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Suprema Corte dos EUA derruba lei federal que garante direito a aborto

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A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, nesta sexta-feira (24/6), uma lei federal que garantia o direito das mulheres a abortarem legalmente no país. A medida estava em vigor há 49 anos.

A mudança não proíbe o aborto no país, mas abre espaço para que cada um dos 50 estados adote vetos locais. Mulheres protestam em frente a sede da Suprema Corte, em Washington (foto em destaque).

A Corte considerou como válida uma lei criada no estado do Mississipi, de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação, mesmo em casos de estupro. Os juízes usaram este caso como oportunidade para derrubar a decisão, de 1973, conhecida como Roe vs. Wade, que liberou o procedimento no país.

Nos anos 1970, os juízes haviam relacionado o aborto com o direito à privacidade, ao considerarem que os governos não poderiam interferir em uma escolha de foro íntimo da mulher —a de manter ou não uma gestação. O direito à privacidade é garantido por duas emendas à Constituição dos EUA, a 9ª e a 14ª.

Já nesta sexta, a maioria dos magistrados adotou posição oposta e considerou que relacionar o procedimento com o direito à privacidade não faz sentido.

A decisão vazou em maio. Na prática, ela representa uma vitória para o partido Republicano e as alas conservadoras e religiosas do país, que queriam proibir a interrupção legal da gravidez.

Com informações: Metrópoles

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Cultura e Entretenimento

Steve Grimmett: vocalista do Grim Reaper morre aos 62 anos

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O vocalista Steve Grimmett, famoso pelo trabalho na banda Grim Reaper, morreu aos 62 anos de idade. A informação veio nas redes sociais por meio de seu irmão Mark. As causas ainda não foram reveladas.

“Eu realmente não sei por onde começar, então acho que vou direto ao ponto. É com grande tristeza e com o coração muito pesado que eu tenho que dizer a todos vocês que meu talentoso irmão Steve Grimmett faleceu tristemente hoje, meu coração está com Millie, sua esposa, minha mãe e meu pai, Russell, Sami e Ethan. Sentirei sua falta mais do que palavras jamais dirão, te amo mano”, disse.

O produtor Max Norman, que trabalhou no terceiro álbum clássico do Grim Reaper, “Rock You To Hell”, de 1987, também falou sobre a morte de Steve, escrevendo: “Muito angustiado ao ouvir que aquele velho amigo e cantor do Grim Reaper, Steve Grimmett, nos deixou. Um vocalista fantástico e um perfeito cavalheiro – você fará falta meu amigo. Condolências a Mark e Millie e amigos e família – uma perda muito, muito triste…”.

Em janeiro de 2017, Grimmett teve sua perna direita parcialmente amputada depois que uma ferida infectada em seu pé se espalhou para os ossos de sua perna durante uma turnê de cinco semanas do grupo pela América do Sul. A cirurgia que salvou sua vida foi realizada no Equador e o vocalista ficou no hospital por pouco mais de um mês, enquanto os fãs arrecadavam US$ 14 mil para trazê-lo para casa depois que sua companhia de seguros se recusou a pagar por causa do tipo de trabalho que ele estava fazendo.

Por: Gustavo Maiato

Com informações: Whiplash.net

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Destaque

Talibã celebra um ano no poder e meninas e mulheres sofrem

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Para comemorar um ano desde a retirada das tropas americanas do território do Afeganistão, o Talibã e seus apoiadores agitaram a bandeira branca e preta do grupo nas ruas afegãs, nesta segunda-feira (15). Mas essa celebração vem acompanhada de sofrimento às meninas e mulheres, que não têm acesso à educação e trabalho.

Nos 12 meses desde a retirada caótica das tropas dos Estados Unidos, alguns afegãos saúdam a melhoria da segurança, mas lutam contra a pobreza, a seca, a desnutrição e a esperança cada vez menor entre as mulheres de que terão um papel decisivo no futuro do país.

Em Cabul, alguns homens atiraram para o alto e algumas centenas de pessoas, incluindo apoiadores, combatentes e autoridades do Talibã, se reuniram na praça em frente à embaixada dos EUA para marcar a data.

Eles seguravam faixas que incluíam o slogan “morte aos Estados Unidos”. “Este dia é o dia da vitória da verdade sobre a falsidade e o dia da salvação e liberdade da nação afegã”, disse o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, em um comunicado.

