensões, recorde até então. Ainda segundo o secretário, 83% dessas armas são de origem estrangeira.

“Precisamos encarar como uma realidade o uso do fuzil por parte do crime organizado nessa lógica de guerra. Tenho certeza que os traficantes não vão seguir utilizando as táticas ousadas e violentas que praticam hoje quando tirarmos de suas mãos essa arma com alto poder bélico utilizada por terroristas na Europa”, disse Rodrigo Sá.

O secretário defendeu ainda que impedir a chegada dessas armas nas organizações criminosas levará automaticamente à redução dos índices de mortes violentas e também de vítimas de balas perdidas. “Enfrentar estes fuzis transcende as atribuições de uma polícia ordinária. Em qualquer lugar do mundo, haveria tropas especializadas para atuar nesta realidade. Aqui o policial sai do batalhão e já na esquina, no carro que ele vai abordar, há um fuzil”.

Estiveram presentes no encontro 16 secretários de estado e três subsecretários. Oito estados não foram representados. O encontrou contou ainda com as participações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O presidente do Consesp e secretário de segurança pública do Maranhão, Jefferson Portela, também manifestou preocupação. “A presença de fuzis não é mais uma realidade apenas do Rio de Janeiro, mas sim de todo o Brasil. Há poucos dias fizemos no Maranhão a apreensão de 14 fuzis norte-americanos, zeros, na caixa. Armas que chegaram ao estado do Maranhão para apoiar os representantes das facções nacionais PCC [Primeiro Comando da Capital] e o Comando Vermelho, que se espalham pelo país sob nomenclaturas diferentes”.

Rodrigo Maia avaliou que o governo federal precisa se envolver mais no tema da segurança pública. “Fronteiras é um tema prioritário. O governo federal precisa assumir de forma mais concreta sua responsabilidade. Os últimos três ou quatro governos não assumiram. Nós entendemos que são crimes federais, não dos estados. Mas acaba que os governadores e secretários estaduais assumem responsabilidades que não são suas”.

Questionado a respeito da contradição entre a preocupação com a chegada de armas no Brasil ao mesmo tempo em que há uma comissão de deputados propondo o fim do Estatuto do Desarmamento, Rodrigo Maia disse que parte da sociedade brasileira concorda com o direito de ter armas.

“Talvez a sociedade tenha perdido de alguma forma a esperança com a política, a segurança pública, não sei. De fato, pensar em um cidadão, uma arma, é um absurdo. Ver o que acontece no Brasil e no mundo exatamente pelo porte de uma arma também é um absurdo. Mas há milhares de casos pelo Brasil e as pessoas estão, vamos dizer assim, sendo atacadas por um bandido armado. E o que aparece em pesquisas é que elas defendem o direito de terem armas. Eu não pautei e disse aos deputados que acho que esse debate nesse ambiente não era o melhor momento”.

Legislativo

O encontro tratou ainda de projetos na área da segurança pública que estão em discussão na Câmara dos Deputados, algumas já aprovadas. Os secretários apresentaram à Rodrigo Maia 12 propostas, entre elas está o bloqueio dos sinais de telefonia e internet nos presídios, a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública e a aprovação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

“A saúde e a educação possuem um fundo constitucional que permite que os estados consigam manter alguns serviços essenciais com essa linha de financiamento. A segurança pública precisa ter uma fonte de financiamento para manter minimamente suas atividades essenciais. Se tivéssemos esses recurso, poderia minimamente manter a manutenção de viaturas, a gratificação no sistema de metas, o que teria feito uma grande diferença no Rio de Janeiro. E apesar de estar com trabalhando com 40% do orçamento, metade da frota parada, ter perdido 2 mil policiais militares e 500 policiais civis, estamos com uma média de 4 mil prisões por mês e 24 armas de fogo apreendidas por dia”, disse Rodrigo Sá.

A lei que classificou o porte ilegal de armas de uso restrito em crime hediondo, aprovada e sancionada no mês passado, foi comemorada pelos secretários. Outra medida que eles defendem é o endurecimento para a progressão de regime para os condenados por crimes hediondos. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que extingue a progressão de regime para condenados por homicídios de policiais. O tema será agora apreciado pelo Senado.

Para debater mudanças legislativas que favoreçam o combate ao tráfico de drogas e armas, Rodrigo Maia anunciou no mês passado a criação de uma comissão de juristas que será presidida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. A ideia é que seja apresentado em quatro meses um anteprojeto de lei. O presidente do Consesp, Jefferson Portela, afirmou que ficou pactuado na reunião de hoje a participação de um secretário estadual de segurança na comissão.

“O arcabouço jurídico vigente não faz cumprir a função social do sistema criminal brasileiro. Hoje o sistema criminal não enfraquece o crime. Nós não estamos lidando com o crime comum. Lidamos com o comando nacionalizado de organizações criminosas e transnacionais”, declarou.

O presidente do Colégio Nacional de Secretários Estaduais de Segurança Pública, Jefferson Portela, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o secretário de segurança do Rio, Roberto Sá – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Agência Brasil

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Amazonas

Vereador Capitão Carpê solicita Emenda Parlamentar para auxiliar famílias afetadas pela pandemia

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Na manhã desta terça-feira (20), o vereador Capitão Carpê Andrade (Republicanos) protocolou um ofício ao presidente da Câmara Municipal, David Reis (Avante), solicitando ao Deputado Federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) a destinação de recursos por meio de uma Emenda Parlamentar para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 em Manaus.

