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Há 348 anos, Manaus começa a escrever sua história

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Manaus – Cidade histórica e portuária, conhecida como a capital do estado do Amazonas e situada no centro da maior floresta tropical do mundo, na confluência dos rios Negro e Solimões. Localizada na região norte do país, a cidade ganha destaque por seu patrimônio arquitetônico e cultural bastante notável – teatros, museus, bibliotecas, templos e palácios. Atualmente, também é reconhecida por ser a metrópole brasileira mais visitada por turistas, sendo classificada como o décimo maior destino turístico do país.

Teatro Amazonas Ópera House, o maior cartão postal de Manaus – Foto: Jorge Herrán

História

Originalmente fundada em 1669 pelos portugueses, a partir do forte de São José da Barra do Rio Negro, a sede da Capitania foi elevada à Vila Manaos em 1832, a fim de homenagear a tribo indígena dos manaós – habitante da região dos rios Negro e Solimões –, sendo legalmente transformada em cidade no dia 24 de outubro de 1848, com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Anos mais tarde, em 04 de setembro de 1856, voltou a ter seu nome atual. Na língua indígena, Manaus é a variação de Manaos, que significa Mãe dos Deuses.

Ainda naquele tempo, os portugueses ergueram uma capela em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, que hoje é conhecida como a padroeira do lugar.

No início do século 20, Manaus ficou conhecida como a Paris dos Trópicos, devido a sua intensa modernização durante a época áurea da borracha – que era extremamente valorizada, atraindo investimentos estrangeiros e imigrantes de algumas partes do mundo, sobretudo franceses.

Manaus em 1960 – Foto: Silvino Santos

Porém, com o passar dos anos, o interesse pela borracha foi diminuindo e a cidade acabou sofrendo com isso. Somente alguns anos depois, entre 1950 e 1960, com a criação da Zona Franca, Manaus conseguiu se reerguer economicamente e voltou a crescer através da indústria e comércio.

Consequentemente, o turismo também cresceu bastante e, atualmente, a capital amazonense – também conhecida como Coração da Amazônia e Cidade da Floresta – atrai muitos visitantes.

Os manauaras comemoram o aniversário da cidade com o famoso evento Boi-Manaus, uma espécie de micareta do Boi-Bumbá – festa tradicional do Amazonas que ocorre anualmente no município de Parintins.

Boi Manaus

Festa Boi Manaus – Foto: Divulgação/Catraca Livre

Feriados locais

Além dos feriados nacionais, o município reconhece outras três datas anuais como sendo feriado decretado:

05 de setembro – Elevação do Amazonas à categoria de Província;
24 de outubro – Aniversário de Manaus;
08 de dezembro – Dia de Nossa Senhora da Conceição (padroeira do estado do Amazonas).

Ponte Rio Negro – Foto: Ione Moreno

Por Narel Desiree

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Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual Múltipla, Foram Múltiplos Conhecimentos

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A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual Múltipla aconteceu no período de 21 a 28 de agosto deste ano, com o tema: “É tempo de transformar conhecimento em ação”. A campanha anual é desenvolvida, desde 1963, pela Federação Nacional das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A data foi instituída pela Lei nº 13.585/2.017 e busca conscientizar a sociedade acerca da luta pelos direitos das pessoas com deficiência, além de divulgar conhecimento sobre as condições sociais dessa população, como meio de transformação da realidade e superação das barreiras que as impedem de participar coletivamente em igualdade de condições com as demais pessoas.

Em Manaus, o evento foi realizado pela FEAPAES – AM, localizada na Rua G Nº37B, Conjunto El Dorado, Bairro Parque Dez de Novembro – Zona Centro-sul da cidade. A programação começou no dia 21 de agosto e foi encerrada no dia 28 do mesmo mês, veja abaixo como foi a programação.

Foi uma semana repleta de atividades importantes para os apaeanos, que foram homenageados pelo time do Manaus FC, houve divulgação na TV, nos programas Amazonas da Sorte e em outros programas da Band Manaus, TV Norte e outras emissoras e portais de notícias, além das panfletagens nas ruas e shoppings. Os apaeanos também foram recebidos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para uma audiência Pública, bem como na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Houve visitação no Centro dos Povos da Amazônia, Teatro Amazonas, Largo São Sebastião e uma visita especial ao Circo do Marcos Frota. Além das palestras de conscientização e dos debates, também teve concurso de dança e a escolha dos Autodefensores da FEAPAES AM.

