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ASSÉDIO: servidora é exonerada do cargo após denunciar secretário do prefeito, no interior do AM

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Após ser vítima de assédio moral por parte do secretário de Turismo, Alexandre Bezerra Lins, a servidora pública Kamila Fernanda Alves de Almeida, 30 – que exercia o cargo em comissão CC-4, assessora de coordenadoria da Secretaria de Turismo de Presidente Figueiredo -, foi exonerada de seu posto pelo prefeito do município, Romeiro José Costeira de Mendonça, no dia 6 de outubro, como prova de amizade do parlamentar para com o secretário Lins.

Após o fato ser noticiado pela imprensa local e com as provas do assédio em mãos, Kamila pagou caro por denunciar o secretário à Procuradoria Geral do município, através do Sindicato dos Servidores Públicos. A vítima foi notificada pela repartição pública, no dia 3 de outubro, para comparecer ao local, a fim de prestar esclarecimentos a respeito do ocorrido, conforme o processo 4269/2017.

Segundo Kamila, todas as exigências feitas pela Procuradoria foram atendidas regularmente dentro dos prazos, mas o resultado foi extremamente constrangedor. Após cumprir todas as exigências internas, o processo foi retirado e o caso encerrado com a exoneração da servidora no dia 6 deste mês.

Na ocasião, o escândalo foi levado ao conhecimento do prefeito Mendonça, registrado em Boletim de Ocorrência na delegacia do município e comunicado à Câmara Municipal com documentos que atestam a má conduta do secretário.

Em uma das mensagens enviadas, via WhatsApp, de Alexandre para Kamila, o secretário a assedia de maneira explícita. Na mensagem, ele diz: “Eu quero uma foto sua no banho bem sensual”. Por sua vez, Kamila responde: “Eu acho que vc mandou a mensagem para a pessoa errada”.

Documento assinado pelo prefeito do município, Romeiro José Costeira de Mendonça, no dia 6 de outubro – Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Desabafo

Após o ocorrido, a servidora exonerada fez um desabafo nas redes sociais:

NEGRA, POBRE, MÃE SOLTEIRA E DESEMPREGADA. Será esse o motivo de não se fazer justiça e a omissão do poder público? Não vou dizer que é o fim da novela, pois vou até a última instância doa a quem doer. Mas quero aqui fazer um breve resumo da impunidade que vem ocorrendo dentro do nosso município. Após minha denúncia, fui devolvida pelo secretário de Turismo no dia 12/07 para a secretaria de administração. Em conversa com o secretário de gabinete, na sede da prefeitura, fui comunicada de que seria instaurado um inquérito administrativo e que eu não deveria me preocupar, pois o recado do sr. Prefeito era de que meus direitos seriam resguardados até o fim, e em julgamento da apuração dos fatos, que eu ficaria à disposição do prefeito e que meu salário continuaria intacto. Fui notificada no dia 03/10, pela Procuradoria Geral do município, para que me manifestasse e prestasse esclarecimentos a respeito do que vinha ocorrendo, conforme o processo 4269/2017. Conforme solicitado, entreguei e protocolei meu manifesto dentro do prazo solicitado, inclusive com algumas provas entregues em mídia. A outra parte foi notificada e não entregou seu manifesto. Após tudo isso, retiraram o processo da Procuradoria Geral do município e disseram que não seria mais necessário apurar nada, que o processo se dava por encerrado e que eu seria exonerada. Por fim, pasmem, fui exonerada dia 06/10 e só tive conhecimento hoje. Meu caso segue impune e outras vítimas foram silenciadas. A palavra de hoje é DECEPÇÃO, e espero que o Ministério Público e o Fórum de Justiça de Presidente Figueiredo também não seja omisso a tantas evidências.”

Alexandre mandava mensagens à servidora, pedindo fotos sensuais dela – Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Por equipe do Portal do Minuto

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Vereador Capitão Carpê propõem ao prefeito de Manaus a criação da primeira Base Municipal de Valorização à Vida, na ponte sobre o Rio Negro

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Foto: Ítalo Sena

Na sessão plenária desta terça-feira (04), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Capitão Carpê Andrade (Republicanos), propôs ao prefeito de Manaus, David Almeida, por meio de indicação a criação do Núcleo de Atendimento Clínico a Pessoas em Risco de Suicídio e de Valorização à Vida no âmbito municipal, na ponte sobre o Rio Negro.

