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Pesquisa e Inovação

Selo encontrado por arqueólogos pode comprovar a existência do profeta Isaías

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O profeta Isaías é um importante personagem bíblico, tendo um livro próprio no Antigo Testamento e centenas de citações no Novo Testamento. De acordo com os textos sagrados, ele viveu no reino de Judá entre os séculos VIII e VII a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, e teve participação na defesa de Jerusalém contra o cerco do rei assírio Senaqueribe. Entretanto, nenhuma evidência arqueológica de sua existência era conhecida. Até agora.

Com os 66 capítulos escritos no Livro de Isaías encontrados na Bíblia, até agora, está era a única fonte que atestava sobre existência do profeta.  Contudo, arqueólogos encontraram um selo possivelmente de propriedade do profeta, durante as escavações em 2009 em Ophel, uma colina ao sul de Jerusalém.

”Aparentemente nós descobrimos a impressão de um selo que deve ter pertencido ao profeta Isaías, numa escavação científica, arqueológica”, celebrou Eilat Mazar, pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém. ”Nós encontramos a marca de um selo do século VIII a.C. que deve ter sido feita pelo próprio profeta Isaías a apenas três metros de onde havíamos descoberto uma impressão de selo do rei Ezequias de Judá”.

A descoberta foi revelada nesta quinta-feira (22), em artigo publicado na revista “Biblical Archaeology Review”. O artefato foi encontrado num sítio arqueológico em Ophel, uma área entre o Monte do Templo e a Cidade de Davi, usada na antiguidade como complexo residencial da família real. Em escombros numa área adjacente a um edifício que funcionou como padaria real, os arqueólogos encontraram 34 pequenas peças de argila com impressões de selos, com os nomes de seus donos.

Sítio Arquelógico de Ophel – Foto: Eilat Mazar

Os pedaços de argila tinham apenas 1 centímetro de diâmetro e algumas estavam bastante danificadas. Entre as peças, uma traz o nome do rei Ezequias, cuja descoberta fora anunciada em dezembro de 2015. Os pesquisadores também conseguiram identificar sete impressões pertencentes a familiares de uma pessoa chamada Bes, provavelmente alguém importante na administração de Judá no período. Mas o artefato mais intrigante tinha a inscrição “Yesha’yah“, o nome em hebraico de Isaías, seguido pelas letras “N”, “V” e “Y”, as três primeiras para a palavra “profeta” em hebraico (Navi, soletrada como nun-beit-yod-aleph).

Porque a peça está levemente danificada no fim da palavra NVY, não sabemos se originalmente ela terminava com a letra hebraica aleph — afirmou Mazar. — O que resultaria na palavra em hebraico para “profeta” e identificaria de forma definitiva como uma assinatura do profeta Isaías. A falta desta última letra, entretanto, deixa em aberto esta possibilidade. O nome de Isaías, entretanto, está claro.

Rebelião de Ezequias 

Segundo os textos sagrados, o reino de Judá era vassalo do reino assírio, mas Ezequias se rebelou. Para conter a revolta, Senaqueribe cercou Jerusalém com centenas de milhares de soldados em 701 a.C. Ezequias, então, procurou o conselho do profeta, que recomendou resistir ao cerco, seguindo as palavras de Deus.

“ E quanto ao rei da Assíria, o seu exército não chegará a entrar em Jerusalém, nem disparará as suas armas ali, nem mesmo desfilará perante as suas portas, nem sequer construirá uma torre a partir da qual poderia atacar as suas muralhas. Regressará à sua terra pelo caminho por onde veio sem ter penetrado na cidade, diz o Senhor. Pela minha própria honra a defenderei, e pela memória do meu servo David”, conta o livro de Isaías. “Nessa noite o anjo do Senhor veio até o campo dos assírios e matou 185.000 soldados. Os que ficaram vivos, quando se levantaram pela manhã, ficaram estupefactos perante todos aqueles mortos na sua frente”.

O Antigo Testamento conta outros episódios em que Ezequias procurou Isaías, indicando que o profeta era bastante próximo e um dos principais conselheiros reais.

Se for o caso de a peça ser realmente do profeta Isaías, então não seria surpresa encontrá-la perto de uma pertencente ao rei Ezequias dada à relação simbiótica entre o profeta Isaías e o rei Ezequias descrita na Bília — disse Mazar.

*Com informações da fonte: O Globo

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Amazonas

Projeto instala sistema de energia solar em comunidade ribeirinha no Amazonas

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O dia 15 de junho de 2021 vai ficar marcado na história das 32 famílias que moram na Comunidade Santa Helena dos Ingleses, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus (RMM). É que depois de 32 anos convivendo com o vai e vem na energia elétrica, os moradores finalmente vão ter o serviço 24 horas por dia e sem interrupções.