Autodefensores

Tive a honra e o privilégio de ser convidado para ser um dos jurados que iria escolher os Autodefensores da FEAPAES AM, que terão a responsabilidade de defender os demais interesses dos colegas da Apae, em que estão inseridos, sugerindo ações de aperfeiçoamento. Serão os porta vozes de seus companheiros diante à diretoria da instituição e à sociedade, uma conquista para as pessoas com deficiência, na busca pelo crescimento e da autonomia. Na oportunidade, os jurados deveriam avaliar a COMUNICAÇÃO, CONHECIMENTO, SEGURANÇA, NATURALIDADE e AUTONOMIA dos candidatos, que também tiveram que fazer uma apresentação de 3 minutos, onde foram avaliados pela sua CRIATIVIDADE, EVOLUÇÃO, HARMONIA, INTERPRETAÇÃO, ESPONTANIEDADE.

Como jurado, posso dizer que foi uma experiência marcante na minha vida e que levarei no coração por onde eu for,  como escritor deu vontade de escrever um livro sobre a história desse grande dia, como poeta, fazer um poema sobre cada um ali presente , e como compositor, escrever uma bela canção sobre a vida desses jovens e adultos que se superam todos os dias, e não posso deixar de citar os pais e familiares que estavam ali acompanhado seus filhos, torcendo e vibrando em cada apresentação, são lembranças que ficarão marcadas e servirão de exemplo sempre.

Destaco também o trabalho da FEAPAES AM, que mostra para esses jovens que possuem suas limitações físicas e mentais, que eles são capazes de realizar grandes conquistas na vida, por que eles já nascem como grandes conquistadores em um mundo repleto de pessoas em perfeitas condições, mas que passam pela vida sem deixar nenhum legado e não agregam nada de bom à sociedade.

Parabenizo os vencedores eleitos como Autodefensores da FEAPAES AM, Tereza de Souza Riça ( Iranduba), que fez uma apresentação emocionante, mostrando vasto conhecimento e educação incrível, uma energia que contagiou à todos os presente, tenho certeza que irá representar com todos os méritos a causa dos seus colegas, e ao Isaias dos Santos Araújo (Iranduba), que animou a galera dançando seu carimbó, mostrando também conhecimento e muita alegria, e junto com a Tereza Riça, tenho certeza de que irão exercer um mandato com muita sabedoria.

FICHA TÉCNICA DO EVENTO:

AUTODEFENSOR: ISAIAS DOS SANTOS ARAÚJO
AUTODEFENSORA: TEREZA DE SOUZA RIÇA

DIRETORIA

PRESIDENTE: MARIA DO PERPETUO SOCORRO CASTRO GIL
VICE-PRESIDENTE: PAULO ROBERTO LAMEGO
DIRETORA DE PATRIMONIO: TELMA MARIA VIGA DE ALBUQUERQUE
DIRETOR SOCIAL: JORGE WILLIAN BIAZE CAMPOS

EQUIPE FEAPAES-AM

SECRETÁRIO: DAVIDSON DA SILVA NASCIMENTO
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: GRECIA FREITAS RODRIGUES
MOTORISTA: KLEBIO GOMES PEREIRA
CAPTADOR DE RECURSOS: MARCELO BRAGA DE SOUZA
T.I: JORDAN SOARES
CONTADOR: ADRIANO DOS SANTOS VIEIRA
COORDENADORA AUTODEFENSORES: TATYANI LIMA
VOLUNTÁRIA: GREZIA FREITAS RODRIGUES

JURADOS

SID SHELDOWT
JOÃO PAULO DA SILVA OLIVEIRA
BRENO MARX
JONATHAS CANDIDO MACHADO
FRANCISCO MENEZES S. FILHO
RAPHAEL AMAZONAS
PORTHOS DA COSTA CASTELO BRANCO
RAIMUNDA GIL SCHAEKEN

FOTOGRAFIA

CLAUDIA MIYUKI HIGUCHI

Alguns números

De acordo com o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou ter algum grau de dificuldade em pelo menos uma das habilidades investigadas (enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus), ou possuir deficiência mental/intelectual. Seguindo orientações internacionais, considerou-se “pessoa com deficiência” os indivíduos que responderam ter pelo menos muita dificuldade em uma ou mais questões.

