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Ciência e Tecnologia

Universo se expande 9% mais rápido e cientistas desconhecem o motivo

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Universo em expansão

Uma crise de proporções cósmicas vem ganhando contorno: o Universo está se expandindo 9% mais rapidamente do que se previa, e cientistas não estão certos do motivo. A mais recente e precisa estimativa da taxa de expansão atual do Universo — um valor conhecido como a constante de Hubble — vem de observações da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que conduz uma pesquisa tridimensional da Via Láctea.

Os novos dados colocam a constante a 73, o que significa que galáxias estão se afastando de nós 73 quilômetros por segundo mais rápido para cada megaparsec adicional de distância entre a Via Láctea e essas galáxias (um megaparsec é igual a cerca de 3,3 milhões de anos-luz).

No entanto, esta nova estimativa está em total contradição com uma medida independente da constante. Até então, os cientistas usavam o equivalente cósmico de um gráfico de crescimento infantil — um modelo computacional que descreve aproximadamente a idade e a forma do universo e as leis da física — para prever a velocidade com que o universo deveria estar se expandindo hoje. Isso dava um valor de 67 para a constante de Hubble.

O descompasso é significativo e problemático porque essa constante — proposta por Edwin Hubble nos anos 20 — é amplamente considerada como o número mais fundamental na cosmologia.

”O fato de o Universo estar se expandindo é realmente um dos dados mais poderosos que temos para determinar a composição, a idade e o destino do Universo”, disse ao britânico “Guardian” o professor Adam Riess, do Instituto de Ciências Espaciais e Telescópicas, dos Estados Unidos, que liderou a análise mais recente. – A constante de Hubble quantifica tudo isso em um único número.

‘Nova Física do Universo’?

Até recentemente, os cientistas esperavam que, à medida em que as medições se tornassem mais precisas, esse defasamento diminuísse. Isso porque eles acreditavam que o “gráfico da evolução cósmica” tinha o dado correto, e as medições a partir de observação das agências espaciais iriam apenas confirmar o mesmo dado. Entretanto, a diferença entre os dois dados (o da análise de gráfico e o observado em missões) vem se ampliando, e o cálculo mais recente dá uma chance de apenas 1 em 7 mil de a discrepância ser reduzida ao acaso.

”Se isso continuar, podemos estar lidando com o que chamamos de nova física do Universo”,disse Adam Riess.

O pesquisador, que levou o Prêmio Nobel de Física em 2011 por fornecer evidências de que a expansão do Universo está se acelerando, faz parte de uma equipe focada no desenvolvimento de métodos ultraprecisos para medir distância exata entre estrelas — que é uma das formas de avaliar essa expansão.

As últimas observações da missão Gaia avançaram nesse esforço, identificando dezenas de novas estrelas Cepheid, que têm a característica especial de que sua luz pisca a uma taxa diretamente ligada ao brilho que a estrela tinha na sua origem. Assim, observando as pulsações desses corpos celestes, os cientistas podem descobrir a sua luminosidade original e, portanto, a que distância elas e suas galáxias nativas estão.

Próximos 5 anos

A crise na cosmologia, como foi descrita uma reunião da Sociedade Americana de Física no mês passado, poderá em breve ser resolvida, acredita a comunidade científica, por meio de novas medições da constante de Hubble baseada em observações de ondas gravitacionais pela colaboração do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo), fundado em 1992 nos EUA.

”Nos próximos cinco anos, provavelmente vamos acertar isso”, afirmou ao “Guardian” John Peacock, professor de cosmologia da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

*Fonte: O Globo

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Amazonas

Ministro da Saúde define data para o dia “D” da vacinação contra o Coronavírus

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Em reunião com cem prefeitos nesta quinta-feira, dia 14, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que o início da vacinação contra a Covid-19 será na próxima quarta-feira, dia 20, às 10 horas. A informação foi transmitida pelos mandatários que cobravam do ministro a definição de qual seria o “dia D” e a “hora H” propalada pelo ministro na última segunda-feira, dia 11, em Manaus, que está sofrendo com a segunda onda da pandemia.

O cronograma ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) que vai analisar o uso emergencial das vacinas CoronaVac e Astrazeneca neste domingo, dia 17. Os dois imunizantes é o que estão em fase mais avançada para aprovação, segundo os prefeitos.

Pelo cronograma divulgado, seriam 8 milhões de doses em janeiro e 30 milhões de doses em fevereiro.

Fonte: Veja

 

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Ciência e Tecnologia

Nova lei do Fust é sancionada e levará internet a locais sem acesso

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Foto: Minicom

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que atualiza as possibilidades de uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para permitir que as políticas governamentais de telecomunicações possam ser financiadas com esses recursos.

Criado originalmente para a difusão da telefonia fixa, o dinheiro do Fust agora poderá financiar projetos que promovam a democratização da internet e de novas tecnologias.

O projeto de lei tramitou por 13 anos nas Casas Legislativas e, com a atuação do Ministério das Comunicações, foi aprovado pelo Senado, com 69 votos a favor e um contrário, no último mês.