O benefício foi viabilizado pelo projeto “Sempre Luz”, resultado da parceria entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e a empresa Unicoba da Amazônia S.A, que implantou o sistema de energia solar na comunidade ribeirinha. Santa Helena dos Ingleses é a primeira comunidade do Brasil em que todas as casas, propriedades privadas, igrejas, centro comunitário e escola são abastecidas pela energia solar.

Assistir à TV, um sonho antigo

Na casa do seu Dorval Rodrigues, que mora com a esposa e dois enteados na comunidade há 10 anos, tem apenas dois eletrodomésticos: um freezer e um ventilador. Com a chegada da energia solar ele vai conseguir realizar um sonho antigo: comprar uma TV para acompanhar o noticiário nacional.

“Agora eu vou poder comprar uma televisão para assistir aos programas que eu e minha família gostamos e também uma geladeira, porque, agora, com energia direta aqui na comunidade, vamos poder fazer isso”, revela o agricultor de 37 anos.

Veja a matéria completa em: Revista Cenarium http://encurtador.com.br/fEKX1

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Amazonas

Butantan estudará efeito da Coronavac em pessoas com comorbidades em Manaus

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O Instituto Butantan aplicará a CoronaVac em pessoas com comorbidades em Manaus em um estudo clínico para medir os efeitos da vacina contra Covid-19 na população com problemas de saúde pré-existentes, informou o instituto paulista nesta quarta-feira.

Para o estudo com pessoas do chamado grupo de risco para o coronavírus serão enviadas a partir de quinta-feira 10.156 doses da CoronaVac à capital do Amazonas para serem aplicadas em profissionais de educação e da segurança pública da rede estadual, com idade entre 18 e 49 anos. Este grupo, que terá a vacinação antecipada, será acompanhado pela equipe de pesquisadores que participa do estudo.

Dez mil pessoas participarão do estudo, sendo que 5 mil receberão a vacina do laboratório chinês Sinovac e 5 mil farão parte do grupo controle. A capital do Amazonas foi escolhido pois lá predomina a variante P1 do coronavírus, originada na cidade e que é mais transmissível.

Também nesta quarta o Butantan iniciou a segunda fase do estudo clínico com a CoronaVac na cidade de Serrana, no interior de São Paulo. A ideia é vacinar toda a população adulta da cidade com a vacina para medir os efeitos do imunizante na pandemia na cidade.

Fonte: UOL

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Pesquisa e Inovação

“Super-Terra” pode ter pistas sobre atmosferas em planetas distantes

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Foto: Reuters

Cientistas encontraram um planeta que orbita uma estrela relativamente próxima ao nosso sistema solar e que pode oferecer uma grande oportunidade para estudar a atmosfera de um planeta rochoso e semelhante à Terra, o tipo de pesquisa que poderia auxiliar na busca por vida extraterrestre. 

Os pesquisadores afirmaram na quinta-feira que o planeta, chamado Gliese 486 b e classificado como uma “Super-Terra” não é em si um candidato promissor como um refúgio para a vida. Imagina-se que ele seja inóspito –quente e seco como Vênus, com possíveis rios de lava fluindo em sua superfície.

Mas a proximidade com a Terra e as características físicas o tornam um bom candidato para um estudo de atmosfera com os telescópios espaciais e terrestres de nova geração, começando com o Telescópio Espacial James Webb, que a Nasa deve lançar em outubro.  Esses devem fornecer aos cientistas dados para decifrar as atmosferas de outros exoplanetas –planetas que ficam além do nosso sistema solar– incluindo os que podem abrigar vida.

“Nós dizemos que o Gliese 486 b irá se tornar instantaneamente a Pedra de Rosetta da exoplanetologia –pelo menos para os planetas semelhantes à Terra”, disse o astrofísico e co-autor do estudo José Caballero, do Centro de Astrobiologia da Espanha, em referência à antiga placa de pedra que ajudou pesquisadores a decifrar os hieróglifos egípcios.

Cientistas descobriram mais de 4.300 exoplanetas. Alguns deles são gigantes de gás, similares a Júpiter. Outros são menores, rochosos, planetas mais parecidos com a Terra, o tipo que é considerado um potencial mantenedor da vida, mas os instrumentos científicos disponíveis atualmente nos dizem pouco sobre suas atmosferas.

“O exoplaneta precisa ter as configurações físicas e orbitais corretas para que seja elegível para investigação atmosférica”, disse o cientista planetário Trifon Trifonov, do Instituto Max Planck para Astronomia, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na revista Science.

 

*Fonte: Reuters

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