Em uma cerimônia com a presença de ministros do governo do Talibã, Amir Khan Muttaqi, ministro das Relações Exteriores em exercício, afirmou que seu governo trouxe segurança onde os Estados Unidos falharam e que o grupo deseja relacionamentos positivos com o mundo.

“Queremos um bom relacionamento com todos os países, não deixaremos o território do Afeganistão ser usado contra ninguém”,

disse o ministro das relações exteriores.

O país está fisicamente mais seguro do que quando o movimento islâmico linha-dura lutava contra as forças estrangeiras lideradas pelos EUA e aliados afegãos, embora uma ramificação local do Estado Islâmico tenha realizado vários ataques.

No entanto, essa segurança relativa não pode camuflar a escala do desafio que o Taliban enfrenta para colocar o Afeganistão em um caminho de crescimento econômico e estabilidade.

Devido ao isolamento do país, há enormes pressões sobre a economia, já que governos estrangeiros se recusam a reconhecer seus governantes.

A ajuda ao desenvolvimento, da qual o país dependia muito, foi reduzida conforme a comunidade internacional exige que o Talibã respeite os direitos dos afegãos, particularmente meninas e mulheres cujo acesso ao trabalho e à educação foi restringido.

O Talibã se recusa a ceder a essas exigências, dizendo que respeita todos os direitos dos afegãos dentro da estrutura de sua interpretação da lei islâmica.

O Talibã, inclusive, está solicitando que 9 bilhões de dólares em reservas do banco central mantidos no exterior sejam devolvidos, mas as negociações com os Estados Unidos enfrentam obstáculos, incluindo as exigências dos EUA de que um líder do Taliban sujeito a sanções renuncie de sua posição como segundo em comando no banco.

Até que haja uma grande mudança nas posições de ambos os lados, não há solução imediata à vista para a espiral de preços, aumento do desemprego e fome que devem piorar com a chegada do inverno.

“Estamos todos caminhando para a escuridão e o infortúnio”, disse Amena Arezo, médica da província de Ghazni, no sudeste do país. “As pessoas não têm futuro, especialmente as mulheres.”

*Reportagem de Mohammad Yunus Yawar e Charlotte Greenfield, da Reuters

Com informações: Em Tempo

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Destaque

Anistia Internacional pede investigação de massacre na Etiópia

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A Anistia Internacional cobrou de autoridades da Etiópia uma “investigação imparcial” sobre o “assassinato sumário” de mais de 400 pessoas de etnia Amhara na região de Oromia, no dia 18 de junho.

“As autoridades etíopes não devem poupar esforços para garantir que os autores desses assassinatos sejam levados à Justiça”, disse o diretor da organização não-governamental (ONG) para a África Meridional, Deprose Muchena, em comunicado.

Segundo Muchena, as mortes revelam “um total desprezo dos perpetradores pelas vidas humanas”.

Testemunhas entrevistadas pela Anistia Internacional, assim como o governo etíope, atribuíram o massacre aos membros do Exército de Libertação de Oromo (OLA), que negam os atos.

O ataque ocorreu na manhã do dia 18 de junho nas aldeias de Tole e Kebele, sendo que a maior parte dos homens já havia deixado suas casas para ir trabalhar nos campos de cultivo, conforme indicaram familiares das vítimas. A maior parte dos mortos eram mulheres e crianças.

“Mataram 42 pessoas num único local onde só se encontrava um homem adulto. O resto eram mulheres e crianças. Encontramos os corpos empilhados. Entre os mortos, estavam recém-nascidos”, disse Hussein (nome fictício por questões de segurança), em depoimento à ONG.

O homem, de 64 anos, identificou um total de 22 familiares mortos, incluindo filhos e netos. Além das mortes, os agressores também queimaram casas e roubaram gado, dinheiro e cereais.

Ainda de acordo com o relatório da Anistia Internacional, forças de segurança governamentais só chegaram ao local cinco horas após o massacre, apesar de residentes terem informado de imediatos funcionários que estavam na região.

“A impunidade generalizada na Etiópia gera ciclos de violência”, lamentou Muchena, ao pedir ao governo de Adis Abeda acesso total à região por parte dos investigadores da Comissão Internacional de Especialistas em Direitos Humanos do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além do massacre de junho, no dia 4 de julho, pelo menos 320 pessoas morreram num outro ataque atribuído ao OLA na localidade de Kelem Welega, região de Oromia. Além da violência entre comunidades, o país enfrenta um período marcado pela guerra no Tigré que se prolonga desde 2020 entre grupos armados da região norte da Etiópia e o governo federal.

Com informações: A Crítica

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