Em 2010, a deficiência visual estava presente em 3,4% da população brasileira;
a deficiência motora em 2,3%; deficiência auditiva em 1,1%;
e a deficiência mental/intelectual em 1,4% | Fonte: IBGE


O IBGE reforça que o governo e a sociedade devem pensar em ações para incluir os brasileiros,
independente de possuírem algum tipo de deficiência, em todos os lugares da sociedade
para que tenham direito à educação, ao emprego, à saúde e ao bem-estar

Fonte: Portal Fiocruz

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Mente calma e racional: como o estoicismo pode nos ajudar a viver melhor

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Imperador Romado Marco Aurélio - Foto: Reprodução

O estoicismo é uma escola filosófica prática fundada na Grécia, por Zenão de Cítio, no início do século III a.C, que ensina que é possível viver uma vida boa quando focamos naquilo que pode ser controlado. Os estoicos prezam por manter a mente calma e racional, independente das distintas situações humanas, e pregam que não devemos deixar ser conduzidos por crenças e paixões doentias de desejo, medo, dor ou prazer, uma vez que tais sentimentos são irracionais. O pensador estoico entende como natural sentir tais emoções, mas é preciso agir com racionalidade: a ação deve ser regida pela razão e não pela emoção.

Ainda que tenha nascido na Grécia, o estoicismo foi popularizado em Roma, e seus conceitos prevalecem até os dias atuais. Na visão estoica, manter a mente calma e racional para viver bem, significa que o homem precisa se concentrar naquilo  que pode ser controlado, e ao invés de se preocupar com o incontrolável, precisa aceitar que há coisas que não podem ser controladas. A realidade existe como ela é, e não como a queremos.

No pensamento de Epicteto, filósofo grego estoico do século I d.C, o mundo é como é, independente daquilo que queremos que ele seja, e isso precisa ser aceito. Há coisas que estão sob o nosso controle e outras não. Olhar o mundo com essa perspectiva pode ser valiosa, quanto mais trazemos para os dias atuais, onde a pressão social pelo sucesso profissional, por uma vida amorosa estabilizada e pelo acúmulo de bens materiais, criam expectativas em demasia nas diferentes realidades humanas.

Com o advento da televisão e da internet, por exemplo, padrões de estética, família e pensamentos foram pré-fabricados e transmitidos a uma massa que parece ter esquecido a imprevisibilidade do mundo. A vida real não vem pronta como nos roteiros das telenovelas, que no fim tudo acaba bem, ainda que a trama tenha sido pautada por situações indesejadas no decorrer da história. Por vezes somos vítimas do imprevisível, de situações que fogem do nosso controle, e não há nada que podemos fazer para reverter a situação.

De acordo com o pensamento estoico, o que está sob controle são nossas opiniões, ações e a própria perspectiva do mundo ao nosso redor. Para os estoicos, quando passamos a acreditar que as coisas fora do nosso controle nos trarão a felicidade desejada, nos tornamos meros expectadores, terceirizamos o próprio desejo, e quando isso acontece, essa felicidade passa a não depender mais de nós, e sim dos outros, algo inaceitável no estoicismo.

Os estoicos valorizam a ação, e não as palavras. Outro importante ensinamento é a prática de fazer o bem sem olhar a quem, ou fazer o bem sem esperar nada em troca. Para o estoicismo, é da natureza humana agir de bondade com os semelhantes, e isso independe do gesto ser valorizado ou não, pois a verdadeira beleza está no caráter, valores e personalidade de uma pessoa.

A escola estoica acredita que a personalidade ideal que devemos perseguir é a do “sábio estoico”, não para idealizar alguém acima dos demais, mas para agirmos racionalmente, e assim maximizar o bem-estar pessoal e da coletividade.

Quatro lições que podemos aprender com os estoicos 

1ª Lição – “Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como realmente ele é. Dessa forma você terá uma vida tranquila.”

2ª Lição – Existem mais coisas, Lucílio, susceptíveis de nos assustar do que existem de nos derrotar; sofremos mais na imaginação do que na realidade.” Sêneca, Carta a Lucílio.