Carpê destacou sua preocupação com as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade devido ao desemprego e a fome gerados pela pandemia de Covid-19.

“Precisamos somar esforços e recursos, a verba será destinada para compras de cestas básicas e ações que visam amenizar as dificuldades que muitas pessoas estão enfrentando, principalmente, as crianças que estão passando fome na nossa cidade”, afirmou o vereador.

Desemprego

A taxa média de desemprego no Brasil foi de 14,2% no trimestre de novembro a janeiro, a mais alta para um trimestre encerrado janeiro desde 2012, quando começa a série histórica. Isso significa que 14,3 milhões de pessoas estão na fila por um trabalho no país.

A taxa de desemprego no Amazonas atingiu 15,8% e superou a média nacional de 13,5% no ano de 2020. O recorde foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou situação semelhante em outros 19 estados.

Informações assessoria de comunicação

Foto: Raquel Catão

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Amazonas

Omar propõe à Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal a realização de audiências públicas itinerantes

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A intenção do parlamentar é aproximar o novo colegiado das comunidades e debater as principais questões no âmbito da segurança pública

A implantação de audiências públicas itinerantes para ouvir as principais demandas da sociedade foi uma das sugestões feitas pelo senador Omar Aziz (PSD) aos membros da Comissão Técnica Permanente de Segurança Pública Municipal (COMSEGPM), da Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante reunião, nesta quinta-feira, 15/04. Participaram do encontro, o presidente do colegiado, vereador Capitão Carpê (Republicanos), e os também membros, vereadores Dr. Eduardo Assis (Avante), Lissandro Breval (Avante) e William Alemão (Cidadania).

A comissão, que foi instalada no último dia 12 deste mês e que altera o Regimento Interno da CMM, tratará do combate à violência e à insegurança, em Manaus, bem como da reestruturação e a criação de um plano de carreiras para a Guarda Municipal. O novo colegiado possui 14 membros, dos quais sete são titulares e sete são suplentes.

De acordo com o Senador Omar, é importante que a comissão promova audiências públicas itinerantes com as comunidades e representantes locais nos bairros, para ouvir quais são as principais demandas, sugestões e insatisfações em cada zona da cidade. “A atividade fim de vocês (comissão) é nos bairros, é lá onde estão os problemas. Lá que vocês vão debater com a população e líderes locais o que é possível ser feito para tentar mitigar a sensação de insegurança que se espalhou pela cidade. Eu me coloco a disposição para ajudar no que for preciso”.

O parlamentar também destacou que poderá destinar emendas para compra de armamentos e viaturas. Omar também apoiou a intenção do colegiado de fortalecer e ampliar a Guarda Municipal.

O presidente da comissão, vereador Capitão Carpê, afirmou que o encontro com o senador Omar foi uma visita cordial com o intuito de estreitar as relações com o parlamentar, devido às articulações que o senador tem no âmbito federal, bem como por ser o presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado. “Viemos colocar a comissão à disposição (do senador), para que juntos possamos garantir mais recursos e trabalhar em prol de Manaus”.

O vereador ressaltou, ainda, que a comissão da CMM trabalhará para desenvolver políticas públicas voltadas para a prevenção e combate à violência dentro das comunidades. “Segurança pública vai muito além do que é repressão. Nós não vemos hoje, por exemplo, jovens e crianças com projetos sociais voltados para a comunidade. Enquanto o Estado se faz ausente, infelizmente, o crime impera e se faz presente”.

Informações assessoria de comunicação

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Amazonas

Após assalto, cinegrafista persegue ladrões em moto e é baleado em Manaus

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O cinegrafista Renê Silva, de 45 anos, foi baleado após perseguir ladrões que assaltaram a equipe de reportagem, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Ele foi atingido por dois tiros e está internado.

Segundo a jornalista Natasha Pinto, que acompanhava o cinegrafista, a equipe foi fazer uma gravação em uma quadra do bairro Coroado sobre um caso de tentativa de homicídio que ocorreu na noite de quarta-feira (14). Após a gravação, ao tentarem retornar para o carro, os jornalistas foram abordados por dois assaltantes em uma motocicleta.

Os suspeitos fugiram e levaram dois celulares. Com um celular reserva, a repórter avisou a produção do jornal. A equipe de reportagem deixou o local, e o cinegrafista, que também dirige o carro, avistou a dupla de assaltantes próximo ao Clube do Trabalhador, o Sesi.

A repórter disse que tentou anotar a placa da motocicleta, mas percebeu que o cinegrafista acelerou e jogou o carro para cima dos assaltantes, que caíram em via pública.

Ela relatou que o cinegrafista saiu do carro para tentar pegar os assaltantes, entrou em luta corporal, mas um deles atirou. O cinegrafista foi então atingido por dois tiros. A repórter disse que, ao ouvir os disparos, se escondeu atrás do carro.

Os assaltantes fugiram com os celulares da equipe, que acionou a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas as equipes de socorro não compareceram ao local.

Um motorista que passava pela via ajudou a repórter a levar o cinegrafista até o Hospital João Lúcio.

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