De acordo com o ministério, com a mudança nas regras, o Fust poderá ser usado para ampliar ou implantar serviços de conexão, proporcionando, entre outros, o acesso à internet a pecuaristas, agricultores, escolas rurais e famílias de baixa renda que, hoje, não têm acesso à internet.

Com a nova Lei, o Fust poderá ser usado não apenas na melhoria da qualidade das redes e serviços, mas na redução de desigualdades regionais em telecomunicações e na promoção do uso de novas tecnologias de conectividade. Tanto serviços prestados em regime público quanto privado poderão receber recursos do fundo.

Para o ministério, um dos setores mais beneficiados será o agronegócio, uma vez que produtores passarão a contar com a modernização do cultivo, manejo e colheita com a ajuda de sistemas dependentes da internet.

“O Fust poderá levar internet aos produtores que estão em regiões distantes dos grandes centros urbanos e criar fazendas inteligentes, com o uso de tratores autônomos, drones e colheitadeiras interligados a redes sem fio. Além de favorecer uma ampliação significativa da produção agropecuária, a modernização no campo vai gerar milhões de empregos diretos e indiretos”, comemorou o Ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Investimento

Quanto à modalidade de financiamento, parte das receitas anuais do Fust poderá ser aplicada na forma de apoio não reembolsável, ou seja, o dinheiro será destinado a investimento em telecomunicações. Há também a forma reembolsável, em que agentes financeiros, como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), poderão utilizar recursos do fundo para realizar operações de créditos para financiar projetos em telecomunicações.

A lei prevê ainda a criação de um fundo garantidor. Assim, pequenos provedores, que não possuem bens para dar em garantia e, com isso, têm dificuldade para conseguir financiamentos, terão o amparo do Fust para ter acesso a linhas de crédito.

Conselho Gestor

O texto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro prevê a criação de um Conselho Gestor para o Fust, vinculado e presidido pelo Ministério das Comunicações, com o intuito de garantir agilidade na implementação das políticas públicas voltadas à ampliação da infraestrutura e à expansão dos serviços.
O Conselho Gestor será composto por um representante de cada um dos seguintes ministérios: Comunicações; Ciência, Tecnologia e Inovações; Economia; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Educação; Saúde. Também haverá um representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e dois das prestadoras de serviços de telecomunicações (um deles das prestadoras de pequeno porte), além de três integrantes da sociedade civil.

Fust

O Fundo foi instituído pela Lei n° 9.998, de 17 de agosto de 2000, com o objetivo de universalizar os serviços de telecomunicações em regiões que, por motivos como baixa densidade demográfica, baixa renda da população, inexistência de infraestrutura adequada ou outros, não oferecem taxa de retorno viável para investimentos das empresas do setor.

As principais receitas que compõem o fundo são a contribuição de um por cento sobre a receita operacional bruta, decorrente de prestação de serviços de telecomunicações nos regimes público e privado e as transferências de recursos provenientes do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

 

*Com informações do Ministério das Comunicações.

*Edição: Kelly Oliveira/Agência Brasil

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Brasil

Governo libera R$ 409 milhões para projetos de tecnologias da internet

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

O Ministério das Comunicações (Minicom) anunciou nesta terça-feira (24) o repasse de R$ 409 milhões para investimentos no desenvolvimento e ampliação de tecnologias de internet das coisas em sistemas agrícolas, de transporte, de saúde e de segurança, e em soluções para internet 5G. Os recursos são provenientes do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicação (Funttel), que completa 20 anos esta semana. 

De acordo com o governo federal, os recursos vão financiar 17 projetos, em um prazo de 36 meses, a partir de operações de crédito viabilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Cada instituição receberá R$ 204,9 milhões. O limite de financiamento é de até R$ 30 milhões por entidade ou empresa beneficiária a cada 24 meses, mas esse valor poderá ser ampliado mediante autorização específica do conselho gestor do Funttel.

“A gente elencou duas prioridades. A primeira é usar esses R$ 200 milhões para dar acesso a conexão de internet para cerca de 800 mil pessoas. E a segunda, usar esses recursos para toda a cadeia de telecomunicações e inovação”, destacou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, durante cerimônia que marcou a transferência dos recursos do Ministério das Comunicações para o banco.

A expectativa do governo é que os projetos possam gerar até 41 mil novos empregos diretos e indiretos no país, além de aumentar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações.

Segundo o Minicom, o repasse deste ano é o maior montante anual já liberado pelo Funttel desde a sua criação, uma alta de 36% em relação a 2019, e quase quatro vezes superior à média anual de repasses feitos entre 2001 e 2018. O Funttel foi criado em 2000 com o objetivo de estimular projetos de inovação tecnológica, a capacitação de pessoas, o fomento à geração de empregos e a promoção do acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital.

A gestão deste fundo está no âmbito do Ministério das Comunicações. O recurso é formado a partir 0,5% sobre o faturamento líquido das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações e contribuição de 1% sobre a arrecadação bruta de eventos participativos realizados por meio de ligações telefônicas.

 

*Por Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

*Edição: Liliane Farias

 

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