3ª Escolha não ser prejudicado e você não se sentirá prejudicado. Não se sinta prejudicado e você não o será.” Marco Aurélio, Meditações.

4ª “O homem vive preocupado em viver muito, não em viver bem, mas na realidade o viver muito não depende dele, mas o viver bem sim.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida.

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“Viver baseado nas próprias virtudes”: o que podemos aprender com os cínicos

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Cinismo é derivação da palavra grega Kynismós, que traduzido para o português significa, ''igual a um cão''

O cinismo é uma corrente filosófica criada no século V a.C., por Antístenes, que ensina que o ser humano deve viver baseado em suas virtudes, ou seja, aceitando quem realmente é. Para isso, é necessário também, viver desprendido de julgamentos alheios e dos padrões estabelecidos pela sociedade.

Cinismo é a derivação da palavra grega kynismós, que em tradução para o português seria algo como: ”igual a um cão”; o termo é atribuído aos cínicos porque de fato, eles viviam como cães. Despojados de bens materiais e totalmente desprendidos dos padrões sociais, os pensadores cínicos viviam a filosofia na prática.

Os cínicos se declaravam cidadãos do mundo e por acreditar neste pensamento, contestavam  a vida em sociedade e o matrimônio, que segundo eles, tiravam a autonomia humana. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a felicidade brota do seu interior.

Dentre eles, o que mais se destacou foi Diógenes de Sínope, filósofo da Grécia Antiga nascido em 413 a.C. Diógenes foi aluno de Antístenes, destacou-se entre os cínicos por viver de forma radical a sua filosofia. Ele passou a viver dentro de um barril na mais completa miséria, para mostrar aos homens que não é preciso de muito para viver.

Diógenes buscava um homem que vivesse segundo a sua essência. Procurava um homem que vivesse sua vida superando as normas impostas pelas sociedades, padrões como comportamento, dinheiro, luxo ou conforto. Ele buscava um homem que tivesse encontrado a sua verdadeira natureza, que vivesse conforme ela e que fosse feliz, sem as extravagâncias que uma vida baseada na superficialidade dos bens materiais condicionam o ser humano.

Um fato curioso sobre a vida de Diógenes foi quando Alexandre, O Grande, foi ao seu encontro. O homem mais poderoso do mundo, até então, solicitou que Diógenes pedisse o que quisesse que ele o daria. Diógenes pediu que Alexandre saísse de sua frente pois estava tapando o sol, com isso ele demonstrava o quão pouco ele necessitava para viver bem conforme sua natureza. Além disso, ele demonstrava na prática os valores fundamentais do filosofia cínica.

Ilustração do encontro entre Alexandre, o Grande e Diógenes de Sínope

Valores do cinismo

O cinismo é atrelado a três valores fundamentais, que tendem a conduzir o ser humano a um estado de profunda paz, chamado de ataraxia. São eles:

  • Autarquia – na prática significa o governo de si mesmo, quando o homem se torna incapaz de ser dominado por paixões e instintos. De acordo com o cinismo, esta capacidade só pode ser alcançada quando se tem uma vida ordenada;
  • Liberdade – é necessário que o homem se desprenda dos padrões estabelecidos pela sociedade. Há um forte aversão a governos e suas normativas, fatores peculiares como economia, comércio e crises, por exemplo, não devem dominar o pensamento e as ações humanas. Há ainda um profundo zelo pela liberdade de expressão;
  • Apatia – não se sentir afetado pelas dificuldades da vida, assim, torna-se possível alcançar a ataraxia, ou seja, a profunda paz de espírito.

Esses três valores se personificam na ação prática de Diógenes durante o encontro com Alexandre: 1) Ser dono de si, mesmo quando o homem mais poderoso do mundo oferece tudo o que uma vida repleta de bens materiais pode oferecer, e ainda assim, não sucumbir aos desejos e mostrar que precisa-se de muito pouco para viver bem e conforme a própria essência; 2) Liberdade, poder de expressar sua opinião mesmo que ela contrarie e conteste o poder temporal do Estado. Total desprendimento de luxos e demais bens materiais, que para o cínico, não passam de coisas supérfluas e não necessariamente garantem a felicidade; e 3) Ter uma apatia tão forte, que o que vem de fora não é capaz de atingir, nem modificar a  paz de espírito do homem que alcançou a ataraxia.

 

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