No documento, a proposta é que o núcleo seja parte integrada da Secretária da Mulher, Assistência Social e Cidadania (SEMASC), sendo dispostos profissionais qualificados que farão atendimentos diário sendo importante serviço de apoio relacionado às necessidades de saúde mental, oferecendo acolhimento psicossocial, rondas diárias com apoio da Polícia Militar e entrega de cartilhas com informativos.

“Quando eu trabalhava na 8º Cicom, atendia de três a quatro ocorrências de tentativa de suicídio por semana na ponte sobre o Rio Negro. Nada, absolutamente nada foi feito para solucionar ou prevenir que pessoas tirassem suas vidas nesse local”, afirmou o vereador.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Para ajudar nessa prevenção é necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Em 2019, 124 pessoas se suicidaram no Amazonas e, no primeiro semestre de 2020, o número de suicídios no estado passou de 60, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/AM). Fontes não oficiais registraram desde a sua inauguração, em 2012, mais de 50 suicídios, na ponte sobre o Rio Negro.

“Todas as indicações que apresentei para buscar atendimentos integrados não foram atendidas. Até as câmeras de vigilância eletrônica foram retiradas.

Estou hoje como vereador, sendo voz da sociedade solicitando mais uma vez que seja instalada uma Base Municipal de Valorização à Vida, na ponte. Quem comete suicídio, não quer morrer”, concluiu o capitão Carpê.

Informações Assessoria

Foto: Ítalo Sena

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Chacina termina com quatro mortos e um ferido em Itacoatiara

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Na manhã desta quinta-feira (28), o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remover quatro corpos de uma estrada de barro no Município de Itacoatiara, a 269 km de Manaus.

De acordo com informações da Polícia Militar do Amazonas, os corpos estavam em um sítio localizado no km 2 do Ramal da Sudam, que fica no Km 37 da AM -010.

Todos os corpos foram encontrados amarrados e esquartejados. Tudo leva a crer que as vítimas foram torturadas antes de serem mortas a tiros, e depois tiveram os seus corpos mutilados com terçados.

A Polícia Militar e a Delegacia Interativa de Itacoatiara estão apurando o caso, considerado como chacina. A vítima ferida foi encaminhada ao Hospital José Mendes, localizado na avenida Sete de Setembro de Itacoatiara.

Populares contam que uma das vítimas, conhecida como Alexandre, teve a cabeça decapitada. O Instituto Médico Legal (IML), realizou a remoção dos corpos e relatam que a causa da morte foram disparos de arma de fogo e golpes de arma branca.

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CPI da Covid: Omar Aziz é eleito presidente; Randolfe Rodrigues, vice; e Renan Calheiros, relator

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O Senado instalou nesta terça-feira (27) a CPI da Covid, Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por apurar ações e omissões do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia.

Durante a sessão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi eleito presidente, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente. Em seguida, Omar Aziz indicou Renan Calheiros (MDB-AL) relator dos trabalhos.

Com a definição dos três senadores, prevaleceu o acordo feito pela maioria dos parlamentares da CPI, que reuniu as maiores siglas (MDB, PSD), a oposição e independentes. Aliados do governo tentaram impedir que Renan assumisse a relatoria.

Em negociações prévias, senadores que compõem a CPI querem iniciar os trabalhos apurando o processo de aquisição de vacinas contra o coronavírus.

Estão na mira, principalmente, as negociações com a farmacêutica Pfizer, que em agosto do ano passado ofereceu ao governo brasileiro 70 milhões de doses da vacina com previsão de entrega ainda em dezembro daquele ano. A oferta, porém, foi recusada.

Em entrevista à revista “Veja”, o ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten creditou o atraso do governo na aquisição de vacinas à “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde, à época comandado pelo general Eduardo Pazuello.

Membros da CPI trabalham para convocar Wajngarten e Pazuello como uma das ações iniciais da comissão. Uma acareação entre os dois auxiliares do governo Bolsonaro também é estudada.

Fonte: G1

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